A Volkswagen prepara uma mudança profunda para a Amarok. A nova geração destinada à América do Sul chegará em 2027 e já teve uma característica confirmada pela fabricante: será a Amarok mais potente já produzida.
O modelo apareceu publicamente ainda camuflado durante a Festa do Peão de Barretos, em agosto. Segundo a Volkswagen, a nova picape contará com participação regional em design, engenharia, testes e validação, além de incorporar eletrificação e novas tecnologias.
A estratégia representa uma ruptura relevante em relação à Amarok conhecida atualmente no Brasil.
Motor ainda é o maior segredo
A Amarok vendida hoje utiliza o conhecido 3.0 V6 TDI turbodiesel, com 258 cv e 580 Nm — equivalentes a 59,1 kgfm. Durante a atuação do overboost, a potência pode chegar temporariamente a 272 cv.
A Volkswagen, porém, ainda não divulgou oficialmente qual conjunto mecânico equipará a próxima geração.
Há informações da imprensa automotiva sobre soluções híbridas e possibilidade de diferentes motorizações, mas potência, cilindrada e configuração definitiva ainda não foram apresentadas pela fabricante.
Portanto, não é possível afirmar neste momento que o atual V6 será mantido ou definitivamente abandonado.
O dado confirmado é que o novo conjunto deverá superar a Amarok atual em potência e terá algum nível de eletrificação.
Projeto terá tecnologia chinesa e desenvolvimento regional
Outra grande transformação ocorre na arquitetura.
A nova Amarok sul-americana integra o chamado Projeto Patagonia, desenvolvido a partir da cooperação entre Volkswagen e SAIC. Modelos da divisão Maxus da fabricante chinesa servem de referência tecnológica para o projeto, enquanto a Volkswagen trabalha no design, engenharia, calibração e adaptações destinadas ao mercado regional.
Isso diferencia a futura Amarok do modelo global oferecido em outros países, cuja geração mais recente compartilha componentes e desenvolvimento com a Ford Ranger.
Para o consumidor brasileiro, a questão será como essa nova arquitetura se comportará em condições reais de trabalho, estrada e uso fora de pavimento.
Nova Amarok será produzida na Argentina
A Volkswagen confirmou investimento de US$ 580 milhões entre 2025 e 2029 para preparar a fábrica de General Pacheco, na Argentina, para a nova picape.
O complexo argentino continuará sendo o centro de produção da Amarok destinada à América do Sul, e a fabricante confirma o início da produção da nova geração em 2027.
O aporte envolve desenvolvimento do veículo, modernização da estrutura produtiva e novas tecnologias industriais.
Tamanho e equipamentos ainda exigem cautela
Projeções baseadas nos modelos da Maxus apontam para uma Amarok maior, com aproximadamente 5,5 metros de comprimento, 2 metros de largura e entre-eixos próximo de 3,3 metros.
Essas medidas, porém, ainda não foram divulgadas oficialmente pela Volkswagen para o modelo brasileiro e podem sofrer alterações na configuração definitiva.
O mesmo cuidado vale para recursos como suspensão ajustável e equipamentos específicos encontrados nas picapes chinesas que deram origem ao projeto.
Amarok muda a fórmula para enfrentar Hilux e Ranger
A aposta da Volkswagen vai além de simplesmente atualizar uma picape conhecida.
Enquanto Toyota Hilux e Ford Ranger mantêm forte presença entre as médias, a Amarok precisa ampliar seu alcance sem perder uma das características que ajudaram a formar sua identidade no Brasil: o desempenho.
A nova geração tentará fazer isso combinando mais potência, eletrificação, tecnologia e desenvolvimento específico para a América do Sul.
Preço, autonomia elétrica, capacidade de carga, reboque e motorização ainda precisam ser revelados.
Até lá, a principal certeza é que a Amarok de 2027 não será apenas uma atualização estética da atual. A Volkswagen está preparando uma nova arquitetura e uma nova proposta técnica para sua picape.
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