A Ducati Diavel V4 ocupa um espaço incomum no mercado de motos de alta cilindrada. Com aparência de cruiser, pneu traseiro de 240 mm e posição de pilotagem relativamente relaxada, ela esconde um motor V4 de 168 cv capaz de entregar desempenho próximo ao de motocicletas esportivas.
No Brasil, a fabricante informa preço público sugerido de R$ 155.990, sem frete, em condição válida até 31 de agosto de 2026.
O conjunto ajuda a explicar por que a Diavel não se encaixa perfeitamente nas categorias tradicionais. Ela combina características de uma muscle cruiser com soluções técnicas normalmente associadas às motos esportivas da Ducati.
Motor V4 entrega 168 cv e 126 Nm

No centro da Diavel está o V4 Granturismo de 1.158 cm³, com quatro cilindros dispostos a 90 graus, refrigeração líquida e virabrequim contrarrotativo.
Segundo a Ducati, são 168 cv a 10.750 rpm e 126 Nm de torque a 7.500 rpm. O câmbio tem seis marchas e Ducati Quick Shift para trocas sem o uso convencional da embreagem tanto nas acelerações quanto nas reduções.
| Ducati Diavel V4 | Dados |
|---|---|
| Motor | V4 Granturismo |
| Cilindrada | 1.158 cm³ |
| Potência | 168 cv a 10.750 rpm |
| Torque | 126 Nm a 7.500 rpm |
| Câmbio | 6 marchas |
| Peso sem combustível | 223 kg |
| Altura do banco | 790 mm |
| Tanque | 20 litros |
| Pneu traseiro | 240/45 ZR17 |
| Preço sugerido no Brasil | R$ 155.990 |
A configuração privilegia não apenas potência máxima. O torque disponível e a entrega de força são justamente alguns dos aspectos que dão à Diavel sua característica de “muscle bike”.
O material independente utilizado como referência para esta matéria destaca justamente a forte aceleração e a disponibilidade de torque, além da suavidade do V4 durante a condução.
Pneu traseiro de 240 mm chama atenção
Visualmente, um dos elementos mais marcantes está na traseira. A Diavel V4 utiliza um Pirelli Diablo Rosso III 240/45 ZR17, montado em uma roda de 8 polegadas.

O conjunto é ligado a uma balança traseira monobraço de alumínio.
Na dianteira, a moto traz pneu 120/70 ZR17 e garfo invertido de 50 mm totalmente ajustável. A suspensão traseira também permite regulagens.
Além da função dinâmica, o pneu traseiro extremamente largo é parte importante da identidade visual da Diavel.
O escapamento reforça essa proposta. São quatro saídas, agrupadas lateralmente na parte inferior da motocicleta, uma solução bastante característica do modelo.
Freios Brembo Stylema reforçam lado esportivo
Apesar da posição de pilotagem mais próxima de uma cruiser, o sistema de frenagem segue uma abordagem esportiva.
Na dianteira existem dois discos semiflutuantes de 330 mm, trabalhando com pinças monobloco radiais Brembo Stylema de quatro pistões. Na traseira há disco de 265 mm e pinça Brembo de dois pistões.
O Cornering ABS integra o pacote eletrônico.
É uma combinação coerente com os 168 cv disponíveis e com a proposta de permitir uma condução consideravelmente mais agressiva do que a aparência de cruiser poderia sugerir.
Diavel V4 tenta equilibrar desempenho e conforto
A ergonomia é outra diferença importante em relação às superbikes da Ducati.
O banco fica a 790 mm do solo, enquanto o guidão elevado permite uma postura menos inclinada para frente. A própria fabricante posiciona a motocicleta como uma muscle cruiser e destaca a ergonomia voltada ao controle e ao conforto.
No relato independente analisado, a motocicleta foi considerada confortável principalmente quando comparada a uma esportiva tradicional. O guidão mais alto e a posição mais baixa dentro da moto foram destacados como vantagens para deslocamentos urbanos e viagens.
Há, contudo, uma particularidade: a posição do banco limita a movimentação longitudinal do piloto. A percepção pode variar de acordo com altura, proporções corporais e preferência pessoal.
Por isso, uma avaliação presencial continua importante para quem considera uma motocicleta desse porte e preço.
Eletrônica inclui quatro modos de pilotagem
A Diavel V4 também reúne um amplo pacote eletrônico.
São quatro modos de condução:
- Sport;
- Touring;
- Urban;
- Wet.
O modelo oferece ainda diferentes modos de potência, controle de tração, controle de empinada, ABS em curva, Ducati Power Launch, quickshifter bidirecional e controle de cruzeiro.
A instrumentação utiliza uma tela TFT colorida de 5 polegadas.
Esses recursos ajudam a modificar significativamente o comportamento da motocicleta de acordo com o uso. O modo Sport prioriza respostas mais esportivas, enquanto configurações como Urban e Wet permitem adequar a entrega de potência a ambientes urbanos ou condições de menor aderência.
Peso exige atenção, mas números não contam toda a história
A Ducati declara 223 kg sem combustível para a Diavel V4. O tanque comporta 20 litros.
É um número elevado quando comparado ao de uma naked ou superbike, mas esperado para uma motocicleta dessa proposta.
O relato de condução que serviu como uma das referências desta matéria aponta que o peso fica mais perceptível em manobras com a motocicleta parada. Em movimento, porém, a impressão registrada foi de maior agilidade e facilidade nas mudanças de direção do que as dimensões sugerem.
Esse comportamento também tem relação com soluções como o virabrequim contrarrotativo. Segundo a Ducati, sua rotação em sentido oposto ao das rodas contribui para reduzir efeitos giroscópicos e favorecer mudanças de direção.
Ducati Diavel V4 vale quase R$ 156 mil

O preço coloca a motocicleta em uma faixa bastante exclusiva do mercado brasileiro.
A Diavel V4 aparece atualmente por R$ 155.990, valor público sugerido pela Ducati e válido até 31 de agosto de 2026, sem inclusão do frete. A fabricante ressalta que preços e especificações podem sofrer alterações.
Por esse valor, o comprador leva uma proposta incomum: não é exatamente uma superbike, tampouco uma cruiser convencional.
A Diavel V4 aposta justamente na combinação de 168 cv, torque elevado, eletrônica sofisticada, pneu traseiro de 240 mm e ergonomia menos radical.
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