A possibilidade de a Chery Himla entrar no disputado mercado brasileiro de picapes médias ganhou um novo elemento. O desenho da caminhonete foi registrado pela fabricante no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), em movimento revelado em setembro de 2026.
O registro não significa, isoladamente, confirmação de lançamento. A CAOA Chery já apresentou a Himla ao público brasileiro no Salão do Automóvel de São Paulo de 2025, mas classificou o modelo oficialmente como um estudo de mercado destinado a avaliar a aceitação dos consumidores.
Enquanto a decisão brasileira permanece em aberto, a picape já permite observar com mais precisão o que a fabricante tem disponível em outros mercados.
Chery Himla usa motor 2.3 turbodiesel de 161 cv
No Uruguai, onde já está à venda, a Himla utiliza um motor 2.3 turbodiesel Euro V de quatro cilindros, capaz de desenvolver 161 cv. A ficha técnica também prevê configurações com tração traseira ou integral.
A gama inclui versão 4×2 manual, 4×4 manual e 4×4 automática. O câmbio manual tem seis marchas, enquanto a configuração automática utiliza uma transmissão de oito velocidades.
| Especificação | Chery Himla |
| Motor | 2.3 turbodiesel |
| Potência | 161 cv |
| Câmbio | Manual de 6 ou automático de 8 marchas |
| Tração | 4×2 ou 4×4 |
| Carga útil | 1.000 kg |
| Capacidade de reboque | 3.000 kg |
| Tanque | 80 litros |
| Comprimento | 5,34 metros |
| Entre-eixos | 3,23 metros |
Com 5,335 metros de comprimento e 3,23 metros de entre-eixos, a Himla ocupa justamente a faixa das picapes médias tradicionais. No mercado brasileiro, isso colocaria o modelo diante de nomes consolidados como Toyota Hilux, Ford Ranger, Chevrolet S10 e Mitsubishi Triton.
Sistema 4×4 reforça proposta para trabalho e fora de estrada
A configuração 4×4 segue uma arquitetura tradicional para o segmento. Dependendo da versão, há modos de tração voltados ao uso em pisos de baixa aderência e estrutura com chassi de longarinas.
Na evolução Rely R08 Pro, derivada da mesma família, a Chery utiliza sistema 4×4 BorgWarner com modos 2H, 4H e 4L, além de bloqueios de diferencial e suspensão traseira com eixo rígido e feixe de molas.
A capacidade de carga da Himla vendida no Uruguai é de 1.000 kg, enquanto a capacidade declarada de reboque chega a 3.000 kg. Sete airbags também fazem parte da especificação divulgada pela Chery uruguaia.
Produção em Anápolis ainda exige cautela
A possibilidade de fabricação brasileira ganhou força em abril de 2025. Na ocasião, o presidente do Grupo CAOA, Carlos Alberto de Oliveira Andrade Filho, afirmou ao UOL que a intenção era produzir a picape na fábrica de Anápolis, em Goiás, incluindo versões diesel e híbrida plug-in.
O cenário, porém, mudou posteriormente. No Salão do Automóvel de 2025, a comunicação oficial da CAOA Chery descreveu a Himla como um “estudo de mercado”, sem confirmar lançamento ou cronograma industrial.
Por isso, ainda não é possível afirmar que a Himla será produzida em Anápolis ou que o conjunto 2.3 turbodiesel vendido no Uruguai será adotado no Brasil.
Registro aumenta expectativa sobre a estreia
O pedido de proteção do desenho industrial registrado no Brasil em setembro de 2026 acrescenta um sinal concreto de interesse da Chery no produto, embora registros desse tipo não obriguem uma fabricante a colocar determinado veículo nas concessionárias.
Caso o projeto seja aprovado comercialmente, preço, motorização e nível de equipamentos serão decisivos. Com Hilux, Ranger e S10 já consolidadas e novas fabricantes chinesas ampliando presença no segmento, a Himla precisará combinar capacidade de trabalho, rede de atendimento e preço competitivo para conquistar espaço.
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