O Citroën Basalt Dark Edition ocupa o topo da gama do SUV-cupê e aposta em uma combinação que pode chamar a atenção de quem procura espaço e desempenho sem partir para modelos mais caros. A versão traz motor 1.0 turbo de até 130 cv, câmbio automático CVT, porta-malas de 490 litros e acabamento exclusivo.
O modelo foi lançado por R$ 114.990, embora campanhas promocionais da rede Citroën já tenham reduzido o valor para perto de R$ 113 mil mediante condições específicas, como entrega de veículo usado na troca.
Mais do que o visual diferenciado, o principal argumento do Basalt Dark Edition está na relação entre tamanho, desempenho e preço.
Motor turbo entrega até 130 cv
O Basalt Dark Edition utiliza o conhecido motor 1.0 Turbo 200 de três cilindros, capaz de entregar até 130 cv com etanol e 125 cv com gasolina. O torque máximo é de aproximadamente 20,4 kgfm.
A transmissão é automática do tipo CVT, com simulação de sete marchas e modo Sport.
O conjunto proporciona desempenho suficiente para deslocamentos urbanos, viagens e ultrapassagens, beneficiado também pelo peso relativamente baixo do veículo.
Apesar do visual esportivo da Dark Edition, a proposta permanece voltada ao conforto. A direção elétrica é leve e a suspensão possui calibração adequada para o uso cotidiano em cidades brasileiras.
Porta-malas de 490 litros é destaque
Um dos pontos mais fortes do Basalt está no aproveitamento de espaço.
O porta-malas oferece 490 litros de capacidade, volume elevado para um veículo dessa faixa de preço e suficiente para atender famílias em viagens ou no uso diário.
O modelo mede aproximadamente 4,35 metros de comprimento e possui cerca de 2,65 metros de distância entre-eixos.
Essa configuração também favorece quem viaja no banco traseiro, onde há bom espaço para pernas e cabeça.
É justamente essa combinação de cabine ampla e porta-malas grande que coloca o Basalt em posição interessante diante de SUVs compactos que custam mais.
Dark Edition ganha visual exclusivo
A versão Dark Edition se diferencia das demais configurações do Basalt pelo acabamento escurecido e detalhes específicos na carroceria.
Entre os elementos estão rodas de liga leve de 16 polegadas em preto, emblemas escurecidos, teto preto, aerofólio traseiro e detalhes contrastantes em determinados pontos do veículo.
O formato da carroceria mantém a proposta de SUV-cupê, com queda pronunciada do teto na traseira.
Por dentro, a Citroën acrescentou bancos com revestimento específico, costuras contrastantes, soleiras personalizadas e detalhes que procuram deixar o ambiente mais sofisticado.
Painel digital e multimídia de 10,25 polegadas
O pacote tecnológico inclui quadro de instrumentos digital de 7 polegadas e central multimídia de 10,25 polegadas.
O sistema possui Android Auto e Apple CarPlay sem fio, recurso importante para quem utiliza aplicativos de navegação, música e comunicação no smartphone.
O ar-condicionado é automático e digital, enquanto passageiros traseiros contam com entradas USB-C.
Há ainda câmera de ré, sensores de estacionamento traseiros, piloto automático convencional e comandos de áudio no volante.
Apesar disso, a cabine ainda revela vários pontos de economia.
Plásticos rígidos aparecem em grande parte do painel e das portas, algo que reduz a percepção de sofisticação quando comparado a alguns concorrentes.
Segurança ainda é uma limitação
É justamente no pacote de segurança que o Basalt Dark Edition apresenta uma de suas maiores desvantagens.
O modelo não oferece um conjunto avançado de sistemas ADAS com recursos como controle de cruzeiro adaptativo, monitoramento de ponto cego, assistente de permanência em faixa e frenagem autônoma de emergência.
O Basalt conta com controles eletrônicos de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas e equipamentos obrigatórios, mas fica atrás de concorrentes mais completos em assistência ao motorista.
Outro ponto que merece atenção é a quantidade limitada de airbags diante de veículos que já oferecem seis unidades na mesma categoria.
Para consumidores que consideram tecnologia de segurança prioridade absoluta, esse aspecto deve pesar na decisão.
Consumo não é seu principal argumento
O motor Turbo 200 entrega bom desempenho, mas economia de combustível não aparece necessariamente como principal qualidade do Basalt.
Os resultados podem variar bastante conforme trânsito, combustível utilizado, temperatura, peso transportado e estilo de condução.
Quem utiliza o veículo por muitos quilômetros diariamente deve comparar os números de consumo com outras opções antes da compra.
Basalt Dark Edition vale a pena?
O Citroën Basalt Dark Edition pode fazer sentido para quem prioriza espaço, porta-malas grande e desempenho.
O motor turbo de até 130 cv é um dos seus principais diferenciais, assim como os 490 litros de bagagem e a boa área disponível para passageiros no banco traseiro.
Em contrapartida, existem cortes perceptíveis no acabamento e principalmente no pacote de segurança e assistência ao motorista.
Por isso, o preço final passa a ser decisivo.
Se encontrado em promoção próximo da faixa de R$ 113 mil, o Basalt Dark Edition ganha força justamente por oferecer dimensões generosas e motor turbo por valores próximos aos cobrados por versões mais simples de alguns rivais.
Não é o SUV mais equipado do segmento, mas pode ser uma alternativa interessante para quem prefere investir em espaço e desempenho em vez de uma longa lista de tecnologias.
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