As ações do Banco do Brasil voltaram ao radar dos investidores após uma sequência de quedas recentes. Com projeções mais conservadoras para 2026 e sinais de pressão no lucro, o mercado agora se divide: é hora de comprar mais barato ou o risco ainda não foi totalmente precificado?
Por que as ações do Banco do Brasil estão caindo?
O principal fator por trás da desvalorização recente está ligado ao aumento da inadimplência, especialmente no setor do agronegócio — um dos pilares da carteira de crédito do banco.
De acordo com análises de mercado, incluindo relatórios de instituições como o BTG Pactual, o cenário atual aponta para:
- Crescimento mais lento da carteira de crédito
- Aumento das provisões para perdas
- Maior risco em novos segmentos de crédito
- Redução das expectativas de lucro para 2026
Estimativas indicam que o lucro pode ficar em torno de R$ 20 bilhões, abaixo das previsões anteriores que giravam perto de R$ 22 bilhões
Mudança de estratégia preocupa o mercado
Saída parcial do agronegócio
Com o aumento da inadimplência no campo, o banco deve reduzir sua exposição ao agronegócio e ampliar operações em crédito privado e empresarial.
Mas essa mudança não é simples.
Novos riscos no radar
Ao migrar para outros setores, o banco pode enfrentar:
- Empresas mais sensíveis a juros altos
- Cenário econômico ainda incerto
- Possível aumento de inadimplência em novos segmentos
Ou seja: trocar o risco não significa eliminá-lo — apenas redistribuí-lo.
O que esperar das ações (BBAS3) nos próximos meses?
O mercado já projeta maior volatilidade para o papel ao longo de 2026.
Possíveis níveis de preço:
- Região atual: cerca de R$ 22
- Suporte esperado: R$ 21
- Cenário pessimista: próximo de R$ 20
Esses níveis são acompanhados de perto por investidores que buscam “entradas mais baratas”.
Dividendos: ainda vale a pena?
O BBAS3 sempre foi conhecido pelo pagamento de dividendos atrativos. Porém, esse cenário pode mudar no curto prazo.
Expectativa para os próximos anos:
- 2026: dividendos mais fracos
- 2027: início de recuperação
- 2028–2029: possível retorno aos patamares elevados
Para quem vive de renda passiva, isso muda a estratégia no curto prazo.
Vale a pena investir agora? Veja os cenários
Cenário de oportunidade (longo prazo)
- Banco sólido e tradicional
- Diversificação de receitas (seguros, serviços, investimentos)
- Possibilidade de comprar ações mais baratas
Cenário de risco (curto prazo)
- Lucro pressionado
- Aumento da inadimplência
- Resultados mais fracos nos próximos balanços
Estratégia prática para investidores
Se você está avaliando investir, o momento exige cautela.
Possíveis abordagens:
- Aguardar resultados trimestrais (especialmente o 1º trimestre)
- Comprar aos poucos (preço médio)
- Focar no longo prazo, não em ganhos rápidos
- Monitorar inadimplência e lucro nos próximos balanços
O que isso muda para o seu dinheiro?
O caso do Banco do Brasil em 2026 é um exemplo clássico do mercado: uma empresa sólida enfrentando um ciclo difícil.
Para o investidor comum, isso significa uma decisão importante:
- Entrar agora pode gerar ganhos no longo prazo
- Mas exige tolerância a volatilidade no curto prazo
A principal atenção deve estar nos próximos resultados e na evolução da inadimplência. Esses fatores serão decisivos para confirmar — ou não — o momento de entrada.
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