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Início » Últimas Notícias » Peugeot 103 elétrico volta à cena e resgata ícone dos anos 70 com até 65 km de autonomia
Consumo

Peugeot 103 elétrico volta à cena e resgata ícone dos anos 70 com até 65 km de autonomia

Modelo clássico renasce com bateria removível, duas configurações e produção francesa, enquanto Honda, NIU, Zero e LiveWire aceleram ofensiva das motos elétricas.
Carlos MenezesPor Carlos Menezes21 de agosto de 20267 minutos lidos
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Peugeot 103 elétrico volta à cena e resgata ícone dos anos 70 com até 65 km de autonomia
Peugeot 103 elétrico volta à cena e resgata ícone dos anos 70 com até 65 km de autonomia

O Peugeot 103 elétrico marca o retorno de um dos ciclomotores mais emblemáticos da história da marca francesa, agora adaptado a uma nova geração de mobilidade urbana. Apresentado em sua configuração moderna durante a EICMA, em Milão, o modelo preserva elementos visuais associados ao antigo 103, mas abandona o pequeno motor a combustão para adotar propulsão totalmente elétrica.

O projeto vai além de uma simples releitura estética. A Peugeot Motocycles desenvolveu uma nova estrutura em alumínio, baterias removíveis, painel digital e componentes mais sofisticados para transformar o antigo ciclomotor em uma opção urbana contemporânea.

A própria fabricante confirma duas configurações principais, equivalentes às categorias de 50 cm³ e 125 cm³. A versão de entrada utiliza bateria removível de 1,6 kWh e oferece autonomia anunciada de 45 quilômetros, enquanto a configuração mais potente recebe uma bateria de 2,2 kWh e chega a 65 quilômetros de alcance.

Peugeot 103 elétrico mantém a proposta simples do modelo original

O 103 original ganhou popularidade principalmente pela simplicidade mecânica, baixo peso e facilidade de utilização. A nova geração tenta transportar essa mesma filosofia para a era elétrica.

Apesar da inspiração retrô, praticamente toda a construção foi atualizada. O modelo utiliza chassi de alumínio, balança traseira monobraço e suspensão dianteira Kayaba invertida de 37 mm. Há ainda painel TFT de 5 polegadas e uma gama de acessórios voltados ao uso cotidiano.

Na configuração equivalente a uma motocicleta de 125 cm³, o peso informado pela fabricante é de aproximadamente 103 kg, número que curiosamente acompanha a própria identificação histórica do modelo.

A versão menor deverá permanecer limitada à categoria equivalente aos ciclomotores, enquanto a configuração mais potente foi desenvolvida para deslocamentos urbanos mais rápidos.

Informações divulgadas durante a apresentação do projeto indicaram que o 103 mais potente pode trabalhar na faixa de aproximadamente 70 a 80 km/h, enquanto o modelo de entrada fica na categoria de até 45 km/h.

Bateria pode ser retirada para carregar em casa

Um dos pontos mais importantes do novo Peugeot 103 é a utilização de baterias removíveis.

Na prática, o proprietário não precisa necessariamente estacionar o veículo próximo de um carregador. A bateria pode ser retirada da motocicleta e levada para dentro de casa ou do trabalho para a recarga.

Esse tipo de solução vem ganhando espaço principalmente entre veículos elétricos urbanos, onde muitos compradores vivem em apartamentos e não possuem tomada disponível na garagem.

A Peugeot informa:

  • Versão equivalente a 50 cm³: bateria removível de 1,6 kWh e aproximadamente 45 km de autonomia;
  • Versão equivalente a 125 cm³: bateria removível de 2,2 kWh e aproximadamente 65 km de autonomia.

A autonomia real poderá variar conforme velocidade, peso transportado, temperatura, relevo e estilo de condução.

Uma terceira versão mais potente está nos planos

A família também poderá crescer.

Antes mesmo da chegada comercial das duas primeiras configurações, informações obtidas pelo Cleanrider indicaram que a Peugeot trabalha em uma terceira versão inspirada no antigo 103 SP, mais esportiva e posicionada acima das demais.

Nesse caso, a proposta mudaria significativamente. Em vez da pequena bateria removível utilizada nas versões urbanas, a configuração esportiva deverá receber uma bateria fixa de maior capacidade, permitindo desempenho e autonomia superiores.

A Peugeot ainda não apresentou a ficha técnica definitiva dessa variante.

Quando o novo Peugeot 103 chega ao mercado?

A comercialização do Peugeot 103 elétrico está prevista para começar no fim de 2026, inicialmente no mercado europeu.

Até o momento, a fabricante não publicou um preço oficial definitivo para as versões comerciais. A estratégia declarada, entretanto, é manter o veículo relativamente acessível dentro do segmento elétrico urbano.

Também não há confirmação oficial de comercialização do Peugeot 103 elétrico no Brasil.

A produção será realizada na França, outro elemento utilizado pela marca para reforçar a ligação entre a nova geração e a história do 103.

Honda também prepara uma de suas maiores apostas elétricas

O retorno do Peugeot 103 ocorre em um momento de forte expansão das motos elétricas.

Uma das novidades mais importantes é a Honda WN7, primeira motocicleta elétrica de produção em série da Honda dentro dessa nova estratégia global.

O modelo utiliza bateria fixa de 9,3 kWh, motor elétrico com potência máxima de 50 kW e torque de 100 Nm, além de autonomia homologada de até 140 quilômetros pelo ciclo WMTC.

Outro diferencial é o carregamento rápido CCS2.

Segundo a Honda, é possível elevar a bateria de 20% para 80% em aproximadamente 30 minutos. Também haverá uma configuração de 11 kW, compatível com uma categoria inferior de habilitação no mercado europeu.

O conjunto inclui ainda tela TFT de 5 polegadas, Honda RoadSync, quatro modos de condução, controle de tração, ABS em curvas, Smart Key e auxílio de movimentação para frente e para trás em baixa velocidade.

NIU Concept 06 mira desempenho de motocicleta

A chinesa NIU mostrou que as fabricantes asiáticas também querem avançar para segmentos superiores.

O Concept 06 utiliza motor lateral com potência anunciada de 20.000 W e velocidade máxima de 155 km/h. O projeto também traz suspensão desenvolvida pela TKX.LAB, freios de disco duplos e uma nova interface digital.

Por enquanto, trata-se de um conceito e não de um modelo comercial disponível nas concessionárias.

Ainda assim, o veículo demonstra a direção adotada pela fabricante: deixar de concentrar seus esforços apenas nas pequenas scooters urbanas para entrar em categorias de maior desempenho.

Zero entra no segmento das scooters

A Zero Motorcycles, conhecida principalmente por suas motocicletas elétricas, também ampliou sua estratégia para veículos urbanos menores.

Entre os projetos apresentados pela fabricante está a LS1, desenvolvida para disputar espaço entre scooters elétricas equivalentes à categoria de 125 cm³.

A entrada de marcas especializadas nesse segmento aumenta a pressão sobre fabricantes tradicionais, principalmente na Europa, onde motocicletas e scooters elétricas compactas encontram um ambiente mais favorável para utilização diária.

LiveWire aposta em uma elétrica menor e mais acessível

A LiveWire, empresa originada da divisão elétrica da Harley-Davidson, também decidiu reduzir tamanho e preço de entrada de seus produtos.

A S4 Honcho abandona a fórmula das motocicletas elétricas grandes e caras para utilizar dimensões próximas às chamadas minimotos urbanas.

O modelo foi apresentado nas configurações Street e Trail e tem produção programada. Documentos corporativos da própria LiveWire indicaram início de produção previsto para 2026 após a recepção positiva do projeto apresentado na EICMA.

O movimento é importante porque mostra uma mudança no mercado: fabricantes que inicialmente apostavam apenas em motocicletas elétricas premium começam a buscar veículos menores, mais leves e potencialmente mais acessíveis.

EICMA mostrou nova fase das motos elétricas

A nova geração de veículos apresentada em Milão deixou claro que a eletrificação das duas rodas começa a se diversificar.

Nos primeiros anos, grande parte dos lançamentos estava concentrada em pequenas scooters destinadas exclusivamente aos deslocamentos urbanos. Agora surgem projetos que vão de ciclomotores retrô, como o Peugeot 103, até motocicletas elétricas de alto desempenho.

Honda, Peugeot, NIU, Zero e LiveWire adotam propostas bastante diferentes, mas convergem em alguns pontos: maior conectividade, baterias mais eficientes, carregamento simplificado e projetos desenvolvidos desde o início para propulsão elétrica.

Peugeot aposta na nostalgia para conquistar uma nova geração

Entre tantas novidades, o Peugeot 103 elétrico se destaca justamente por seguir um caminho diferente.

Em vez de abandonar completamente sua história, a Peugeot decidiu recuperar um nome reconhecido por várias gerações e adaptá-lo às necessidades atuais.

O resultado combina visual inspirado no passado com bateria removível, painel TFT, construção em alumínio e duas opções de desempenho.

A chegada prevista para o fim de 2026 deverá mostrar se a nostalgia será suficiente para transformar novamente o 103 em um veículo popular desta vez sem gasolina, sem escapamento e com funcionamento totalmente elétrico.

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Carlos Menezes
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Carlos Menezes é economista e analista de mercado, com MBA em Finanças pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e mais de 15 anos de experiência acompanhando indicadores econômicos e políticas públicas. Na A Revista, analisa juros, inflação, câmbio, economia e mercados, com atenção às fontes dos dados, ao período de referência e aos efeitos para empresas e investimentos.

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