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Início » Últimas Notícias » Ibovespa supera os 170 mil pontos com força dos bancos
Ações

Ibovespa supera os 170 mil pontos com força dos bancos

Bolsa recuperou os 170 mil pontos com avanço dos bancos, valorização da Petrobras e medidas do Tesouro e do Banco Central.
André CarvalhoPor André Carvalho22 de junho de 20263 minutos lidos
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Ibovespa supera os 170 mil pontos com força dos bancos
Ibovespa supera os 170 mil pontos com força dos bancos

O Ibovespa encerrou esta segunda-feira em alta de 1,21%, aos 170.370 pontos, favorecido pela entrada de capital estrangeiro, pela queda dos juros futuros e pelo avanço de ações com grande peso no índice.

O movimento foi sustentado principalmente pelos bancos, que atraíram investidores internacionais diante da rotação de recursos para mercados emergentes. Petrobras e Vale também fecharam em alta e contribuíram para o desempenho positivo da Bolsa.

No exterior, o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã reduziu o temor de uma escalada no Oriente Médio. O ambiente mais favorável pressionou o petróleo, que caiu quase 3%, e diminuiu as preocupações com uma nova alta da inflação global.

Tesouro ajuda a aliviar juros futuros

A decisão do Tesouro Nacional de cancelar parte do leilão de títulos públicos corrigidos pela inflação também influenciou o mercado.

Investidores vinham exigindo taxas mais elevadas para comprar esses papéis, em meio às dúvidas sobre a política monetária e à comunicação do Comitê de Política Monetária.

Com a retirada da oferta, os juros futuros recuaram. O movimento beneficiou principalmente ações de varejistas, empresas de consumo e companhias mais dependentes de crédito, já que taxas menores reduzem o custo de financiamento.

Petrobras sobe apesar da queda do petróleo

Mesmo com a desvalorização do barril no mercado internacional, as ações da Petrobras avançaram e ajudaram a sustentar o Ibovespa.

O desempenho positivo mostrou que os investidores também reagiram ao fluxo de capital para empresas brasileiras consideradas descontadas. Bancos, Petrobras e Vale possuem forte participação no índice e conseguem influenciar diretamente sua direção.

A queda das ações de tecnologia nos Estados Unidos também colaborou para esse movimento. Com a Nasdaq em baixa, parte dos investidores buscou alternativas fora do mercado norte-americano.

Dólar recua após atuação do Banco Central

O dólar à vista caiu 0,45% e encerrou o dia cotado a aproximadamente R$ 5,14.

A moeda norte-americana reagiu à intervenção do Banco Central, que vendeu US$ 1 bilhão no mercado à vista e realizou uma operação simultânea com swaps cambiais reversos.

A estratégia aumentou a oferta de dólares no curto prazo e ajudou a conter a valorização observada na semana anterior.

Ata do Copom entra no radar

Os investidores agora aguardam a divulgação da ata do Copom, que poderá trazer mais detalhes sobre a decisão de reduzir a Selic e sobre os próximos passos da política monetária.

O mercado busca entender se o Banco Central pretende continuar cortando os juros ou se a piora das expectativas de inflação poderá interromper o ciclo.

Uma sinalização mais clara poderá reduzir a volatilidade nos juros futuros, no câmbio e na Bolsa nos próximos pregões.

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André Carvalho
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André Luís Carvalho é jornalista formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), fundador e editor-chefe da A Revista, com mais de dez anos de experiência em jornalismo digital. Coordena a cobertura de ações, dividendos, fundos imobiliários, renda fixa, petróleo, economia e mercados. Na direção editorial, orienta a apuração em documentos primários, a contextualização de riscos e a separação entre fatos, projeções e opiniões. Conteúdos informativos não constituem recomendação individual de investimento.

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