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Início » Últimas Notícias » Celesc: elétrica catarinense entrega dividendos de 9 % e rentabilidade de 695 % em 10 anos
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Celesc: elétrica catarinense entrega dividendos de 9 % e rentabilidade de 695 % em 10 anos

Com foco em distribuição de energia e gestão eficiente, a Celesc consolida sua posição entre as elétricas mais rentáveis da bolsa, entregando lucros consistentes e dividendos robustos aos acionistas
André CarvalhoPor André Carvalho7 de novembro de 20254 minutos lidos
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Celesc
Celesc

Em 2025, a Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) continua se destacando na bolsa de valores por sua solidez financeira, eficiência operacional e histórico de geração de valor ao acionista. Apesar de ser pouco comentada entre as companhias do setor elétrico, a empresa figura entre as mais rentáveis da última década, com valorização acumulada de 695% e rentabilidade real de 368% no período.

A companhia segue como uma das principais apostas de investidores de longo prazo, sustentada por um modelo de negócio sólido e um portfólio diversificado que garante estabilidade mesmo em períodos de juros elevados e desaceleração econômica.

Estrutura societária e operações diversificadas

A estrutura acionária da Celesc permanece estável, com o Estado de Santa Catarina detendo 20,2% das ações, a Fundação Celos com 4,07% e cerca de 75% dos papéis em circulação no mercado. Essa configuração assegura boa liquidez e equilíbrio no controle da companhia.

Além de ser a principal distribuidora de energia do estado, a Celesc mantém participações estratégicas em diferentes frentes: 100% na Celesc Geração, 17% na Companhia de Gás de Santa Catarina, 23% na usina Dona Francisca, 30,9% na Empresa de Transmissão Serrana e 9,9% na Companhia Catarinense de Águas e Saneamento. Essa diversificação contribui para ampliar as fontes de receita e reduzir a dependência do segmento de distribuição.

Santa Catarina segue como motor de crescimento

A empresa atua em um dos estados mais dinâmicos do país, com forte expansão industrial e consumo crescente de energia. Santa Catarina é o quinto maior estado em consumo elétrico e o nono em número de unidades consumidoras. A concessão da Celesc foi prorrogada até julho de 2045, o que garante estabilidade regulatória de longo prazo.

A economia catarinense continua superando a média nacional, com avanço de 6,8% na atividade econômica em 12 meses, contra 3,7% do país. O nível de utilização da capacidade industrial atinge 76%, e a intenção de investir no setor produtivo permanece alta, sustentando a demanda de energia e impulsionando os resultados da distribuidora.

Resultados financeiros e controle de custos

Mesmo em um cenário de juros elevados e custo de capital pressionado, a Celesc mantém indicadores sólidos. O lucro líquido de 2024 alcançou R$ 715 milhões, e em 2025 a companhia projeta estabilidade nos ganhos, com leve tendência de crescimento acompanhando a recuperação gradual da economia.

O segmento de distribuição de energia, responsável por 82% do lucro consolidado, segue como o principal pilar da empresa. A margem líquida do setor foi de 6,2%, com redução de 4,1% nas despesas operacionais e melhora na eficiência dos custos. A inadimplência consolidada continua sob controle, em torno de 2,1%, índice considerado saudável e bem abaixo da média do setor.

Endividamento, investimentos e eficiência operacional

A alavancagem financeira permanece em patamar seguro, de 2,07 vezes a relação dívida líquida/EBITDA, o que permite flexibilidade para novos investimentos. O CAPEX de 2024 apresentou retração de 4% ante o ano anterior, mas a tendência é de retomada gradual dos investimentos em modernização de redes e infraestrutura elétrica, fundamentais para o crescimento sustentável da distribuidora.

Os indicadores de qualidade da energia seguem abaixo dos limites regulatórios da Aneel. Tanto o DEC (duração média das interrupções) quanto o FEC (frequência das interrupções) vêm caindo ano após ano, refletindo o bom desempenho operacional e o foco da companhia em confiabilidade do fornecimento.

Dividendos atrativos e geração de valor

A política de distribuição da Celesc prevê o pagamento mínimo de 30% do lucro líquido, mas em 2024 o índice alcançou 42,5%, equivalente a R$ 289 milhões entre dividendos e juros sobre capital próprio. O rendimento anualizado representa dividend yield de 9,1%, consolidando a companhia entre as pagadoras mais atrativas do setor elétrico.

Nos últimos cinco anos, o dividendo médio foi de 5,8%, com histórico consistente de distribuição. O preço sobre lucro (P/L) de 4,4 indica potencial de valorização de aproximadamente 25%, caso o ativo retorne à média histórica de múltiplos de 5,8. Mesmo com eventuais atrasos no pagamento dos proventos, o desempenho de longo prazo continua favorável, com alta rentabilidade e solidez operacional.

Perspectivas e análise final

A Celesc encerra 2025 mantendo estabilidade financeira e boa rentabilidade, mesmo diante da alta da taxa Selic e das pressões de custo do setor. A empresa combina distribuição eficiente, geração de caixa consistente e governança estável, além de um portfólio diversificado que reduz riscos e garante previsibilidade de resultados.

Com lucros sólidos, dividendos acima da média e endividamento controlado, a Celesc reforça seu papel como uma das empresas mais eficientes da bolsa de valores, sendo vista como opção segura para investidores que buscam renda recorrente e valorização no longo prazo.

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André Carvalho
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André Luís Carvalho é jornalista formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), fundador e editor-chefe da A Revista, com mais de dez anos de experiência em jornalismo digital. Coordena a cobertura de ações, dividendos, fundos imobiliários, renda fixa, petróleo, economia e mercados. Na direção editorial, orienta a apuração em documentos primários, a contextualização de riscos e a separação entre fatos, projeções e opiniões. Conteúdos informativos não constituem recomendação individual de investimento.

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