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Início » Últimas Notícias » Taesa surpreende o mercado com lucro crescente, valorização de 42% e pagamento duplo de dividendos no 3º trimestre
Dividendos

Taesa surpreende o mercado com lucro crescente, valorização de 42% e pagamento duplo de dividendos no 3º trimestre

André CarvalhoPor André Carvalho19 de novembro de 20254 minutos lidos
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Taesa surpreende o mercado com lucro crescente, valorização de 42% e pagamento duplo de dividendos no 3º trimestre
Taesa surpreende o mercado com lucro crescente, valorização de 42% e pagamento duplo de dividendos no 3º trimestre

A Taesa (TAEE11), uma das maiores transmissoras de energia do Brasil, voltou a chamar a atenção do mercado ao divulgar resultados sólidos no 3º trimestre de 2025. A empresa entregou crescimento relevante em receita, expansão de margem, mais investimentos, redução de custos e ainda anunciou um pagamento duplo de dividendos e JCP, distribuindo 100% do lucro do trimestre o que reforçou a percepção de solidez e previsibilidade do negócio.

O movimento ocorre em meio à forte valorização das ações: TAEE11 acumula alta de 42,67% em 12 meses, atingindo sua máxima histórica e consolidando o melhor ciclo de valorização trimestral da companhia.

Receita cresce, margens permanecem altas e a previsibilidade se mantém

A transmissora reafirmou sua posição como uma das empresas mais estáveis do setor. O regulatório dos nove primeiros meses registrou crescimento de 7%, alcançando R$ 3,87 bilhões. Como transmissora pura, a Taesa não depende de volume de energia, e sim da disponibilidade das linhas, o que garante previsibilidade e baixo risco operacional.

A companhia mantém sua robusta malha de ativos:

  • 44 concessões

  • 14 mil km de linhas de transmissão

  • Centenas de subestações

  • Presença em 18 estados e no Distrito Federal

Uma estrutura essencial para o fluxo energético nacional.

Investimentos acelerados e nova onda de projetos

O CAPEX da Taesa avançou quase 90% em comparação aos nove primeiros meses de 2024, chegando a R$ 1,3 bilhão. A empresa segue ativa em expansão:

  • 5 empreendimentos em construção

  • CAPEX regulado pela ANEEL estimado em R$ 4,5 bilhões

  • Incremento potencial de R$ 490 milhões em RAP quando todos estiverem operacionais

Projetos como Saíra, Tangará, Ananaí e Juruá reforçam a nova fase de crescimento, com concessões de 30 anos e margens típicas altamente previsíveis.

Um destaque foi a antecipação da entrega do reforço da Nova Trans, concluído 4 meses antes do previsto, demonstrando eficiência operacional característica historicamente reconhecida pela Taesa.

Custos menores, EBITDA maior e lucro líquido em expansão

A Taesa registrou queda de 3% no OPEX, resultado da redução de despesas e ganhos de eficiência. No mesmo período:

  • EBITDA regulatório cresceu 9%, alcançando R$ 1,58 bilhão

  • Lucro líquido regulatório dos nove primeiros meses atingiu R$ 811 milhões (+2,5%)

  • Lucro do 3º trimestre somou R$ 323,3 milhões, alta de 5,2% contra o 3T24

Os números reforçam o ritmo de crescimento mesmo diante de maiores investimentos e estrutura de capital robusta.

Endividamento sobe levemente, mas segue dentro do planejado

A dívida líquida subiu para R$ 11,9 bilhões, avanço de 9,3%, elevando a alavancagem para 4x EBITDA ainda considerada adequada para uma transmissora com rating AAA pelos principais órgãos (Moody’s, Fitch e S&P).

Com crédito barato, capacidade de antecipar projetos e forte geração de caixa, a estrutura de dívidas continua coerente com a fase de expansão da companhia.

Dividendos: pagamento duplo, 100% do lucro e quase R$ 0,94 por Unit

O conselho aprovou uma distribuição total de R$ 323,3 milhões, equivalente a 100% do lucro trimestral. O pagamento será dividido entre:

  • R$ 178,8 milhões: dividendos

  • R$ 144,5 milhões: JCP

  • R$ 0,94 por Unit (TAEE11)

  • Pagamento agendado para 28 de janeiro de 2026

A Taesa mantém sua política de payout entre 90% e 100%, reforçando sua reputação como uma das principais ações de renda passiva da bolsa.

Ações em máxima histórica e avaliação de analistas

As ações TAEE11 operam em torno de R$ 45, após uma escalada impressionante em alguns momentos, superior a 36% entre um trimestre e outro. Mesmo assim, alguns indicadores ainda chamam a atenção:

  • P/L: 9x (considerado barato para o setor)

  • Preço justo pela fórmula de Graham: ~R$ 50

  • Valorização de 42,67% em 12 meses

Recomendações do mercado

Casa de análiseRecomendaçãoPreço-alvo
XP InvestimentosNeutroR$ 32,70
SafraVendaR$ 32,20
BTG PactualVendaR$ 35,00

Mesmo com resultados fortes, parte do mercado acredita que o valuation está esticado — especialmente após a disparada recente.

E agora? Comprar, manter ou esperar?

Na análise técnica, TAEE11 está em tendência clara de alta. No entanto, após forte valorização, alguns pontos merecem cautela:

  • O preço atual está acima dos principais suportes

  • Investidores esperando novos pontos de entrada devem olhar para a faixa de R$ 37

  • Consolidar o preço entre R$ 40 e R$ 45 por algumas semanas indicaria novo patamar estável

Para quem já está posicionado, o momento é confortável:
alta robusta + dividendos constantes + fundamentos sólidos.

A Taesa vive um dos momentos financeiros mais fortes de sua história recente. Com crescimento em todas as frentes receita, lucro, investimentos, eficiência e expansão a empresa se consolida como um dos nomes mais sólidos da renda passiva brasileira.

Mesmo com a alta expressiva em 2025, seus resultados continuam impressionando, e o pagamento de dividendos acima de 90% do lucro segue como um dos principais atrativos. Porém, novos investidores precisam avaliar cuidadosamente o preço atual e buscar pontos de entrada mais seguros diante do valuation elevado.

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André Carvalho
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André Luís Carvalho é jornalista formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), fundador e editor-chefe da A Revista, com mais de dez anos de experiência em jornalismo digital. Coordena a cobertura de ações, dividendos, fundos imobiliários, renda fixa, petróleo, economia e mercados. Na direção editorial, orienta a apuração em documentos primários, a contextualização de riscos e a separação entre fatos, projeções e opiniões. Conteúdos informativos não constituem recomendação individual de investimento.

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