A Copasa (CSMG3) tem nesta terça-feira, 23 de junho, o último pregão para o investidor garantir o novo pagamento de juros sobre capital próprio. A companhia distribuirá R$ 142,52 milhões, correspondentes a aproximadamente R$ 0,38 por ação.
Terão direito ao valor os acionistas posicionados ao final do pregão desta terça-feira. A partir de 24 de junho, CSMG3 será negociada na condição ex-JCP, sem direito a essa distribuição.
O pagamento está marcado para 17 de agosto de 2026. Como se trata de juros sobre capital próprio, haverá retenção de 15% de Imposto de Renda na fonte para a maioria dos investidores.
| Dados do novo provento | Informação |
|---|---|
| Tipo de pagamento | Juros sobre capital próprio |
| Montante total | R$ 142,52 milhões |
| Valor bruto por ação | R$ 0,38 |
| Valor líquido estimado | R$ 0,32 |
| Data com | 23/06/2026 |
| Data ex-JCP | 24/06/2026 |
| Data de pagamento | 17/08/2026 |
Quanto o acionista receberá
O valor líquido estimado considera o desconto de 15% de Imposto de Renda. O crédito será realizado automaticamente na conta da corretora ou instituição responsável pela custódia das ações.
| Quantidade de ações | Valor bruto | Valor líquido estimado |
| 100 | R$ 37,59 | R$ 31,95 |
| 500 | R$ 187,94 | R$ 159,75 |
| 1.000 | R$ 375,87 | R$ 319,49 |
| 5.000 | R$ 1.879,37 | R$ 1.597,46 |
| 10.000 | R$ 3.758,74 | R$ 3.194,93 |
Proventos da Copasa chegam a R$ 0,84 em 2026
Este é o segundo JCP anunciado pela Copasa em 2026. Em março, a empresa aprovou R$ 177,60 milhões, equivalentes a aproximadamente R$ 0,47 por ação, pagos em 11 de maio.
Somadas, as duas distribuições referentes ao primeiro semestre alcançam R$ 320,13 milhões, ou R$ 0,84 por ação.
| Período | Total distribuído | Valor por ação |
| 1º trimestre de 2026 | R$ 177,60 milhões | R$ 0,47 |
| 2º trimestre de 2026 | R$ 142,52 milhões | R$ 0,38 |
| Total do primeiro semestre | R$ 320,13 milhões | R$ 0,84 |
Em todo o exercício de 2025, a Copasa declarou aproximadamente R$ 853,29 milhões em dividendos e JCP, equivalentes a R$ 2,25 por ação. Portanto, os R$ 0,84 anunciados no primeiro semestre de 2026 representam cerca de 37,52% do valor distribuído no exercício anterior.
CSMG3 sobe quase 35% em 2026
As ações CSMG3 acumulavam valorização próxima de 34,82% no ano, com cotação na faixa de R$ 57,50. Em 12 meses, o avanço superava 150%, refletindo principalmente as expectativas e a conclusão das principais etapas da privatização.
Com 380,25 milhões de ações emitidas, a Copasa apresenta valor de mercado próximo de R$ 21,86 bilhões, considerando o papel ao redor de R$ 57,50.
| Indicador de CSMG3 | Valor aproximado |
| Cotação recente | R$ 57,50 |
| Valorização em 2026 | 34,82% |
| Valorização em 12 meses | 157,29% |
| Quantidade de ações | 380,25 milhões |
| Valor de mercado estimado | R$ 21,86 bilhões |
| JCP bruto sobre a cotação | 0,65% |
| JCP líquido sobre a cotação | 0,56% |
Privatização movimentou bilhões
A oferta pública secundária ligada à privatização foi precificada em R$ 49,30 por ação e movimentou aproximadamente R$ 8,30 bilhões no lote principal. Como os papéis vendidos pertenciam ao governo de Minas Gerais, os recursos não foram destinados ao caixa da Copasa.
A Equatorial, por meio da Gerais Saneamento, garantiu participação mínima de 30% no capital da companhia. Após a operação, o governo mineiro ficou com aproximadamente 5%, além de uma golden share, enquanto cerca de 64,60% das ações permaneceram em circulação no mercado.
A mudança de controle é vista como um possível catalisador para ganhos de eficiência, disciplina de investimentos e melhora de governança. Entretanto, boa parte dessa expectativa já foi incorporada à cotação.
Vale comprar CSMG3 pelo JCP?
Comprar CSMG3 exclusivamente para receber R$ 0,38 exige cautela. Considerando a ação a R$ 57,50, o retorno bruto desse pagamento é de aproximadamente 0,65%. Depois do imposto, cai para cerca de 0,56%.
Além disso, a ação tende a sofrer ajuste na data ex-JCP. Portanto, o provento não representa lucro imediato ou garantido.
Após a valorização de quase 35% em 2026, o preço de entrada se tornou mais exigente. O investidor deve avaliar os efeitos da privatização, os investimentos necessários para ampliar a cobertura de esgoto, a política de dividendos, o endividamento e a capacidade da nova administração de transformar as expectativas em crescimento de lucro e geração de caixa.
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