O Itaú Unibanco (ITUB4) vive um dos momentos mais consistentes entre os grandes bancos brasileiros. Só neste ano, as ações já acumulam valorização próxima de 20%, refletindo não apenas o movimento geral da Bolsa, mas principalmente a percepção de que o banco segue entregando resultados acima da média do setor.
Com a divulgação do próximo balanço se aproximando, analistas já trabalham com uma prévia bastante otimista. A expectativa é de mais um trimestre sólido, com lucro que pode se aproximar de R$ 12,5 bilhões no período, mantendo o ritmo forte de crescimento tanto na comparação anual quanto trimestral.
Esse desempenho reforça uma tese que vem ganhando força no mercado: o Itaú não é apenas grande é hoje visto como o banco mais rentável, capitalizado e disciplinado na alocação de capital entre os grandes pares.
Lucro bilionário e rentabilidade que poucos conseguem sustentar
As projeções indicam que o Itaú deve fechar 2025 com lucro na casa de R$ 46 bilhões, com ROE (retorno sobre patrimônio) perto de 25%. Para 2026, o mercado já fala em crescimento adicional de cerca de 11%, o que pode levar o lucro anual para algo próximo de R$ 50 a R$ 52 bilhões.
Esse nível de rentabilidade é considerado elevado até mesmo para padrões bancários. Enquanto outros grandes bancos enfrentam pressão maior sobre margens e qualidade de crédito, o Itaú tem conseguido:
- Manter forte geração orgânica de capital
- Expandir receitas com juros junto aos clientes
- Controlar custos e melhorar eficiência operacional
Essa combinação permite algo raro: crescer, manter alta lucratividade e ainda pagar dividendos recorrentes.
Banco capitalizado: o segredo por trás dos dividendos
Um dos pontos mais destacados pelos analistas é o alto nível de capitalização do Itaú. Isso significa que o banco tem folga de capital suficiente para:
- Absorver riscos de crédito
- Sustentar o crescimento da carteira
- Aumentar o pagamento de dividendos ao acionista
Com o lucro projetado e o histórico recente de payout (percentual do lucro distribuído), o mercado trabalha com a possibilidade de dividendos que podem resultar em yield próximo de 6% a 7%, mesmo após a forte valorização das ações.
Para um banco considerado defensivo, com balanço robusto e histórico de resultados consistentes, esse nível de dividend yield é visto como atrativo por parte dos investidores de longo prazo.
Inadimplência sob controle reforça a confiança
Outro pilar da tese positiva para o Itaú é a qualidade da carteira de crédito. As projeções apontam para inadimplência acima de 90 dias em torno de 2,2% a 2,3%, patamar considerado controlado e inferior ao observado em alguns concorrentes.
O banco tem adotado uma postura mais seletiva na concessão de crédito, com:
- Maior foco em clientes de renda mais alta
- Redução gradual da exposição a faixas de renda mais baixas
- Gestão rigorosa do risco de crédito
Esse cuidado ajuda a preservar margens e evita surpresas negativas no resultado, algo que o mercado valoriza especialmente em cenários de juros ainda elevados.
Mesmo “caro” em relação aos pares, Itaú negocia com prêmio de qualidade
Em termos de valuation, o Itaú costuma negociar com múltiplos mais altos que outros bancos, como P/L e P/VP superiores. Porém, os analistas destacam que essa diferença reflete um “prêmio de qualidade”.
O banco apresenta:
- Histórico de ROE superior à média do setor
- Resultados mais previsíveis
- Melhor controle de risco
- Capacidade comprovada de atravessar ciclos econômicos difíceis
Além disso, com o lucro projetado em alta, o múltiplo P/L tende a cair ao longo dos próximos anos, o que pode tornar o valuation mais atrativo à medida que os resultados crescem.
Itaú entra em 2026 como uma das apostas defensivas da Bolsa
O cenário desenhado para 2026 combina:
- Lucros em novo patamar recorde
- Rentabilidade ainda elevada
- Dividendos consistentes
- Inadimplência sob controle
- Banco altamente capitalizado
Essa combinação posiciona o Itaú como uma das principais apostas defensivas da Bolsa brasileira, especialmente para quem busca exposição ao setor bancário com menor volatilidade relativa e geração recorrente de caixa.
Com resultados robustos e projeções fortes, o banco reforça sua imagem de “gigante eficiente”: grande o suficiente para liderar o sistema financeiro, mas ágil na gestão de risco e na geração de valor ao acionista.
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