A segunda semana de janeiro começa com sinais técnicos claros: o Ibovespa sustenta uma sequência de topos e fundos ascendentes, com entrada de volume e projeções que apontam para regiões acima dos patamares recentes. O movimento ocorre em um contexto favorável — fluxo estrangeiro mais ativo, queda do dólar e rotação para ativos de risco no mercado local.
Esse conjunto cria um ambiente típico de início de ciclo, quando correções viram oportunidades e ativos líderes puxam a alta. Para o investidor de curto e médio prazo, especialmente no swing trade, o cenário abre espaço para capturar movimentos direcionais com gestão de risco clara.
Dólar em queda reforça entrada de capital estrangeiro
O dólar confirma tendência de baixa no semanal, perdendo suportes relevantes e exibindo volume vendedor consistente. A leitura técnica sugere real mais forte, o que historicamente favorece a Bolsa brasileira ao reduzir o custo de capital e atrair investidores externos. A correlação se mantém: dólar cai, Bolsa sobe.
Seis ações em destaque para a semana (12 a 16 de janeiro)
Com o mercado mais construtivo, seis papéis se destacam por padrões técnicos recorrentes — correções em médias relevantes, pivôs de alta e retomada de volume. Três oportunidades se concentram no gráfico diário (movimentos mais rápidos) e três no gráfico semanal (pernadas mais amplas).
Gráfico Diário
1) Copel (energia)
Ativo em tendência de alta, após correção até a média de 80 períodos. Rompimento recente de linha de tendência com volume reforça o viés comprador.
Entrada: R$ 12,93
Stop: R$ 12,33
Alvos: R$ 13,22 | R$ 14,32 | R$ 15,80
Potencial: até ~20%
2) Motiva3 (concessões rodoviárias)
Padrão repetitivo de busca por médias e retomada da alta. Estocástico em região favorável e fluxo comprador emergente.
Entrada: R$ 15,72
Stop: R$ 14,98
Alvos: R$ 16,32 | R$ 16,72 | R$ 17,50
Potencial: ~11%
3) Santander Brasil (bancos)
Após lateralização prolongada, o ativo rompe resistência e testa topo rompido, abrindo nova janela de alta no diário.
Entrada: R$ 34,27
Stop: R$ 32,89
Alvos: R$ 35,01 | R$ 35,80 | R$ 39,66
Potencial: ~15%
Gráfico Semanal
4) Cury (construção civil)
Correção saudável na média de 21 semanas e candle comprador com volume indicam continuidade da tendência.
Entrada: R$ 34,10
Stop: R$ 31,95
Alvos: R$ 34,87 | R$ 36,89 | R$ 40,50
Potencial: ~17%
5) GPS (serviços corporativos)
Novo topo histórico após pullback técnico. Sem resistências à frente, o ativo ganha espaço para pernadas mais longas.
Entrada: R$ 17,71
Stop: R$ 16,44
Alvos: R$ 17,84 | R$ 20,68 | R$ 23,91
Potencial: ~35%
6) Show4 (varejo, baixa liquidez)
Pivô de alta no semanal após longo período corretivo. Apesar da liquidez menor, o desenho técnico chama atenção.
Entrada: R$ 5,15
Stop: R$ 4,83
Alvos: R$ 5,34 | R$ 5,58 | R$ 5,88
Potencial: ~14%
Commodities e juros: sinais mistos, mas construtivos
Milho e boi futuro ensaiam recuperação após longas correções, enquanto soja ainda carece de volume para confirmar reversão. O café permanece em tendência de alta, sustentado por médias ascendentes. Já os juros futuros operam próximos às médias, com espaço para queda caso o volume vendedor se intensifique ao longo do ano.
Petrobras lateraliza; Vale rompe máxima histórica
A Petrobras segue lateralizada em um canal de alta, com candles curtos e baixo direcionamento — cenário que pede cautela no curto prazo. Em contraste, a Vale imprime nova máxima histórica, reforçando o sentimento positivo sobre a Bolsa e a leitura de que o ciclo de alta pode ganhar tração adicional em 2026.
O que esperar da semana
Com tendência de alta confirmada no índice, dólar pressionado para baixo e ativos líderes rompendo resistências, o mercado brasileiro inicia 2026 com viés construtivo. Para quem opera swing trade, o foco deve ser execução disciplinada: ordens bem posicionadas, stops respeitados e alvos definidos.
Janeiro começa carregado de contas no orçamento, mas também de oportunidades no mercado. Se o fluxo estrangeiro se mantiver e o cenário macro colaborar, 2026 tem tudo para ampliar o rali iniciado no ano anterior — e quem estiver preparado pode capturar movimentos relevantes logo nas primeiras semanas.
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