A Storm 200 voltou a chamar atenção entre os motociclistas que buscam uma moto de baixa cilindrada com visual aventureiro, bom desempenho em pista e custo de uso controlado. Em um relato de proprietário, o modelo aparece com atualizações nos pneus, consumo entre 25 km/l e 35 km/l e manutenção considerada simples até os 5.817 km rodados.
O destaque fica para o uso em estrada. Segundo o dono, a moto consegue manter velocidade de cruzeiro na faixa de 130 km/h a 135 km/h em determinadas condições, chegando a marcar cerca de 142 km/h no painel em trecho com leve inclinação e vento. O número, porém, deve ser visto como relato de uso e não como velocidade oficial aferida.
A Shineray informa que a Storm 200 EFI usa motor monocilíndrico de 198,1 cc, com 20,4 cv a 9.000 rpm e torque de 18 Nm a 7.500 rpm. O câmbio é de seis marchas, e o modelo conta com freios a disco com ABS de duplo canal.
Pneus Levorin Matrix Sport 2 mudam o comportamento da Storm 200
Uma das principais alterações feitas na moto foi a troca dos pneus. O proprietário afirma ter instalado pneus Levorin Matrix Sport 2, com proposta mais voltada ao asfalto.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/9/y/ZBEbrxT2ABBZ9leKbvSg/oricardohenri-5.jpg)
Na prática, a mudança deixou a moto com visual mais esportivo e comportamento mais adequado para pista. O pneu original da Storm 200 tem perfil mais misto, pensado para encarar tanto asfalto quanto trechos de terra leve. Já o novo conjunto prioriza uso urbano e rodoviário.
Segundo a ficha oficial da Shineray, a Storm 200 usa roda dianteira 100/80-17 e traseira 130/70-17. No relato, o proprietário afirma que a nova medida ficou visualmente mais larga e melhorou a estética da moto.
Consumo pode passar de 30 km/l, mas depende da tocada
O consumo foi outro ponto destacado. De acordo com o relato, a Storm 200 faz entre 25 km/l e 26 km/l quando usada de forma mais agressiva, com acelerações fortes e giro mais alto.
Já em uma condução tranquila, o proprietário afirma que a moto pode chegar a cerca de 30 km/l a 35 km/l, número interessante para quem procura economia no uso diário ou em viagens curtas.
Com tanque oficial de 13 litros, a autonomia pode variar bastante conforme o estilo de pilotagem. Em uma média de 30 km/l, por exemplo, a Storm 200 poderia rodar aproximadamente 390 km com um tanque cheio, em cálculo estimado.
Quanto custa abastecer a Storm 200
No relato, o proprietário afirma gastar cerca de R$ 60 para encher o tanque na região onde mora. Esse valor depende diretamente do preço local da gasolina e da quantidade restante no reservatório no momento do abastecimento.
Mesmo assim, o dado ajuda a mostrar o apelo da moto para quem procura baixo custo operacional. Em comparação com motos maiores, a Storm 200 tende a exigir menos combustível e pode ser uma alternativa para quem quer uma moto com visual mais encorpado sem abrir mão de economia.
Manutenção até agora foi simples
Com 5.817 km rodados, o dono afirma que a Storm 200 ainda não apresentou problemas graves. Segundo ele, os gastos ficaram concentrados em óleo e combustível.
A troca de óleo também foi comentada. O proprietário afirma que a moto usa cerca de 1,3 litro de óleo por troca. Por isso, normalmente é necessário comprar 2 litros e utilizar apenas parte do segundo frasco.
Outro item que deve entrar na lista de manutenção em breve é o kit de relação, formado por pinhão, coroa e corrente. Essa substituição é comum em motos usadas com frequência, especialmente quando há condução mais esportiva ou viagens constantes.
Tabela da Storm 200 no uso real e na ficha técnica
| Item | Informação |
| Modelo | Storm 200 EFI |
| Motor | Monocilíndrico, 4 tempos, 4 válvulas, SOHC |
| Cilindrada | 198,1 cc |
| Potência | 20,4 cv a 9.000 rpm |
| Torque | 18 Nm a 7.500 rpm |
| Câmbio | 6 marchas |
| Freios | Disco dianteiro e traseiro com ABS de duplo canal |
| Tanque | 13 litros |
| Pneu dianteiro oficial | 100/80-17 |
| Pneu traseiro oficial | 130/70-17 |
| Consumo relatado em uso forte | 25 km/l a 26 km/l |
| Consumo relatado em uso tranquilo | 30 km/l a 35 km/l |
| Óleo por troca, segundo o dono | Cerca de 1,3 litro |
| Quilometragem do relato | 5.817 km |
| Velocidade relatada em pista | Até cerca de 142 km/h no painel |
Desempenho agrada, mas painel pode gerar dúvidas
O proprietário afirma que a Storm 200 passa sensação de estar mais rápida do que o painel mostra. Em determinado trecho, a moto marcou 126 km/h e depois chegou perto de 142 km/h em leve descida.
Apesar do entusiasmo, é importante lembrar que velocímetros de motos podem apresentar variação em relação à velocidade real. Além disso, vento, inclinação, peso do piloto, calibragem dos pneus, combustível e até a troca de medidas podem interferir na leitura e no desempenho.

Ainda assim, o relato reforça que a Storm 200 tem fôlego suficiente para uso rodoviário moderado, especialmente para quem entende os limites de uma moto de 200 cilindradas.
Suspensão é o principal ponto negativo citado
Nem tudo foi elogio. O dono aponta a suspensão como o principal ponto negativo da Storm 200. Segundo ele, o conjunto é duro e pode incomodar em vias ruins.
Esse detalhe é importante porque a moto tem visual aventureiro, mas muitos usuários a utilizam principalmente no asfalto. Para quem roda em cidades com buracos, lombadas e pavimento irregular, a rigidez da suspensão pode pesar na experiência diária.
A ficha técnica oficial informa suspensão dianteira com garfo telescópico invertido e traseira monoamortecida.
Storm 200 vale a pena para quem busca economia e visual forte?
Pelo relato, a Storm 200 se mostra uma moto interessante para quem quer visual de moto maior, consumo baixo e manutenção relativamente simples. O modelo chama atenção pelo design, pelo ronco, pela proposta crossover e pelo desempenho acima do que muitos esperam de uma 200 cc.
Por outro lado, quem procura conforto absoluto, suspensão macia ou uso intenso em terra deve avaliar com cuidado. A troca dos pneus para um modelo mais voltado ao asfalto melhora o comportamento em pista, mas reduz a proposta mista original da moto.
No fim, a Storm 200 aparece como uma opção de custo-benefício para quem roda no dia a dia, faz viagens curtas e quer uma moto econômica sem abrir mão de presença visual.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias da A Revista no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.






