Fechar Menu
A Revista | Inteligência em Investimentos
  • Ações
  • Dividendos
  • Fundos Imobiliários
  • Renda Fixa
  • Quanto Rende
  • Bolsa Hoje
  • Petróleo
  • Criptomoedas
Facebook X (Twitter) Instagram YouTube WhatsApp
  • Quem Somos
  • Equipe
  • Política Editorial
  • Expediente
  • Política de privacidade
  • Contato
  • Termos de Uso
Login
Facebook X (Twitter) Instagram YouTube WhatsApp
A Revista | Inteligência em Investimentos
terça-feira, 29 setembro / 2026
  • Ações
  • Dividendos
  • Fundos Imobiliários
  • Renda Fixa
  • Quanto Rende
  • Bolsa Hoje
  • Petróleo
  • Criptomoedas
A Revista | Inteligência em Investimentos
Início » Últimas Notícias » Investidores perdem até 93% em COEs: entenda o que deu errado nos “produtos seguros” da XP e de grandes bancos
Dividendos

Investidores perdem até 93% em COEs: entenda o que deu errado nos “produtos seguros” da XP e de grandes bancos

Aplicações estruturadas vendidas como seguras desabaram, deixando milhares de investidores com prejuízos milionários — e tudo dentro da lei
Eduardo MartinsPor Eduardo Martins16 de outubro de 20254 minutos lidos
WhatsApp Facebook Twitter Pinterest E-mail Telegrama
XP
XP

Nos últimos dias, o mercado financeiro brasileiro foi abalado por uma notícia alarmante: investidores tiveram perdas que chegaram a 93% do valor aplicado em COEs (Certificados de Operações Estruturadas) — produtos vendidos por bancos e corretoras como opções “seguras e inteligentes” para quem buscava rentabilidade maior sem os riscos da bolsa.

A promessa era tentadora: unir o melhor dos dois mundos — a segurança da renda fixa com o potencial de ganho da renda variável. No entanto, a realidade mostrou um cenário de altos riscos, pouca transparência e conflitos de interesse, deixando milhares de pessoas frustradas e com prejuízos expressivos.

O que são COEs e por que tanta gente perdeu dinheiro

O COE é um produto financeiro estruturado que combina diferentes ativos — como ações, moedas, índices e taxas de juros — dentro de uma única aplicação. Muitos foram comercializados com o chamado “capital protegido”, que teoricamente garantia a devolução do valor investido, mesmo que a rentabilidade fosse negativa.

Na prática, essa proteção dependia de condições contratuais complexas e, sobretudo, da solidez financeira dos emissores dos ativos subjacentes (as empresas que emitiam os títulos que serviam de base ao COE). Quando essas companhias enfrentam crises ou perdem credibilidade no mercado, o preço desses títulos despenca — e, com ele, o valor dos COEs.

Foi o que ocorreu recentemente: as emissoras de alguns títulos usados como base para os COEs enfrentaram incertezas financeiras, o que derrubou o valor de mercado dos papéis e acionou gatilhos automáticos de liquidação antecipada. O resultado foi devastador — investidores receberam entre 26% e 37% do valor investido, dependendo da estrutura do produto.

“Seguro” apenas no discurso: o risco escondido nos COEs

Um dos aspectos mais graves é que os COEs não contam com a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e não possuem liquidez antes do vencimento. Ou seja, o investidor não pode resgatar o dinheiro antes do prazo, mesmo em caso de perdas.

Além disso, a linguagem técnica dos contratos e prospectos — muitas vezes com dezenas de páginas repletas de fórmulas e termos financeiros — torna o entendimento praticamente impossível para o investidor médio. Mesmo com a informação disponível, ela é inacessível para quem não domina o jargão do mercado.

Ainda assim, muitos assessores e instituições venderam os COEs como produtos “seguros”, o que gerou um desequilíbrio enorme entre quem vende e quem compra — um cenário perfeito para o surgimento de conflitos de interesse.

O problema do conflito de interesses

Grande parte das instituições financeiras e assessores recebem comissões pelas vendas de produtos, e os COEs pagam comissões particularmente altas. Isso cria um incentivo perverso: quanto mais COEs são vendidos, maior o lucro de quem vende, independentemente do resultado para o cliente.

Assim, o foco deixa de ser o que é melhor para o investidor e passa a ser o que gera mais receita para o intermediário. O cliente, acreditando estar recebendo uma recomendação personalizada, é direcionado para produtos complexos e arriscados, sem entender totalmente os riscos envolvidos.

As lições deixadas pelo colapso dos COEs

O episódio recente das perdas em COEs deixa lições valiosas para quem investe:

  1. Nunca invista em algo que você não entende completamente. Produtos com aparência de “seguros” podem esconder riscos elevados.

  2. Verifique como o seu assessor é remunerado. Se ele ganha comissão pelas vendas, os interesses podem não estar alinhados aos seus.

  3. Desconfie de promessas de alta rentabilidade com baixo risco. No mercado financeiro, rentabilidade e risco sempre andam juntos.

Como alertava Warren Buffett, “nunca invista em algo que você não entende”. E essa frase nunca foi tão atual.

O modelo cooperativo como alternativa ética

Enquanto o caso dos COEs expõe as falhas do sistema financeiro tradicional, modelos cooperativos como o da Unicred vêm se destacando por priorizar a transparência e o alinhamento de interesses.

Com mais de 36 anos de história, a Unicred oferece aos cooperados acesso à plataforma ZM, que reúne investimentos em renda fixa, variável e multimercado, com foco em orientações éticas e personalizadas. Diferente de bancos e corretoras, o cooperado é dono do negócio, participa dos resultados e conta com assessoria sem conflito de interesse.

É um modelo que resgata o essencial: o investidor no centro das decisões.

Transparência é o novo diferencial

O colapso dos COEs mostra que não basta escolher o produto certo — é preciso escolher a instituição certa. Em um mercado repleto de promessas fáceis, a transparência, ética e educação financeira se tornaram os verdadeiros diferenciais.

A lição é clara: antes de investir, entenda o risco, avalie quem te orienta e desconfie do “rendimento garantido”. No fim, proteger seu patrimônio depende mais da clareza das informações do que das promessas de retorno.

Quer saber tudo
o que está acontecendo?

Receba todas as notícias da A Revista no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.

ENTRAR NO GRUPO

COEs investimentos de risco mercado financeiro prejuízos investidores XP Investimentos
Siga-nos: Google Notícias Siga-nos: Instagram Siga-nos: WhatsApp
Compartilhar. WhatsApp Facebook Twitter Pinterest Telegrama E-mail
Artigo anteriorEstratégia revela como viajar com conforto usando dois cartões premium
Próximo artigo Brasil apresenta plano internacional para mobilizar US$ 1,3 trilhão em financiamento climático antes da COP30
Eduardo Martins
  • Site

Eduardo Martins é planejador financeiro certificado (CFP®) e consultor de investimentos, com mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro. Na A Revista, explica renda fixa, fundos imobiliários, dividendos, simulações de quanto rende e planejamento financeiro. Apresenta premissas, custos, tributação e riscos, sem converter cenários em promessa de retorno.

Leia Também

ISA Energia e Taesa ainda são boas pagadoras de dividendos? A dívida começa a mudar essa conta

ISA Energia e Taesa ainda são boas pagadoras de dividendos? A dívida começa a mudar essa conta

28 de setembro de 2026 Dividendos
MXRF11 tem resultado abaixo dos dividendos após emissão bilionária

MXRF11 tem resultado abaixo dos dividendos após emissão bilionária

28 de setembro de 2026 Dividendos
Petrobras (PETR4): alta do petróleo sustenta expectativa de dividendos

Petrobras (PETR4): alta do petróleo sustenta expectativa de dividendos

28 de setembro de 2026 Dividendos

ROMI3 anuncia novos dividendos; veja valores e datas

28 de setembro de 2026 Dividendos

TAEE11 paga dividendos em novembro e 3T26 pode definir novos proventos

26 de setembro de 2026 Dividendos
AXIA3: XP projeta dividend yield de até 14% e alvo de R$ 74,50

AXIA3: XP projeta dividend yield de até 14% e alvo de R$ 74,50

25 de setembro de 2026 Dividendos
Últimas Notícias
Nissan Rogue 2027 ganha nova geração híbrida e telas de 14,3 polegadas

Nissan Rogue 2027 ganha nova geração híbrida e telas de 14,3 polegadas

Por Thailane Oliveira28 de setembro de 20264 minutos lidos
NDIV11 e QQQI11 pagam renda mensal, mas têm riscos diferentes

NDIV11 e QQQI11 pagam renda mensal, mas têm riscos diferentes

28 de setembro de 2026
Leapmotor B10 híbrido chega por R$ 179.990, roda até 900 km e coloca BYD e Jaecoo sob pressão

Leapmotor B10 híbrido chega por R$ 179.990, roda até 900 km e coloca BYD e Jaecoo sob pressão

28 de setembro de 2026
Quanto rendem R$ 50 mil no Tesouro Selic com os juros atuais?

Quanto rendem R$ 50 mil no Tesouro Selic com os juros atuais?

28 de setembro de 2026
INSTITUCIONAL
  • Expediente
  • Política de Cookies
  • Política Editorial
  • Quem Somos
  • Termos de Uso | A Revista
TRANSPARÊNCIA
  • Depoimentos sobre A Revista
  • Fontes Oficiais
  • Histórico
  • Aviso Legal
  • Política de Correções
EQUIPE E CREDIBILIDADE
  • Especialistas
  • Nossa linha editorial
  • Todas as editorias
  • Metodologia de Conteúdo
  • Equipe
© 2026 A Revista | Inteligência em Investimentos. Notícias e análises sobre ações, dividendos, fundos imobiliários, renda fixa, petróleo e mercados. Todos os direitos reservados. A Revista pertence à SEO Prime Soluções Web Ltda., CNPJ nº 39.501.110/0001-72. Conteúdo jornalístico e informativo. Publicidade não representa recomendação editorial.

Digite o texto acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.

Entrar ou Registrar

Bem vindo de volta!

Entre na sua conta abaixo.

Esqueceu a senha?