O Esporte Clube Bahia viveu um dos momentos mais dolorosos de sua campanha no Brasileirão 2025. Após uma sequência positiva de jogos, o Tricolor foi atropelado pelo Mirassol por 5 a 1, em partida marcada por desgaste físico, falhas coletivas e duras críticas ao técnico Rogério Ceni.
O resultado expôs fragilidades e colocou em xeque a estratégia de manter titulares em campo mesmo diante de alertas sobre o cansaço do elenco.
Rogério Ceni assume risco e sofre as consequências
Antes mesmo da bola rolar, o comentarista Cásio Cardoso havia alertado sobre a possibilidade de queda de rendimento. O Bahia vinha de uma maratona intensa: jogos contra Ceará, Santos e Fluminense exigiram ao máximo o elenco.
Na coletiva, Ceni reconheceu que os jogadores estavam “exaustos”, mas optou por manter a base titular. O saldo foi desastroso: goleada sofrida, moral abalada e a lesão de Eric Pulga, que pode ficar fora por até um mês.
Revolta da torcida e críticas da imprensa
A derrota não foi encarada apenas como um tropeço esperado, mas como uma humilhação. O jornalista Márcio Martins classificou o desempenho como “vergonhoso” e detonou diretoria, comissão técnica e jogadores. Nas redes sociais, torcedores protestaram contra a falta de rotação no elenco e apontaram a responsabilidade direta de Rogério Ceni.
Frases como “essa tá na conta de Rogério Ceni” e “um bando de bunda mole” resumem o sentimento de frustração da torcida.
Classificação do Brasileirão
Com a goleada, o Bahia estacionou nos 36 pontos e perdeu a chance de encostar em Cruzeiro (44) e Palmeiras (43). O time segue no G4, mas vê a aproximação perigosa de Botafogo e Mirassol, ambos com 35 pontos.
Na parte de baixo da tabela, o Vitória segue na zona de rebaixamento com 22 pontos, ao lado de Juventude (21), Fortaleza (15) e Sport Recife (derrota para o Vasco e cada vez mais ameaçado).
O Bahia agora precisa reorganizar o elenco para decisões importantes. Além da reta final do Brasileirão, o Tricolor terá compromissos na Copa do Brasil contra o Fluminense e nas finais da Copa do Nordeste.
O técnico Ceni terá que equilibrar elenco e recuperar a confiança perdida após a goleada. A margem de erro diminuiu, e a cobrança da torcida cresce a cada rodada.
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