A Kawasaki ampliou sua ofensiva entre as motos de alta cilindrada com a nova Z1100, modelo que passa a ocupar o topo da família Z aspirada naturalmente. No Brasil, a motocicleta aparece no catálogo oficial da fabricante com preço sugerido de R$ 74.990 na versão Standard, sem incluir frete.
Para quem busca um conjunto ainda mais sofisticado, a Z1100 SE eleva o preço para R$ 84.990 e acrescenta componentes como freios Brembo e suspensão traseira Öhlins.
A evolução vai além do aumento de cilindrada. O modelo combina motor de quatro cilindros em linha, novo pacote eletrônico baseado em unidade de medição inercial e equipamentos que aproximam a naked de máquinas esportivas mais sofisticadas.
Na transcrição utilizada como ponto de partida para esta matéria, são destacados justamente o aumento de torque, a introdução da IMU, os diferentes modos de condução e os equipamentos específicos da versão SE.
Motor de 1.099 cm³ entrega 136 cv
O coração da Kawasaki Z1100 é um motor de quatro cilindros em linha, 1.099 cm³, DOHC e 16 válvulas, refrigerado a líquido.
Segundo a Kawasaki Brasil, são 136 cv a 9.000 rpm e torque máximo de 11,5 kgfm a 7.600 rpm, conectado a uma transmissão de seis marchas.
Mais do que buscar apenas potência máxima, a configuração foi desenvolvida para reforçar a entrega em baixas e médias rotações. A própria Kawasaki coloca o torque como um dos elementos centrais da nova geração.
Essa característica é especialmente relevante em uma supernaked, categoria na qual retomadas rápidas, acelerações em saídas de curva e respostas imediatas do acelerador têm grande peso na experiência de condução.
Quanto custa a Kawasaki Z1100?
A Kawasaki Brasil apresenta atualmente os seguintes valores sugeridos:
| Versão | Preço sugerido |
|---|---|
| Kawasaki Z1100 | R$ 74.990 + frete |
| Kawasaki Z1100 SE | R$ 84.990 |
Os valores oficiais atuais diferem dos preços mencionados na transcrição de referência, que citava R$ 82 mil para a versão convencional e R$ 92 mil para a SE. Como os preços podem ser atualizados pela fabricante e variar conforme concessionária, região e despesas adicionais, esta matéria utiliza os números divulgados atualmente pela Kawasaki Brasil.
Z1100 SE tem freios Brembo e suspensão Öhlins
A principal diferença entre as configurações aparece no conjunto ciclístico.

Na Z1100 SE, a fabricante utiliza dois discos dianteiros Brembo de 310 mm, acompanhados de pinças radiais Brembo M4.32 monobloco de quatro pistões.
Na traseira, a versão SE recebe amortecedor Öhlins S46, com regulagem de retorno e ajuste remoto da pré-carga da mola. A dianteira utiliza garfo invertido de 41 mm com ajustes.
São componentes destinados principalmente ao motociclista que pretende explorar com maior intensidade o potencial dinâmico da moto.
A presença dos freios Brembo e da suspensão traseira Öhlins também é destacada no material que serviu de base para a pauta.
Eletrônica passa a ter papel central na Z1100
Outro salto importante da nova Z1100 está na eletrônica.
A motocicleta passa a trabalhar com uma IMU, unidade responsável por fornecer informações sobre os movimentos da moto para diferentes sistemas de assistência.
Entre os recursos disponíveis estão:
- controle de tração KTRC;
- gerenciamento de curvas KCMF;
- ABS inteligente KIBS;
- modos de potência;
- modos integrados de condução;
- controle eletrônico do acelerador;
- controle de cruzeiro;
- quick shifter Kawasaki KQS;
- sistemas eletrônicos assistidos pela IMU.
A fabricante afirma que a adoção das válvulas eletrônicas de aceleração permite um controle mais preciso do motor e viabiliza funções como controle de cruzeiro e quick shifter bidirecional.
Quick shifter permite subir e reduzir marchas sem embreagem
Um dos equipamentos de maior interesse para quem busca condução esportiva é o Kawasaki Quick Shifter, capaz de auxiliar tanto nas trocas para marchas superiores quanto nas reduções.
O sistema diminui a necessidade de acionar manualmente a embreagem durante determinadas trocas e pode tornar a condução mais fluida, especialmente em acelerações fortes e trajetos sinuosos.
O recurso também aparece entre os principais destaques técnicos apontados no material original.
Painel TFT de 5 polegadas tem conectividade

A modernização também chegou ao painel.
A Z1100 utiliza uma tela TFT colorida de 5 polegadas, acompanhada por conectividade com smartphone.
Por meio do aplicativo RIDEOLOGY THE APP MOTORCYCLE, há integração de determinadas informações entre a moto e o celular. Dependendo do mercado e das funcionalidades contratadas, o sistema também pode oferecer recursos adicionais de navegação e comandos.
A motocicleta ainda oferece porta USB-C e iluminação integralmente em LED.
Controle de cruzeiro amplia proposta para viagens
Apesar da arquitetura e da aparência claramente esportivas, a Kawasaki também incluiu recursos pensados para deslocamentos mais longos.
O controle eletrônico de cruzeiro permite manter uma velocidade selecionada sem que o motociclista precise permanecer constantemente acionando o acelerador.
Isso amplia a versatilidade da Z1100 para quem pretende utilizar uma supernaked não apenas em trajetos esportivos, mas também em rodovias.
Kawasaki declara consumo de 5,6 litros a cada 100 km
O consumo informado oficialmente pela fabricante é de 5,6 litros para cada 100 quilômetros.
Convertido para a medida mais comum no Brasil, isso representa aproximadamente 17,9 km/l em condições de homologação.
Na prática, o resultado varia de acordo com velocidade, condições da via, carga, trânsito e principalmente o uso do acelerador.
O tanque comporta 17 litros, o que permite estimar uma autonomia teórica superior a 300 quilômetros utilizando o valor oficial de consumo. Essa autonomia, porém, não deve ser interpretada como garantia de alcance em uso real.
Peso passa dos 220 kg em ordem de marcha
A Kawasaki informa 221 kg em ordem de marcha e aproximadamente 201 kg de peso seco estimado.
Outras medidas importantes são:
- altura do assento: 815 mm;
- entre-eixos: 1.440 mm;
- tanque: 17 litros;
- pneu dianteiro: 120/70 ZR17;
- pneu traseiro: 190/50 ZR17;
- curso dianteiro: 120 mm;
- curso traseiro: 136 mm.
O conjunto evidencia uma moto construída para combinar estabilidade em velocidades elevadas com agilidade compatível com a proposta de uma supernaked.
Nova Z1100 substitui a brutalidade pura por desempenho mais controlável
A chegada da Z1100 mostra uma mudança importante na maneira como motocicletas de alta cilindrada entregam desempenho.
A potência continua elevada, mas a atuação de controle de tração, gerenciamento de curvas, ABS assistido eletronicamente, modos de condução e acelerador eletrônico permite modular melhor a resposta do conjunto.
Isso não transforma uma supernaked de 136 cv em uma motocicleta destinada a iniciantes. O desempenho permanece elevado e exige experiência, equipamentos de proteção adequados e condução responsável.
O que muda é a quantidade de tecnologia disponível para auxiliar o motociclista a administrar esse potencial.
Z1100 SE vale os R$ 10 mil adicionais?
A diferença de preço sugerido entre a Z1100 convencional e a Z1100 SE é de R$ 10 mil.
Para o consumidor, a decisão tende a depender principalmente do tipo de utilização pretendida.
Quem procura a experiência do motor de quatro cilindros, o visual Sugomi e o pacote eletrônico da família pode encontrar na configuração Standard o conjunto mais racional.
Já a SE aumenta o nível técnico principalmente com Brembo e Öhlins, componentes capazes de fazer maior diferença para motociclistas que valorizam ajustes finos de suspensão, frenagens mais exigentes e condução esportiva.
A decisão, portanto, não deve considerar apenas potência, já que as duas versões compartilham o motor de 1.099 cm³ e os mesmos números de 136 cv e 11,5 kgfm.
Kawasaki Z1100 assume o topo da família Z
A Z1100 representa uma evolução importante para uma família conhecida há anos pelo desenho agressivo e pela proposta de oferecer desempenho de superbike em uma motocicleta sem carenagem integral.
O modelo preserva a filosofia visual Sugomi, mas acrescenta um pacote eletrônico substancialmente mais sofisticado e aumenta a cilindrada para 1.099 cm³.
Com preço inicial de R$ 74.990, seu desafio será convencer o comprador de motos premium de que o equilíbrio entre motor de quatro cilindros, eletrônica avançada e versatilidade compensa o investimento.
Na SE, a Kawasaki sobe ainda mais o nível do conjunto com Brembo e Öhlins, posicionando a motocicleta para um público que procura algo além de potência e está disposto a pagar mais por componentes voltados ao desempenho.
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