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Início » Últimas Notícias » 3 ações que podem disparar com a queda da Selic e já entram no radar de investidores para 2026
Ações

3 ações que podem disparar com a queda da Selic e já entram no radar de investidores para 2026

Com a expectativa de início do ciclo de queda da taxa básica de juros, empresas sólidas, geradoras de caixa e boas pagadoras de dividendos voltam ao centro das atenções do mercado.
Eduardo MartinsPor Eduardo Martins28 de dezembro de 20254 minutos lidos
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3 ações que podem disparar com a queda da Selic e já entram no radar de investidores para 2026

A taxa Selic, atualmente em patamar elevado, começa a ser vista pelo mercado como próxima de um ponto de inflexão. Economistas e investidores já trabalham com a perspectiva de cortes graduais ao longo de 2026, o que tende a mudar a dinâmica da Bolsa brasileira.

Historicamente, cenários de juros mais baixos favorecem ações de empresas grandes, previsíveis e lucrativas, especialmente dos setores elétrico e bancário, que se beneficiam de menor custo de capital, aumento do consumo e maior apetite ao risco.

Nesse contexto, três ações ganham destaque e passam a ser apontadas como potenciais vencedoras quando a Selic começar a cair.

1. Copel (CPLE6): previsibilidade e investimento pesado

A Copel, gigante do setor elétrico paranaense, volta ao radar dos investidores com uma tese clara: negócio previsível somado a um plano robusto de investimentos.

Por que a Copel pode se beneficiar?

  • Atua em um setor perene (energia elétrica)

  • Receita recorrente e previsível

  • Forte geração de caixa

  • Sensível à queda dos juros, já que empresas estáveis passam a ser mais valorizadas

Destaques financeiros

  • Plano de investimentos (Capex): R$ 17,8 bilhões entre 2026 e 2030

  • Foco em distribuição, eficiência operacional e governança

  • Dívida líquida/Ebitda em torno de 2,84, dentro do nível saudável para elétricas

  • Tag along de 100% e free float elevado

Com a melhora da eficiência operacional e a redução do custo da dívida em um ambiente de juros mais baixos, a Copel tende a ganhar tração tanto em preço quanto em percepção de valor.

2. Itaúsa (ITSA4): a clássica vaca leiteira dos dividendos

A Itaúsa é vista por muitos investidores como um verdadeiro porto seguro da Bolsa. A holding concentra participações estratégicas, com destaque absoluto para o Banco Itaú, além de empresas como CCR, Alpargatas e ativos de saneamento e energia.

Por que a Itaúsa ganha com a queda da Selic?

  • Bancos grandes costumam reprecificar rápido quando o juro cai

  • Negócio altamente lucrativo e diversificado

  • Forte geração e distribuição de dividendos

  • Redução da inadimplência em cenários de juros menores

Números que chamam atenção

  • Lucro recorrente acima de R$ 12 bilhões

  • Dividend yield recente superior a 15%

  • Margem líquida elevada, reflexo da diversificação

  • Preço atual abaixo do valor estimado por analistas

Para investidores de longo prazo, a Itaúsa segue sendo vista como uma ação para carregar por décadas, especialmente em um ambiente de juros mais baixos.

3. Banco Bradesco (BBDC4): recuperação, eficiência e dividendos mensais

Após um período difícil, o Bradesco começa a mostrar sinais claros de recuperação operacional e financeira. O banco passou por um processo de enxugamento de custos, revisão estratégica e melhoria de governança, que já aparece nos balanços.

O que muda para o Bradesco?

  • Lucro recorrente voltou a crescer

  • Controle mais rígido de despesas

  • Forte presença no varejo bancário

  • Receita diversificada com crédito, tarifas e seguros

Destaques recentes

  • Lucro recorrente de R$ 6,2 bilhões, alta anual próxima de 19%

  • Pagamento de dividendos e JCP, inclusive com política mensal

  • Preço atual ainda abaixo do valor considerado justo por analistas

  • Potencial de valorização estimado próximo de 50%

Em ciclos de queda da Selic, bancos grandes costumam estar entre os primeiros a reagir, e o Bradesco surge como uma tese de recuperação com renda.

Por que a queda da Selic favorece essas ações?

Impacto da Selic menorEfeito nas ações
Crédito mais baratoMais consumo e investimento
Menor custo da dívidaLucros maiores
Migração da renda fixaMais dinheiro na Bolsa
Valuation mais atrativoReprecificação dos papéis

Empresas sólidas, lucrativas e previsíveis tendem a ser as maiores beneficiadas nesse cenário.

O que o investidor deve observar

  • Não se trata de recomendação de compra

  • Avaliar horizonte de longo prazo

  • Analisar fundamentos, dividendos e governança

  • Diversificação segue sendo essencial

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ações brasileiras Bradesco Copel Destaque dividendos Itaúsa queda da Selic
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Eduardo Martins
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Eduardo Martins é planejador financeiro certificado (CFP®) e consultor de investimentos, com mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro. Na A Revista, explica renda fixa, fundos imobiliários, dividendos, simulações de quanto rende e planejamento financeiro. Apresenta premissas, custos, tributação e riscos, sem converter cenários em promessa de retorno.

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