O Ibovespa encerrou esta segunda-feira em alta de 1,21%, aos 170.370 pontos, favorecido pela entrada de capital estrangeiro, pela queda dos juros futuros e pelo avanço de ações com grande peso no índice.
O movimento foi sustentado principalmente pelos bancos, que atraíram investidores internacionais diante da rotação de recursos para mercados emergentes. Petrobras e Vale também fecharam em alta e contribuíram para o desempenho positivo da Bolsa.
No exterior, o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã reduziu o temor de uma escalada no Oriente Médio. O ambiente mais favorável pressionou o petróleo, que caiu quase 3%, e diminuiu as preocupações com uma nova alta da inflação global.
Tesouro ajuda a aliviar juros futuros
A decisão do Tesouro Nacional de cancelar parte do leilão de títulos públicos corrigidos pela inflação também influenciou o mercado.
Investidores vinham exigindo taxas mais elevadas para comprar esses papéis, em meio às dúvidas sobre a política monetária e à comunicação do Comitê de Política Monetária.
Com a retirada da oferta, os juros futuros recuaram. O movimento beneficiou principalmente ações de varejistas, empresas de consumo e companhias mais dependentes de crédito, já que taxas menores reduzem o custo de financiamento.
Petrobras sobe apesar da queda do petróleo
Mesmo com a desvalorização do barril no mercado internacional, as ações da Petrobras avançaram e ajudaram a sustentar o Ibovespa.
O desempenho positivo mostrou que os investidores também reagiram ao fluxo de capital para empresas brasileiras consideradas descontadas. Bancos, Petrobras e Vale possuem forte participação no índice e conseguem influenciar diretamente sua direção.
A queda das ações de tecnologia nos Estados Unidos também colaborou para esse movimento. Com a Nasdaq em baixa, parte dos investidores buscou alternativas fora do mercado norte-americano.
Dólar recua após atuação do Banco Central
O dólar à vista caiu 0,45% e encerrou o dia cotado a aproximadamente R$ 5,14.
A moeda norte-americana reagiu à intervenção do Banco Central, que vendeu US$ 1 bilhão no mercado à vista e realizou uma operação simultânea com swaps cambiais reversos.
A estratégia aumentou a oferta de dólares no curto prazo e ajudou a conter a valorização observada na semana anterior.
Ata do Copom entra no radar
Os investidores agora aguardam a divulgação da ata do Copom, que poderá trazer mais detalhes sobre a decisão de reduzir a Selic e sobre os próximos passos da política monetária.
O mercado busca entender se o Banco Central pretende continuar cortando os juros ou se a piora das expectativas de inflação poderá interromper o ciclo.
Uma sinalização mais clara poderá reduzir a volatilidade nos juros futuros, no câmbio e na Bolsa nos próximos pregões.
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