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Início » Últimas Notícias » Banco do Brasil (BBAS3) deixa de ser aposta de bilionário: mudança chama atenção
Ações

Banco do Brasil (BBAS3) deixa de ser aposta de bilionário: mudança chama atenção

Lirio Parisotto reduz drasticamente posição em BBAS3 e reforça apostas em energia, petróleo e mineração, indicando mudança relevante de estratégia
Mariana DuartePor Mariana Duarte22 de abril de 20263 minutos lidos
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Banco do Brasil (BBAS3) deixa de ser aposta de bilionário: mudança chama atenção
Banco do Brasil (BBAS3) deixa de ser aposta de bilionário: mudança chama atenção

Um dos movimentos mais chamativos do mercado recente envolve o investidor bilionário Lirio Parisotto, conhecido por sua trajetória consistente na Bolsa. A posição em Banco do Brasil (BBAS3), que já foi uma das principais do portfólio, foi praticamente zerada ao longo dos últimos meses.

Dados recentes mostram que a participação da ação caiu de cerca de 25% da carteira para apenas 0,37%, um movimento considerado extremamente agressivo mesmo para investidores experientes. Atualmente, o volume restante representa algo próximo de R$ 20 milhões — valor irrelevante diante de um patrimônio bilionário.

A decisão levanta questionamentos importantes: trata-se de uma visão pessimista sobre o banco ou apenas uma realocação estratégica?

Mudança de estratégia: foco em energia, petróleo e commodities

Enquanto reduziu drasticamente sua exposição ao Banco do Brasil, Parisotto reforçou posições em setores considerados mais previsíveis em geração de caixa no curto e médio prazo.

Entre os principais destaques da carteira estão:

  • Petrobras (PETR4): aumento consistente de posição, mesmo após valorização
  • Vale (VALE3): forte exposição direta e indireta
  • Bradespar (BRAP4): quase R$ 1 bilhão investido
  • Empresas do setor elétrico, com destaque para geração e transmissão

Somando Vale e Bradespar, a exposição à mineração ultrapassa 30% da carteira, evidenciando uma estratégia concentrada em ativos cíclicos, mas com forte geração de caixa.

O que pode explicar a venda de BBAS3?

A redução quase total da posição em BBAS3 não veio acompanhada de uma explicação oficial, mas alguns fatores podem ajudar a entender o movimento:

  1. Mudança de ciclo econômico

Bancos costumam sofrer em ambientes de maior risco fiscal, crédito deteriorado ou pressão sobre margens.

  1. Realocação para ativos mais descontados

Parisotto tem histórico de buscar ativos “bons e baratos”. É possível que tenha enxergado mais valor em commodities e energia.

  1. Estratégia de concentração

O investidor mantém uma carteira enxuta, com foco em poucas posições relevantes — o que exige cortes drásticos quando perde convicção.

Lições do bilionário: o que o investidor pode aprender

Além das movimentações, Parisotto é conhecido por suas convicções claras sobre investimento. Entre os principais ensinamentos:

  • Evitar IPOs: histórico recente mostra desempenho fraco de muitas estreias
  • Focar em empresas lucrativas e consolidadas
  • Preferir negócios com alta barreira de entrada
  • Evitar excesso de diversificação
  • Controlar emoções em ciclos de alta e queda

Esses princípios ajudam a entender por que sua carteira é altamente concentrada e focada em setores específicos.

Desempenho do fundo reforça estratégia de longo prazo

O fundo Geração L. Par, ligado ao investidor, acumula uma performance histórica impressionante, com retorno médio anual próximo de 22% ao longo de décadas.

No entanto, esse desempenho não veio sem volatilidade. O fundo já enfrentou quedas superiores a 50% em alguns períodos, mostrando que mesmo estratégias vencedoras exigem paciência e disciplina.

BBAS3: ainda faz sentido para o investidor comum?

Apesar da venda expressiva por parte de Parisotto, isso não significa automaticamente que BBAS3 deixou de ser uma boa opção.

O Banco do Brasil continua sendo:

  • Um dos maiores bancos do país
  • Forte pagador de dividendos
  • Com lucros recorrentes e elevada rentabilidade

A diferença está na estratégia: enquanto o bilionário ajusta sua carteira com base em convicções específicas, o investidor comum deve avaliar seu próprio perfil, objetivos e tolerância a risco.

A forte redução da posição em BBAS3 por Lirio Parisotto é um sinal importante para o mercado, mas não deve ser interpretada como uma recomendação automática de venda.

O episódio reforça um ponto essencial: grandes investidores mudam de posição constantemente — e o mais importante não é copiar decisões, mas entender a lógica por trás delas.

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Mariana Duarte
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Mariana Duarte é jornalista formada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com mais de 10 anos de experiência em redações de portais nacionais e especialização em jornalismo digital. Na A Revista, acompanha economia, empresas, mercados e tecnologia ligada a negócios. Trabalha com linguagem acessível, atribuição de fontes e verificação de dados e documentos.

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