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Início » Últimas Notícias » Melhores ações para investir em 2026: dividendos elevados, crescimento e a aposta na queda dos juros
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Melhores ações para investir em 2026: dividendos elevados, crescimento e a aposta na queda dos juros

Cenário de juros em queda, dividendos recordes e ano eleitoral colocam a Bolsa no radar dos investidores
Fabiane MeloPor Fabiane Melo22 de dezembro de 20254 minutos lidos
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Melhores ações para investir em 2026: dividendos elevados, crescimento e a aposta na queda dos juros

O mercado financeiro começa a antecipar um cenário que pode marcar um novo ciclo positivo para a Bolsa brasileira em 2026. Projeções recentes indicam queda gradual da taxa Selic, com estimativas ao redor de 12% ao ano, além de um ambiente de reprecificação dos ativos de risco, impulsionado pela migração de recursos da renda fixa para a renda variável.

Esse movimento tende a ganhar força conforme vencimentos expressivos de títulos conservadores ocorram e investidores passem a buscar retornos mais atrativos em ações, fundos imobiliários e ativos ligados ao crescimento econômico.

Além disso, o debate sobre reforma do Imposto de Renda e possíveis mudanças na tributação de dividendos tem acelerado a distribuição de proventos por diversas empresas — um fator que ajuda a explicar os pagamentos robustos observados nos últimos trimestres.

Dividendos em alta antes de possíveis mudanças tributárias

Grandes companhias brasileiras vêm protagonizando um verdadeiro “boom” de dividendos. Instituições financeiras, empresas do setor de energia, mineração e até companhias do agronegócio intensificaram a remuneração aos acionistas.

Entre os destaques, estão bancos tradicionais, holdings financeiras e empresas maduras, que encontraram no pagamento de dividendos uma forma de antecipar valor ao investidor diante de possíveis alterações no regime fiscal.

Resumo do movimento atual:

  • Renda fixa perde atratividade com juros em queda

  • Ações passam a competir diretamente por capital

  • Dividendos elevados reforçam o apelo da Bolsa

  • Volatilidade eleitoral exige foco no longo prazo

Nubank: crescimento, tecnologia e lucro sustentável

O Nubank deixou de ser visto como uma “startup arriscada” para se consolidar como uma das maiores plataformas financeiras digitais da América Latina, superando a marca de 100 milhões de clientes.

Principais pontos positivos:

  • Modelo 100% digital e altamente escalável

  • Forte atuação em crédito, cartões e conta digital

  • Lucro de aproximadamente US$ 783 milhões no terceiro trimestre

  • Uso intensivo de inteligência artificial para gestão de risco

Apesar de oscilações pontuais na inadimplência, especialistas apontam que o banco busca um ponto ótimo de risco, essencial para sustentar margens elevadas no crédito — principal motor de rentabilidade do setor.

Petrobras: dividendos elevados, mas com riscos no radar

A Petrobras segue como uma das maiores pagadoras de dividendos da Bolsa brasileira, impulsionada por sua escala, eficiência operacional e relevância global no setor de energia.

Números e destaques:

  • Lucro de cerca de US$ 6 bilhões no trimestre

  • Crescimento consistente da produção

  • Distribuição bilionária de dividendos e JCP

Pontos de atenção:

  • Forte dependência do preço do petróleo

  • Necessidade constante de investimentos pesados

  • Riscos inerentes ao controle estatal e interferências políticas

Vale: eficiência, dividendos e exposição às commodities

Uma das maiores mineradoras do mundo, a Vale combina escala global, eficiência operacional e forte geração de caixa. Mesmo dependente do preço das commodities, a empresa tem conseguido manter um nível elevado de remuneração aos acionistas.

Destaques financeiros:

  • Lucro líquido anual superior a US$ 2,6 bilhões

  • Investimentos previstos entre US$ 5,4 e 5,7 bilhões

  • Pagamentos ao acionista que superaram US$ 15 bilhões

A tese segue baseada em eficiência, controle de custos e demanda global por minério de ferro, cobre e níquel.

Localiza: potencial de valorização com maior volatilidade

A Localiza é uma das maiores empresas de aluguel de veículos da América Latina, mas seu modelo de negócio é sensível a juros, crédito e preços de automóveis.

O que observar:

  • Crescimento na receita de locação

  • Dependência da venda de seminovos

  • Dívida elevada no balanço

  • Programa de recompra e dividendos de R$ 543 milhões

Apesar do potencial de valorização, o setor enfrenta desafios estruturais, incluindo mudanças tecnológicas como veículos autônomos no horizonte.

Sabesp: previsibilidade, tarifas e longo prazo

O setor de saneamento é visto como defensivo e resiliente, e a Sabesp se destaca pela atuação em um serviço essencial: água e esgoto.

Tese de investimento:

  • Demanda recorrente e previsível

  • Revisões tarifárias favorecem margens

  • Crescimento gradual via investimentos em infraestrutura

  • Redução de dívida como gatilho de valorização

Não se trata de crescimento explosivo, mas de consistência e geração de valor ao longo dos anos.

Uma carteira diversificada para 2026

Especialistas apontam que uma combinação equilibrada entre:

  • Bancos digitais e tradicionais

  • Energia e commodities

  • Serviços essenciais

  • Empresas de crescimento moderado

pode oferecer dividendos recorrentes, proteção contra inflação e potencial de valorização, mesmo em um cenário eleitoral mais volátil.

Com aportes acessíveis, é possível montar uma carteira inicial diversificada e começar a participar do fluxo de dividendos ainda em 2026.

O ano de 2026 surge como um período estratégico para investidores que buscam renda passiva, crescimento patrimonial e proteção contra a queda dos juros. Dividendos elevados, somados a um possível novo ciclo econômico, recolocam a Bolsa brasileira no centro das atenções.

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Fabiane Melo
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Fabiane Melo é editora de Economia e Negócios, formada em Administração e pós-graduada em Finanças. Na A Revista, acompanha resultados de empresas, negócios, economia e setores produtivos, relacionando fatos e indicadores ao ambiente de investimentos. Prioriza contexto, documentos e linguagem acessível.

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