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Início » Últimas Notícias » 7 ações esquecidas que podem surpreender com dividendos em 2025
Ações

7 ações esquecidas que podem surpreender com dividendos em 2025

Conheça companhias pouco comentadas, mas lucrativas, que combinam potencial de crescimento com dividendos atrativos para 2025
Carlos MenezesPor Carlos Menezes26 de setembro de 20256 minutos lidos
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dividendos
dividendos

No universo da bolsa de valores, é comum que investidores concentrem sua atenção em grandes nomes como Petrobras, Vale e bancos. No entanto, existem empresas menos comentadas que carregam potencial significativo de crescimento e ainda oferecem dividendos atrativos. Em 2025, esse grupo pode se destacar como alternativas estratégicas para quem busca diversificação, valorização e geração de renda passiva.

A seguir, apresentamos companhias que atendem a pedidos de investidores atentos, mas que ainda permanecem fora do radar da maioria. O destaque vai para negócios resilientes, com forte caixa, baixa alavancagem e margens de lucro acima da média.

Valid: a gigante invisível dos documentos e chips

A Valid é uma das maiores fornecedoras de tecnologia de identificação do Brasil, embora poucos investidores conheçam sua relevância. Cerca de 80% das CNHs e 60% dos RGs emitidos no país passam por sistemas da companhia. Além disso, a empresa fornece soluções de conectividade segura — incluindo chips de celulares e sistemas para operadoras e fabricantes.

Outro ponto de destaque é a presença em serviços financeiros e tecnologia de pagamentos, além de contratos com bancos e fintechs. A empresa atua também em diversos países, expandindo sua base de clientes.

Do ponto de vista financeiro, a Valid se mostra sólida. Seu caixa cobre todas as dívidas até 2030, e mesmo em caso de pagamento imediato, ainda sobraria liquidez. Negociada a múltiplos baixos — preço/lucro em torno de seis vezes — a companhia é considerada barata.

Nos últimos anos, a Valid manteve o pagamento de dividendos recorrentes, exceto durante a pandemia. Hoje, além de lucrativa, mostra resiliência e margens em expansão em seus novos negócios, que já representam 30% do Ebit.

Metal Leve: dividendos generosos no setor automotivo

A Metal Leve, conhecida pela produção de autopeças, é uma referência em reposição automotiva. Esse é um segmento que garante previsibilidade, já que a frota de veículos usados e seminovos sempre demandará manutenção.

As estimativas de dividendos para 2025 impressionam: projeções apontam para pagamentos entre 8% e até 16% ao ano, dependendo do desempenho da empresa. Ainda que parte desse valor seja considerada otimista, trata-se de um retorno superior à média da bolsa.

Em termos de números, a Metal Leve apresenta margem líquida de 10,8% e margem EBITDA de 18,9%. Negocia com preço/lucro de apenas sete vezes, o que reforça o desconto em relação ao potencial de lucro.

O risco principal está ligado ao setor automotivo, que depende do ciclo econômico e da demanda das montadoras. No entanto, a diversificação entre reposição e fornecimento para fabricantes equilibra a operação, tornando a empresa uma boa opção de dividendos consistentes.

Unipar: cíclica, mas consistente em dividendos

A Unipar é uma das principais produtoras de cloro, soda cáustica e PVC no Brasil. Apesar de estar atrelada ao ciclo de commodities — o que aumenta a volatilidade —, a companhia se consolidou como uma das melhores pagadoras de dividendos da bolsa.

Historicamente, distribuiu rendimentos superiores a 8% ao ano, mesmo em períodos de retração do setor. A margem EBITDA é de 31%, enquanto a margem líquida no último trimestre ficou em torno de 18%.

Além disso, a empresa conta com baixa alavancagem, sem grandes obrigações financeiras no curto prazo. Outro ponto positivo é a prática de recompras de ações e bonificações, que aumentam o valor entregue ao acionista.

Embora a volatilidade das commodities afete os lucros, a Unipar se mantém entre as escolhas interessantes para investidores de médio e longo prazo, principalmente quando o ciclo global sinalizar recuperação.

Petro Recôncavo: a “mini Petrobras” dos dividendos

A Petro Recôncavo, apelidada de “mini Petrobras”, ganhou notoriedade nos últimos anos pelo seu modelo de negócio eficiente e distribuição de dividendos acima da média.

As projeções para 2025 apontam dividendos na casa de 10% ao ano, sustentados por margens robustas: EBITDA de 46% e margem líquida de 29%. Negociada a múltiplos baixos, com preço/lucro de apenas seis vezes, a companhia ainda vale menos que seu patrimônio líquido, o que a torna descontada.

A relação dívida líquida/Ebitda está em apenas 0,7 vez, o que garante tranquilidade financeira. Além disso, o setor de petróleo continua atrativo na bolsa, seja pela geração de caixa ou pelo pagamento de proventos.

Para investidores que buscam estabilidade e retorno consistente, a Petro Recôncavo pode ser uma das grandes surpresas de 2025.

Vulcabras: dividendos quase mensais com marcas esportivas

A Vulcabras é uma das líderes em calçados esportivos no Brasil. Controla marcas renomadas como Olímpicos e Mizuno, além de deter os direitos exclusivos da Under Armour no país.

A recuperação da companhia após a pandemia impressiona: os dividendos voltaram a ser pagos em altos níveis e, desde 2024, vêm sendo distribuídos praticamente todos os meses. O payout chegou a 132% em 2024, fruto do acúmulo de lucros anteriores.

Do ponto de vista operacional, a Vulcabras registrou crescimento de 46,7% no lucro semestral, com margem operacional de 27,4%. Esse resultado chama a atenção, já que o setor de calçados é tradicionalmente visto como cíclico e de margens reduzidas.

A dívida é baixa, e a empresa tem realizado recompras de ações, além de manter dividendos consistentes. Se os juros caírem e a economia ganhar tração, a Vulcabras tem espaço para crescer ainda mais.

Alia Tecnologia: potencial de valorização

A Alia Tecnologia ainda é pouco conhecida, mas chama a atenção de analistas por negociar abaixo do valor patrimonial. A companhia prepara uma restituição de capital relevante, que pode gerar ganhos diretos para os acionistas.

Embora esteja em fase de consolidação, o potencial de crescimento aliado à disciplina financeira coloca a Alia no radar de investidores que buscam alternativas baratas no setor de tecnologia.

Valid, Metal Leve, Unipar, Petro Recôncavo, Vulcabras e Alia Tecnologia compõem uma lista de empresas pouco comentadas que podem surpreender em 2025. Todas apresentam características atrativas: solidez financeira, margens de lucro robustas, baixo endividamento e histórico de dividendos consistentes.

Enquanto muitas ações conhecidas seguem disputadas, essas companhias se mostram alternativas inteligentes para quem busca diversificação e retorno em dividendos. O desafio é entender o momento de cada setor e equilibrar o portfólio, aproveitando oportunidades que passam despercebidas pela maioria.

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Carlos Menezes
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Carlos Menezes é economista e analista de mercado, com MBA em Finanças pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e mais de 15 anos de experiência acompanhando indicadores econômicos e políticas públicas. Na A Revista, analisa juros, inflação, câmbio, economia e mercados, com atenção às fontes dos dados, ao período de referência e aos efeitos para empresas e investimentos.

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