A BYD apresentou na Europa o novo Dolphin G DM-i, versão híbrida plug-in que amplia a família do hatch e promete disputar espaço entre os carros compactos mais econômicos do mercado.
O modelo combina um motor a combustão com propulsão elétrica e bateria recarregável externamente. Na configuração mais eficiente, pode percorrer até 105 quilômetros utilizando apenas eletricidade e alcançar até 1.040 quilômetros de autonomia total com a bateria carregada e o tanque abastecido.
O número representa um dos principais argumentos comerciais do veículo. Durante a rotina urbana, o motorista poderá realizar boa parte dos deslocamentos sem consumir combustível. Em viagens, o motor a combustão elimina a dependência de carregadores e amplia significativamente o alcance.
O esboço que serviu de base para esta matéria também destaca autonomia elétrica próxima de 90 quilômetros e alcance combinado superior a 1.000 quilômetros.
Consumo pode chegar a apenas 1,4 litro por 100 km
Segundo os dados divulgados pela BYD na França, o Dolphin G DM-i registra consumo ponderado de 1,4 litro de combustível a cada 100 quilômetros, considerando o uso combinado da bateria e do sistema híbrido.

Esse resultado depende de a bateria ser recarregada regularmente. Quando utilizada corretamente, a tecnologia DM-i prioriza o motor elétrico e deixa o propulsor a combustão como apoio para geração de energia ou situações que exigem maior desempenho.
A proposta é oferecer a experiência de condução de um automóvel elétrico durante a maior parte do tempo, mas sem a preocupação com autonomia em trajetos longos.
Porta-malas de 425 litros supera o Dolphin elétrico


Mesmo pertencendo ao segmento dos compactos, o novo híbrido oferece porta-malas de 425 litros. A capacidade é superior à de vários sedãs e SUVs compactos disponíveis no mercado europeu.
O bom aproveitamento de espaço é possível porque a bateria do híbrido plug-in é menor do que a instalada no Dolphin totalmente elétrico. O modelo também possui distância entre-eixos próxima de 2,61 metros, favorecendo o espaço para os passageiros do banco traseiro.
Entre os equipamentos apresentados estão teto solar panorâmico com cortina elétrica, saídas de ar traseiras, conexões USB-C, carregador de celular por indução e bancos dianteiros com ajustes elétricos.
Interior ganha painel digital e central multimídia

A cabine adota linhas mais retas, console central elevado e volante multifuncional com base achatada. Dependendo da versão, o conjunto pode incluir painel digital, central multimídia, integração com serviços do Google, chave digital NFC e head-up display.
Na Europa, a central multimídia chega a 12,8 polegadas, enquanto o pacote de segurança pode oferecer câmera com visão de 360 graus, seis airbags e diferentes assistentes eletrônicos de condução.
O exterior também se distancia do visual do Dolphin elétrico vendido atualmente no Brasil. O híbrido possui faróis afilados, para-choques com entradas de ar maiores, lanternas interligadas e desenho mais arredondado.
Versão brasileira poderá utilizar tecnologia híbrida flex
A chegada do Dolphin G DM-i ao Brasil ainda depende de confirmação oficial da BYD. A expectativa apresentada no esboço é de que o automóvel seja lançado no país com uma evolução do sistema híbrido capaz de utilizar gasolina ou etanol.
A fabricação nacional seria estratégica para reduzir custos, ampliar a oferta de componentes locais e posicionar o hatch abaixo de SUVs híbridos plug-in maiores. Entretanto, preço, versões, motorização e data de lançamento ainda não foram anunciados oficialmente pela fabricante.
A BYD já confirmou que o novo padrão visual da família Dolphin será adotado no Brasil a partir da linha 2027. Em abril de 2026, a empresa lançou o Dolphin Special Edition com dianteira redesenhada, novos faróis, rodas de 17 polegadas e mudanças na traseira.
Preço próximo de R$ 140 mil é apenas uma projeção
O esboço aponta uma possível faixa de R$ 140 mil para o futuro Dolphin híbrido. O valor, no entanto, deve ser tratado como projeção de mercado, pois a BYD ainda não divulgou preço oficial para o Brasil.
Na França, o Dolphin G DM-i começou a ser oferecido por 23.990 euros, com quatro níveis de acabamento.
Caso seja produzido nacionalmente e lançado com preço competitivo, o modelo poderá atrair consumidores interessados em economia, autonomia elevada e facilidade de abastecimento, além de aumentar a pressão sobre hatches, sedãs e SUVs compactos eletrificados.
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