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Início » Últimas Notícias » Banco Central revela lista que preocupa clientes de bancos digitais e bancões
Dividendos

Banco Central revela lista que preocupa clientes de bancos digitais e bancões

Levantamento oficial mostra quais instituições financeiras tiveram mais queixas reconhecidas pelo Banco Central e acende alerta para consumidores que usam bancos digitais, fintechs e grandes bancos tradicionais
Mariana DuartePor Mariana Duarte28 de maio de 20269 minutos lidos
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Clientes devem ficar atentos: ranking do Banco Central revela bancos com mais reclamações procedentes

O Banco Central divulgou um novo retrato da relação entre consumidores e instituições financeiras no Brasil. O ranking de reclamações contra bancos, financeiras e instituições de pagamento mostra quais empresas registraram os maiores índices de queixas consideradas procedentes, ou seja, reclamações em que o cliente teve razão reconhecida após análise.

O levantamento chama atenção porque reúne tanto grandes bancos tradicionais quanto bancos digitais e fintechs. Na prática, o ranking não mede apenas o tamanho da instituição ou o número total de clientes, mas sim a proporção de reclamações em relação à base de usuários.

Isso significa que uma instituição com milhões de clientes pode aparecer em posição inferior se tiver proporcionalmente menos reclamações procedentes. Por outro lado, bancos com bases menores podem subir no ranking quando o volume de problemas reconhecidos é alto em relação ao número de clientes.

No ranking mais recente do Banco Central, referente ao primeiro trimestre de 2026, o Banco C6 aparece na liderança entre os maiores bancos, financeiras e instituições de pagamento. Em seguida aparecem Bradesco e o conglomerado BTG Pactual/Banco Pan.

Como funciona o ranking do Banco Central

O ranking do Banco Central não é uma lista baseada em opinião de clientes nas redes sociais, comentários em vídeos ou avaliações informais. A metodologia considera as reclamações registradas no próprio BC e classificadas como procedentes.

Em termos simples, uma reclamação procedente é aquela em que, após análise, a autoridade reconhece que houve falha, irregularidade ou problema atribuído à instituição financeira.

O índice usado pelo Banco Central leva em conta a quantidade de reclamações procedentes em relação ao número de clientes. Por isso, a lista permite uma comparação mais justa entre bancos gigantes, fintechs, instituições de pagamento e financeiras.

Entenda os principais critérios

CritérioO que significa
Reclamação procedenteQueixa em que o cliente teve razão reconhecida
Índice de reclamaçõesMede reclamações procedentes proporcionalmente à base de clientes
Base de clientesQuantidade de clientes considerada pelo Banco Central
Instituições avaliadasBancos, financeiras e instituições de pagamento
PeriodicidadeO ranking é divulgado periodicamente pelo Banco Central

Os bancos com mais reclamações no ranking mais recente

No primeiro trimestre de 2026, o ranking dos maiores bancos, financeiras e instituições de pagamento trouxe o Banco C6 em primeiro lugar. Na sequência, aparecem Bradesco, BTG Pactual/Banco Pan, PicPay e Inter.

Top 10 do ranking do Banco Central

PosiçãoInstituiçãoÍndice
1ºBanco C655,30
2ºBradesco48,92
3ºBTG Pactual/Banco Pan42,81
4ºPicPay37,22
5ºInter34,86
6ºSantander34,49
7ºItaú34,12
8ºNeon Pagamentos30,55
9ºMercado Pago30,26
10ºPagSeguro27,83

O resultado mostra uma mistura de instituições tradicionais e digitais. Essa combinação reforça que problemas bancários não estão restritos a um único tipo de banco. Clientes podem enfrentar dificuldades tanto em bancos com agências físicas quanto em plataformas digitais que prometem simplicidade, rapidez e atendimento mais moderno.

Banco C6 lidera ranking e acende alerta entre clientes

O Banco C6 aparece na primeira posição do levantamento mais recente. A instituição ganhou força nos últimos anos com uma proposta digital e produtos voltados a diferentes perfis de clientes, incluindo conta corrente, cartão de crédito, investimentos, programa de pontos e serviços premium.

O resultado no ranking, porém, mostra que o crescimento acelerado e a variedade de serviços também podem ampliar pontos de atrito com consumidores.

Entre os problemas mais comuns em bancos digitais, estão dificuldades de atendimento, instabilidade no aplicativo, demora na solução de demandas, contestação de compras, problemas com cartões e falhas em operações financeiras.

Para o cliente, o alerta é simples: antes de concentrar toda a vida financeira em uma única instituição, é importante observar a reputação do banco, testar o atendimento e entender quais canais estão disponíveis em caso de emergência.

Bradesco aparece em segundo lugar

O Bradesco, um dos maiores bancos tradicionais do país, aparece na segunda posição do ranking do Banco Central. A presença de um bancão no topo mostra que o problema das reclamações não está limitado às fintechs.

Instituições tradicionais costumam oferecer uma ampla variedade de produtos: conta corrente, cartão de crédito, financiamento, empréstimos, previdência, seguros, investimentos, consórcios e atendimento em agência. Quanto maior o número de produtos, maior também tende a ser a quantidade de pontos de contato com o cliente.

Esse volume de serviços pode aumentar o risco de reclamações relacionadas a cobranças, tarifas, crédito, atendimento, cartão, renegociação e canais digitais.

BTG Pactual/Banco Pan aparece em terceiro

O conglomerado BTG Pactual/Banco Pan aparece na terceira posição. Esse ponto merece atenção porque as duas marcas atendem públicos diferentes.

Enquanto o BTG Pactual é mais associado a investimentos, alta renda e serviços financeiros sofisticados, o Banco Pan tem presença relevante em crédito, financiamento de veículos, consignado e conta digital.

Produtos de crédito costumam gerar mais atrito porque envolvem juros, contratos, parcelas, cobranças, renegociação e análise de risco. Por isso, consumidores devem ler com atenção todas as condições antes de contratar empréstimos, financiamentos ou cartões.

PicPay caiu no ranking, mas segue entre os primeiros

No esboço original usado como base para esta matéria, o PicPay aparecia em primeiro lugar no ranking do quarto trimestre de 2025. Já no levantamento mais recente, referente ao primeiro trimestre de 2026, a instituição aparece em quarto lugar.

Mesmo com a queda de posição, o PicPay continua entre os nomes mais relevantes da lista. A fintech cresceu oferecendo pagamentos digitais, carteira virtual, cartão, rendimento em conta e outros serviços financeiros integrados ao aplicativo.

O caso mostra como bancos digitais podem ganhar milhões de usuários rapidamente, mas também passam a enfrentar desafios de atendimento, suporte, segurança e resolução de problemas em escala.

Inter, Santander, Itaú, Neon, Mercado Pago e PagSeguro completam o top 10

O ranking também inclui nomes muito conhecidos do público brasileiro. Inter, Santander, Itaú, Neon, Mercado Pago e PagSeguro aparecem entre as dez instituições com maior índice de reclamações procedentes no período.

Cada uma dessas empresas tem modelos de negócio diferentes. Algumas são bancos completos, outras têm foco em pagamentos, maquininhas, crédito, investimentos ou contas digitais.

No caso de instituições ligadas a meios de pagamento, como Mercado Pago e PagSeguro, problemas podem envolver transações, vendas, recebimentos, bloqueios, contestação de compras e suporte para lojistas.

Já em bancos com atuação ampla, como Itaú e Santander, os conflitos podem surgir em produtos como cartão, conta corrente, empréstimos, investimentos e financiamentos.

Por que esse ranking importa para o consumidor

O ranking do Banco Central não significa, sozinho, que um banco é ruim ou inseguro. Mas ele funciona como um sinal de alerta importante para o consumidor.

Uma instituição pode ter milhões de clientes satisfeitos e, ainda assim, aparecer no ranking por causa do volume proporcional de problemas reconhecidos. Por isso, o ideal é usar o levantamento como uma ferramenta de comparação antes de abrir conta, contratar crédito, pedir cartão ou concentrar investimentos.

O que o cliente deve observar antes de escolher um banco

  • Qualidade do atendimento ao cliente;
  • Facilidade para falar com uma pessoa real;
  • Estabilidade do aplicativo;
  • Transparência sobre tarifas e cobranças;
  • Facilidade para contestar compras;
  • Histórico de reclamações no Banco Central;
  • Reputação em plataformas de defesa do consumidor;
  • Clareza nos contratos de crédito e financiamento;
  • Segurança para movimentações via Pix;
  • Prazo de resposta para problemas urgentes.

Bancos digitais ou bancões: onde está o maior risco?

O ranking mostra que não existe uma resposta única. Bancos digitais aparecem com força, mas grandes bancos tradicionais também ocupam posições relevantes.

Os bancos digitais costumam atrair clientes pela praticidade, ausência de tarifas, cartões modernos, rendimento automático e aplicativos completos. O problema surge quando o atendimento não acompanha o crescimento da base de usuários.

Já os bancos tradicionais têm estrutura maior, agências físicas e maior variedade de produtos, mas também costumam ser criticados por burocracia, tarifas, demora no atendimento e oferta insistente de produtos financeiros.

Em ambos os casos, o consumidor precisa manter atenção. A melhor instituição não é necessariamente a mais famosa, a mais moderna ou a que oferece o cartão mais bonito, mas aquela que resolve problemas com eficiência quando algo dá errado.

Como registrar reclamação contra um banco

Quando o cliente enfrenta um problema com banco, financeira ou instituição de pagamento, o primeiro passo deve ser procurar o atendimento oficial da própria empresa. É importante guardar protocolo, data, horário, prints, comprovantes e qualquer documento relacionado ao caso.

Se o problema não for resolvido, o consumidor pode registrar reclamação no Banco Central. Também é possível buscar órgãos de defesa do consumidor, como Procon, além de plataformas de reclamação e, em casos mais graves, orientação jurídica.

Passo a passo básico

  1. Entre em contato com o banco e registre o problema;
  2. Anote o número de protocolo;
  3. Guarde prints, comprovantes e extratos;
  4. Aguarde o prazo de resposta informado pela instituição;
  5. Se não houver solução, registre reclamação no Banco Central;
  6. Em casos de prejuízo financeiro, avalie procurar o Procon ou orientação especializada.

O que mais gera reclamações contra bancos

Embora cada instituição tenha seus próprios problemas, algumas situações costumam se repetir no relacionamento entre consumidores e bancos.

Entre elas estão cobranças não reconhecidas, dificuldade para cancelar produtos, falhas em aplicativos, bloqueios de conta, demora em contestação de compras, problemas com cartão de crédito, crédito consignado, Pix, empréstimos e atendimento automatizado pouco eficiente.

O crescimento dos bancos digitais também ampliou a dependência dos aplicativos. Quando o app trava, bloqueia acesso ou não permite uma transação urgente, o problema pode afetar diretamente a vida financeira do cliente.

Ranking não deve ser usado como única decisão

Apesar de relevante, o ranking do Banco Central deve ser analisado com cautela. Ele mostra reclamações procedentes dentro de um período específico, mas não resume toda a experiência dos clientes.

Um banco pode melhorar ou piorar de um trimestre para outro. Além disso, instituições com muitos produtos e milhões de clientes tendem a ter uma operação mais complexa.

Por isso, antes de tomar uma decisão, o consumidor deve cruzar diferentes informações: dados do Banco Central, experiência pessoal, reputação no atendimento, custos, tarifas, benefícios e qualidade dos serviços oferecidos.

O ranking de reclamações do Banco Central reforça um alerta importante: nenhum banco deve ser escolhido apenas pela propaganda, pelo cartão chamativo ou pela promessa de praticidade.

Bancos digitais, fintechs e grandes instituições tradicionais podem oferecer bons serviços, mas também podem gerar problemas quando falham em atendimento, transparência ou resolução de conflitos.

Para o consumidor, a melhor estratégia é manter controle sobre o próprio dinheiro, acompanhar extratos, questionar cobranças, guardar comprovantes e evitar concentrar todos os recursos em uma única instituição sem antes testar a qualidade do serviço.

Aviso: este conteúdo tem caráter informativo e jornalístico. Não representa recomendação de compra ou venda de ações, contratação de produtos financeiros ou abertura de conta em qualquer instituição. Antes de tomar decisões financeiras, avalie seu perfil, seus objetivos e, se necessário, procure orientação especializada.

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Mariana Duarte
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Mariana Duarte é jornalista formada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com mais de 10 anos de experiência em redações de portais nacionais e especialização em jornalismo digital. Na A Revista, acompanha economia, empresas, mercados e tecnologia ligada a negócios. Trabalha com linguagem acessível, atribuição de fontes e verificação de dados e documentos.

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