O mercado de bicicletas elétricas baratas ganhou opções para diferentes perfis de uso, desde modelos compactos para pequenos deslocamentos até veículos com aparência de scooter, motores mais potentes e baterias maiores.
Em uma seleção com seis modelos, os preços informados no material analisado variam de R$ 2.310 a R$ 6.559, enquanto as potências vão de 440 W a 1.500 W. Os valores são referências encontradas no levantamento original e podem mudar conforme vendedor, estoque e promoções.
B20 custa cerca de R$ 2.310 e aposta na simplicidade
A B20 aparece como a opção de entrada. O modelo dobrável utiliza rodas de 14 polegadas, motor de 440 W, bateria de 36 V e 7,8 Ah e velocidade informada de até 32 km/h.
A autonomia anunciada chega a 35 km, embora fatores como peso do usuário, relevo, temperatura e nível de assistência possam reduzir o alcance. O modelo conta ainda com freios a disco dianteiro e traseiro, iluminação e capacidade de carga de até 120 kg.

Honeywhale S6S sobe para 750 W
Na faixa de aproximadamente R$ 3.799, a Honeywhale S6S entrega motor de 750 W, suspensão dianteira, freios a disco e bateria removível.
Segundo as especificações apresentadas no levantamento, a velocidade chega a 35 km/h e a autonomia anunciada é de cerca de 40 km. Há também painel LCD, iluminação e estrutura dobrável. A capacidade indicada é de 125 kg.
Bolin combina bateria de 60 V e autonomia de até 63 km
A opção da Bolin se destaca pela bateria de 60 V e 20 Ah, associada a um motor de 800 W. A autonomia divulgada chega a 63 km, enquanto a capacidade de carga é informada em até 150 kg.
O modelo possui suspensões dianteira e traseira e freios a tambor. O preço citado no levantamento era de aproximadamente R$ 4.908.
Nado C2 traz motor de 1.000 W
Outra opção é a Nado C2, equipada com motor de 1.000 W, bateria de 48 V e 20 Ah e autonomia anunciada próxima de 60 km.
O veículo oferece painel digital com hodômetro, suspensão dianteira e traseira e freios a tambor. O ponto de atenção é a capacidade de carga, informada em 100 kg. O preço apresentado no material era de aproximadamente R$ 5.275.
ZT137 tem estilo de scooter e suporta até 160 kg
A ZT137 muda a proposta ao adotar aparência semelhante à de uma pequena scooter. São 1.000 W, sistema de 60 V, bateria de 20 Ah e autonomia anunciada de até 55 km.
Entre os equipamentos aparecem freios a disco, alarme, assento maior e estrutura com capacidade indicada de 160 kg. O preço observado fica entre R$ 6.500 e R$ 6.559. A bateria, porém, é do tipo chumbo-ácido, tecnologia geralmente mais pesada e com características diferentes das baterias de lítio.

DX5 tem 1.500 W, mas exige atenção à legislação
A DX5 é a mais potente da seleção: são 1.500 W e velocidade informada de até 55 km/h. O material também cita freios hidráulicos, NFC, setas, iluminação e painel digital. Considerando o veículo e o kit de montagem mencionado no levantamento, o custo chegaria a aproximadamente R$ 5.200.
É justamente aqui que o consumidor precisa redobrar a atenção. Pela Resolução Contran nº 996/2023, um equipamento de mobilidade individual autopropelido deve ter potência nominal máxima de 1.000 W, velocidade máxima de fabricação de 32 km/h, largura de até 70 cm e distância entre eixos de até 130 cm. Já a bicicleta elétrica precisa, além do limite de 1.000 W e 32 km/h de assistência, funcionar por pedal assistido e não possuir acelerador manual.
Veículos que ultrapassam os limites previstos podem ser enquadrados como ciclomotor, motocicleta, motoneta ou triciclo, conforme suas características. Ciclomotores exigem registro, licenciamento e atendimento às demais regras aplicáveis.
Por isso, potência e preço não devem ser os únicos critérios. Antes da compra, é importante conferir a ficha técnica, a nota fiscal, a velocidade máxima de fabricação e a classificação legal específica do veículo.
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