O Changan UNI-T tenta conquistar espaço entre os SUVs médios por um caminho diferente daquele adotado por boa parte das marcas chinesas. Em vez de eletrificação, o modelo produzido em Anápolis utiliza motor 1.5 turbo flex de 180 cv e entrega uma combinação de desempenho, conforto e equipamentos que fica evidente também no uso cotidiano.
A proposta ganha importância porque o UNI-T já não depende apenas do impacto visual para chamar atenção. Relatos de utilização diária destacam espaço interno, conforto e desempenho, enquanto alguns detalhes mostram onde o proprietário precisa fazer concessões.
Motor de 180 cv coloca desempenho entre os destaques

O motor 1.5 turbo flex desenvolve 180 cv e 29,2 kgfm de torque, trabalhando com transmissão automatizada de dupla embreagem úmida e sete marchas. O conjunto envia a força para as rodas dianteiras.
A fabricante informa aceleração de 0 a 100 km/h em 7,4 segundos, embora medições independentes possam variar. Em teste da Quatro Rodas, por exemplo, o SUV completou a prova em 8,3 segundos.
No relato utilizado como base desta avaliação, o proprietário destaca justamente o desempenho como uma das características que mais agradam, ao lado do conforto e do espaço para viagens em família.
Conforto interno coloca o UNI-T acima do básico
A cabine concentra boa parte dos argumentos do modelo. As duas telas somam aproximadamente 25 polegadas, enquanto os bancos dianteiros oferecem ajustes elétricos, aquecimento, ventilação e função de massagem.

Há ainda câmera 360 graus, carregamento de celular por indução, conectividade sem fio, teto panorâmico e sistema de áudio premium. O acabamento utiliza materiais macios inclusive nas portas, reforçando uma percepção de veículo posicionado acima de SUVs compactos tradicionais.
Outro recurso incomum nessa faixa de preço permite movimentar o automóvel para frente ou para trás pela própria chave, facilitando a entrada e a saída de vagas apertadas.
Rodas de 20 polegadas valorizam o desenho, mas exigem cuidado
As rodas de 20 polegadas com pneus 245/45 têm participação importante na aparência do UNI-T e favorecem estabilidade e resposta em curvas. Em pisos ruins, porém, o perfil mais baixo do pneu deixa o conjunto mais vulnerável a impactos.
A suspensão independente nas quatro rodas ajuda a equilibrar essa característica. Avaliações especializadas apontam comportamento firme, boa estabilidade e rodar refinado, apesar da proposta visual esportiva.
| Ponto observado | Como o UNI-T se posiciona |
|---|---|
| Motor | 1.5 turbo flex, 180 cv |
| Torque | 29,2 kgfm |
| Câmbio | DCT de 7 marchas |
| Rodas | 20 polegadas |
| Porta-malas | 425 litros |
| Segurança | 6 airbags e pacote ADAS |
| Garantia | 7 anos ou 150 mil km |
Tecnologia impressiona, mas excesso de tela divide opiniões
Um dos pontos que exige adaptação é a concentração de comandos na central multimídia. Ajustes simples, como climatização e algumas configurações dos retrovisores, dependem dos menus digitais.
Também não há aletas atrás do volante para trocas manuais de marcha, algo que combinaria melhor com a proposta esportiva apresentada pelo carro.
Por outro lado, o pacote de segurança inclui seis airbags, controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência, monitoramento de ponto cego, assistente de permanência em faixa e alerta de tráfego cruzado.
Changan UNI-T faz sentido para quem busca o quê?
O UNI-T se encaixa principalmente para quem deseja um SUV diferente visualmente, forte de motor e bastante equipado, sem necessariamente migrar para um híbrido ou elétrico.
O porta-malas de 425 litros atende ao uso familiar, enquanto os bancos climatizados, a câmera 360 graus, o acabamento interno e o pacote ADAS reforçam a sensação de um carro de categoria superior.
O preço atualmente encontrado na faixa de R$ 174.990 coloca o modelo diante de uma concorrência pesada, mas o nível de equipamentos ajuda a sustentar sua proposta.
Mais do que um SUV feito para chamar atenção pelo desenho, o UNI-T mostra argumentos concretos no uso diário. O comprador só precisa considerar pontos como pneus de perfil baixo, dependência da central multimídia e a evolução do pós-venda da marca no Brasil antes da decisão.
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