A Honda entrou em uma nova fase de sua estratégia de eletrificação com a WN7, primeira motocicleta elétrica de grande porte da fabricante japonesa. O modelo aposta em desempenho forte, construção sofisticada e possibilidade de carregamento rápido para tentar resolver algumas das principais limitações encontradas atualmente nas motos elétricas.
A WN7 entrega 50 kW de potência máxima, equivalentes a aproximadamente 67 cv, e 100 Nm de torque, números que colocam a motocicleta em um patamar de desempenho próximo ao de modelos de média cilindrada. A própria Honda compara sua potência à de uma moto de 600 cm³ e o torque ao encontrado em máquinas da classe de 1.000 cm³.
No Reino Unido, a Honda anuncia a WN7 por £ 12.999, valor que pode variar conforme região e configuração.
Honda WN7 tem bateria de 9,3 kWh e autonomia de 140 km
Um dos números mais importantes está na autonomia. A versão de maior desempenho utiliza uma bateria fixa de íons de lítio com 9,3 kWh de capacidade e sistema elétrico de aproximadamente 349 V.
Segundo a Honda, a autonomia certificada chega a 140 km no ciclo WMTC, o que posiciona a WN7 principalmente como uma motocicleta para deslocamentos urbanos, trajetos metropolitanos e viagens mais curtas.
O material que serviu de base para esta matéria já destacava que a Honda desenvolveu a WN7 não para substituir imediatamente suas motos a combustão, mas para ampliar sua oferta e criar uma referência tecnológica dentro da futura família de motocicletas elétricas da marca.
Recarga rápida vai de 20% a 80% em 30 minutos

A principal diferença da WN7 em relação a diversas motos elétricas menores está no sistema de carregamento.
A motocicleta utiliza conexão CCS2 para recarga rápida em corrente contínua. Em uma estação compatível, a bateria pode passar de 20% para 80% em aproximadamente 30 minutos. Também há carregamento convencional Type 2, com tempo inferior a duas horas e meia para uma carga completa nas condições especificadas pela fabricante.
Essa compatibilidade amplia as possibilidades de recarga durante viagens e permite utilizar parte da infraestrutura já instalada para automóveis elétricos.
O esboço fornecido também destaca justamente a recarga rápida como um dos principais argumentos da WN7 frente a outras motocicletas elétricas.
Desempenho surpreende com torque instantâneo

Mesmo pesando 217 kg em ordem de marcha, a WN7 promete respostas rápidas graças à entrega instantânea de torque característica dos motores elétricos.
A velocidade máxima declarada pela Honda é de 129 km/h, enquanto a aceleração de 0 a 50 km/h ocorre em aproximadamente 3,9 segundos.
O conjunto também dispensa câmbio convencional e transmite a força para a roda traseira por meio de correia, solução que ajuda a reduzir ruído e manutenção.
A estrutura merece destaque: a WN7 não utiliza um quadro convencional. A própria caixa da bateria funciona como elemento estrutural da motocicleta, solução que permitiu à Honda concentrar componentes e controlar melhor a distribuição de peso.
Quatro modos de pilotagem e regeneração ajustável
O pacote eletrônico reforça a proposta premium. A WN7 possui quatro modos de condução: Sport, Standard, Rain e Econ.
O motociclista também pode escolher diferentes níveis de desaceleração regenerativa. Quando o acelerador é fechado, o motor pode recuperar parte da energia e devolvê-la à bateria, além de produzir maior ou menor efeito de freio-motor.
Há ainda assistência para movimentar a motocicleta lentamente para frente ou para trás, útil em vagas apertadas, além de limitador eletrônico de velocidade configurável.
TFT de 5 polegadas, ABS e conectividade

A Honda equipou a WN7 com painel TFT colorido de 5 polegadas, conexão com smartphones pelo Honda RoadSync, entrada USB-C e iluminação em LED.
O sistema de frenagem utiliza ABS de dois canais associado a uma unidade de medição inercial, enquanto a suspensão dianteira utiliza garfo invertido de 43 mm. A roda traseira recebe pneu 150/60 R17, medida relativamente estreita para ajudar na agilidade apesar do peso do conjunto.
WN7 mostra como pode ser o futuro elétrico da Honda
A WN7 não representa o fim das motocicletas a gasolina da Honda. Pelo contrário, funciona como uma nova alternativa dentro de uma linha que continuará oferecendo diferentes tipos de propulsão.
Sua importância está principalmente em mostrar até onde a fabricante já consegue chegar combinando motor elétrico potente, construção de motocicleta convencional, recarga rápida e tecnologias de segurança.
Com 67 cv, 100 Nm, 140 km de autonomia e recarga rápida em 30 minutos, a WN7 se torna uma das propostas mais importantes da Honda no processo de eletrificação das duas rodas — e também uma indicação clara de que motos elétricas de maior desempenho terão espaço crescente no portfólio da marca.
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