As ações do Itaú Unibanco (ITUB3) seguem entre as mais estáveis e valorizadas da Bolsa em 2025. Mesmo após uma correção recente de cerca de 6% nas últimas semanas, o papel ainda acumula alta de quase 25% no ano, superando amplamente o Ibovespa, que segue pressionado pela aversão ao risco e juros elevados.
Com lucro líquido trimestral acima de R$ 11 bilhões e ROE superior a 20%, o Itaú reforça sua reputação de empresa resiliente e previsível.
Em meio à volatilidade global, o banco segue como porto seguro para carteiras previdenciárias, com estabilidade de resultados e histórico consistente de geração de valor ao acionista.
ITUB3 x ITUB4: liquidez e oportunidade para o pequeno investidor
Um ponto importante é a diferença entre as ações ordinárias (ITUB3) e preferenciais (ITUB4).
A ITUB3 possui menor liquidez — movimenta cerca de R$ 15 milhões por dia — enquanto a ITUB4 ultrapassa R$ 600 milhões diários. Essa diferença faz com que o mercado pague um prêmio pelas preferenciais.
Ainda assim, para o investidor pessoa física, a ITUB3 pode ser mais vantajosa, pois oferece:
Desconto de preço (cerca de R$ 32,00 frente aos R$ 35,00 da ITUB4);
Dividend yield ligeiramente superior;
Mesmo tag along e solidez de governança.
Na prática, quem busca montar posição de longo prazo pode aproveitar o desconto das ordinárias para aumentar o potencial de retorno.
Lucro bilionário e múltiplos ainda atraentes
Com base nos resultados dos três primeiros trimestres de 2025, o Itaú deve fechar o ano com lucro líquido próximo de R$ 44 bilhões, um crescimento moderado em relação a 2024.
Mesmo nesse patamar, o banco negocia a um P/L em torno de 8 vezes, dentro da sua média histórica e bem abaixo de instituições que entregam rentabilidade similar, como BTG Pactual e Santander Brasil.
O valor de mercado de aproximadamente R$ 360 bilhões ainda fica aquém do que analistas consideram o preço justo — estimado entre R$ 40 e R$ 50 por ação, o que indica margem de valorização de até 25%.
Nos últimos 10 anos, o Itaú entregou mais de 600% de retorno total (entre valorização e dividendos), superando não apenas outros grandes bancos, mas também índices como CDI, Ibovespa e Small Caps. Essa consistência reforça o apelo do ativo entre investidores de longo prazo.
O “voo para a qualidade”: por que o mercado paga mais pelo Itaú
Em tempos de incerteza e juros altos, o chamado “flight to quality” se intensifica: o capital busca segurança e previsibilidade.
O Itaú é o exemplo clássico desse movimento, sustentando rentabilidade acima de 20% sobre o patrimônio líquido (ROE), eficiência operacional crescente e inadimplência controlada.
O índice de eficiência caiu de 40% para 38%, refletindo o controle de custos e ganhos de produtividade, enquanto a inadimplência acima de 90 dias permanece abaixo de 2,5%, contrastando com o aumento do risco de crédito observado em Bradesco e Banco do Brasil neste mesmo período.
Dividendos consistentes e estratégia de longo prazo
Os dividendos do Itaú em 2025 seguem dentro da média histórica — entre 5% e 7% de dividend yield ao ano — com pagamentos regulares e sustentáveis.
O banco mantém payout entre 25% e 30%, priorizando reinvestimento interno para ampliar o lucro por ação no longo prazo.
Para carteiras previdenciárias e de acumulação, o Itaú oferece crescimento estável, baixo risco e dividendos previsíveis, características que fazem dele uma posição defensiva e estratégica, mesmo com a Selic em torno de 14,25%.
Marca forte e alocação inteligente de capital
O Itaú também se destaca pelo seu intangível valioso. Sua marca é avaliada em cerca de US$ 9 bilhões, a mais valiosa da América do Sul, representando cerca de 15% do valor de mercado do banco.
A instituição investe constantemente em inovação e expansão de negócios, como as parcerias com a XP Inc. e com a Even, demonstrando eficiência na alocação de capital e capacidade de adaptação a novos modelos financeiros.
Itaú segue sendo “a ação para dormir tranquilo”
Mesmo após anos de forte valorização, o Itaú (ITUB3) continua longe de estar caro.
O banco une lucro previsível, alta rentabilidade, baixo risco e valuation atrativo, sendo uma das poucas empresas brasileiras capazes de crescer lucros acima de 10% ao ano por mais de uma década.
Em um momento de juros altos e incerteza global, o Itaú reafirma seu papel de pilar de estabilidade na Bolsa brasileira — ideal para investidores que buscam segurança, dividendos e crescimento sustentável no longo prazo.
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