A PRIO (PRIO3) iniciou 2026 com forte avanço operacional. No primeiro trimestre, a companhia alcançou produção média de 155,4 mil barris de óleo equivalente por dia, alta de 42% em relação ao ano anterior. O desempenho foi impulsionado pela consolidação de Peregrino e pelo início da produção no campo de Wahoo.
O resultado reforça a posição da empresa entre as principais petroleiras independentes da Bolsa brasileira. A entrada de Wahoo é vista como um dos principais motores de crescimento para os próximos trimestres.
Lucro líquido sobe 33% e chega a US$ 460 milhões
A PRIO reportou lucro líquido de US$ 460 milhões no 1T26, crescimento de 33% frente ao mesmo período de 2025. O Ebitda ajustado também avançou, favorecido pelo aumento da produção, maior volume vendido e preço do petróleo em patamar elevado.
| Indicador da PRIO no 1T26 | Resultado |
|---|---|
| Produção média | 155,4 mil boe/dia |
| Crescimento anual da produção | 42% |
| Vendas totais | 14,8 milhões de barris |
| Lucro líquido | US$ 460 milhões |
| Alta do lucro | 33% |
Wahoo pode destravar nova fase da companhia
O campo de Wahoo teve o primeiro óleo extraído em março de 2026. Segundo análises de mercado, a produção da PRIO deve seguir avançando no 2T26 com a contribuição integral do ativo e a entrada de novos poços.
Esse crescimento é importante porque amplia a escala da companhia e pode melhorar a geração de caixa. Em abril, a produção da PRIO já atingiu cerca de 173,4 mil boe/dia, indicando continuidade da expansão operacional.
Dividendos entram no radar, mas ainda não são garantia
Com lucro maior e produção recorde, investidores voltaram a discutir se a PRIO poderá se tornar uma boa pagadora de dividendos. Apesar disso, a empresa ainda tem perfil de crescimento, com foco em investimentos, expansão de campos maduros e novas aquisições.
A possibilidade de dividendos depende de três fatores principais: preço do petróleo, controle da dívida e menor necessidade de investimentos pesados. Por isso, o tema é positivo, mas ainda deve ser tratado com cautela.
Petróleo alto ajuda, mas também aumenta a volatilidade
O Brent segue como variável decisiva para PRIO3. Em 28 de maio de 2026, a commodity era negociada em torno de US$ 93,45 por barril, ainda em nível favorável para empresas produtoras, apesar da queda recente no mês.
Como a receita da PRIO é dolarizada, a empresa também se beneficia do câmbio quando o dólar fica mais forte. Por outro lado, qualquer queda brusca do petróleo pode pressionar margens, lucro e expectativas para a ação.
O que observar em PRIO3 agora
Os principais pontos positivos são produção em alta, avanço de Wahoo, lucro crescente e maior geração de caixa. Já os riscos incluem volatilidade do petróleo, dívida, necessidade de investimentos e declínio natural dos campos.
A PRIO vive um momento operacional forte e segue como uma das teses mais relevantes do setor de petróleo na Bolsa. A ação pode continuar no radar de investidores que buscam crescimento, mas não é uma escolha conservadora.
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