A Chevrolet prepara uma mudança importante em sua linha de SUVs no Brasil. A Captiva PHEV, versão híbrida plug-in do modelo, será produzida no país ainda em 2026 e coloca a marca diretamente em um dos segmentos que mais avançam no mercado brasileiro: o dos utilitários esportivos eletrificados.
A General Motors confirmou em 26 de agosto que o modelo será fabricado na Planta Automotiva do Ceará (PACE). Será o primeiro híbrido plug-in da Chevrolet produzido em território nacional e o terceiro veículo da marca a entrar na operação cearense em menos de um ano, depois do Spark EUV e do Captiva EV.
Captiva PHEV supera 1.000 km de autonomia
Um dos números que mais chama atenção está na autonomia. Na configuração comercializada no México, a Chevrolet informa alcance combinado de até 1.075 km pelo protocolo EPA, considerando a utilização da bateria e do motor a gasolina.
O conjunto utiliza um motor 1.5 aspirado a gasolina de 105 hp, associado a um motor elétrico de 150 kW, equivalente a 201 hp, com torque máximo de 229 lb-pé, cerca de 31,7 kgfm.
A bateria possui 20,5 kWh de capacidade. A ficha mexicana informa cerca de 75 km de autonomia exclusivamente elétrica no ciclo EPA, enquanto a referência NEDC chega a 90 km. A capacidade real pode variar conforme temperatura, velocidade, carga transportada e estilo de condução.
| Especificação | Captiva PHEV |
| Motor a gasolina | 1.5 aspirado |
| Potência do motor a gasolina | 105 hp |
| Motor elétrico | 150 kW / 201 hp |
| Torque do elétrico | 229 lb-pé |
| Bateria | 20,5 kWh |
| Autonomia combinada | até 1.075 km EPA |
| Tanque | 53 litros |
| Recarga rápida | até 23 kW |
SUV pode rodar como elétrico no uso urbano
A arquitetura plug-in permite recarregar a bateria externamente e realizar parte dos deslocamentos sem utilizar combustível.
O gerenciamento eletrônico também escolhe como os dois sistemas devem trabalhar de acordo com as condições de uso e o nível de carga. Entre os modos disponíveis estão ECO, ECO+, Normal e Sport, além da possibilidade de priorizar a condução elétrica.
A tração é dianteira, enquanto a suspensão combina sistema McPherson na dianteira com conjunto independente atrás.
Tela de 15,6 polegadas domina o interior
A Captiva PHEV também representa uma mudança relevante na proposta tecnológica do SUV.
Na configuração Premier oferecida no México, o painel recebe uma central multimídia de 15,6 polegadas, compatível com Android Auto e Apple CarPlay, acompanhada de quadro de instrumentos digital de 8,8 polegadas.
O pacote ainda pode incluir teto solar panorâmico, câmera com visão de 360 graus, bancos revestidos em material sintético, quatro portas USB e rodas de liga leve de 18 polegadas.
Na segurança, aparecem seis airbags e um conjunto de assistências ao motorista com controle de cruzeiro adaptativo, frenagem automática de emergência, alerta e assistência de permanência em faixa e iluminação dianteira adaptativa.
Produção brasileira coloca Captiva PHEV em nova disputa
O ponto mais importante para o consumidor brasileiro é que a chegada deixou de ser apenas especulação.
A própria Chevrolet confirmou que a Captiva PHEV será produzida no Ceará ainda em 2026.
A marca, porém, ainda não detalhou oficialmente o preço, as versões nem o pacote definitivo destinado ao mercado nacional. Por isso, autonomia, potência e equipamentos disponíveis no México funcionam como referência e podem sofrer ajustes na configuração brasileira.
Com produção local, mais de 1.000 km de alcance combinado na especificação internacional e possibilidade de realizar trajetos cotidianos utilizando apenas eletricidade, a Captiva PHEV prepara a Chevrolet para uma disputa que atualmente reúne alguns dos SUVs híbridos mais tecnológicos do mercado brasileiro.
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