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Início » Watts W-Trail vale a pena? Moto elétrica chega a 100 km/h, roda até 100 km e aceita recarga rápida
Mercados

Watts W-Trail vale a pena? Moto elétrica chega a 100 km/h, roda até 100 km e aceita recarga rápida

Trail elétrica combina motor de 12.000 W, função ré e suspensão invertida, mas autonomia diminui quando o desempenho máximo é utilizado
André JúniorPor André Júnior27 de junho de 20264 minutos lidos
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A Watts W-Trail amplia as opções disponíveis para quem procura uma moto elétrica com porte maior e proposta aventureira. Diferentemente das scooters urbanas compactas, o modelo utiliza rodas raiadas, pneus de uso misto e suspensão dianteira invertida.

O conjunto é formado por uma roda de 19 polegadas na dianteira e outra de 18 polegadas na traseira. Essa configuração, comum em motocicletas trail, favorece a passagem por pisos irregulares e reforça o visual robusto.

A moto também possui iluminação integral em LED, painel digital, para-brisa dianteiro e banco com espaço para piloto e passageiro.

Motor central entrega até 12.000 W

Um dos principais diferenciais da Watts W-Trail está no sistema de propulsão. Em vez de instalar o motor diretamente na roda traseira, a fabricante utiliza um motor central ligado à roda por uma corrente.

A potência nominal é de 4.000 W, enquanto a potência máxima pode chegar a 12.000 W, equivalente a aproximadamente 16,3 cv. O modelo oferece dois modos de condução.

CaracterísticaWatts W-Trail
Potência nominal4.000 W
Potência máxima12.000 W
Velocidade no modo EcoAté 60 km/h
Velocidade no modo BoostAté 100 km/h
Autonomia no modo EcoAté 100 km
Autonomia no modo BoostAté 50 km
BateriaLítio de 72 V e 58 Ah
Capacidade de cargaAté 150 kg
Rodas19” na frente e 18” atrás

No modo Eco, a velocidade é limitada para preservar energia e ampliar o alcance. Já o modo Boost libera respostas mais fortes e permite alcançar até 100 km/h, mas pode reduzir a autonomia para aproximadamente 50 km.

Os números são estimativas da fabricante e podem variar conforme o peso transportado, velocidade, relevo, temperatura, calibragem dos pneus e forma de condução.

Bateria pode ser carregada em tomada residencial

A bateria de lítio possui capacidade de 72 V e 58 Ah. A recarga pode ser realizada em uma tomada residencial por meio do carregador bivolt.

Segundo a Watts, são necessárias aproximadamente cinco horas para completar a carga, enquanto cerca de 80% da bateria podem ser recuperados em uma hora, dependendo do equipamento utilizado e das condições da rede elétrica.

Outro diferencial é a compatibilidade com carregadores encontrados em estações destinadas a automóveis elétricos. Essa possibilidade aumenta a conveniência em cidades com infraestrutura pública de recarga.

Antes de utilizar qualquer estação, porém, o proprietário precisa verificar o padrão do conector, a potência disponibilizada e a compatibilidade com o carregador da motocicleta.

Função ré facilita as manobras

Embora não tenha câmbio convencional nem pedal de marchas, a W-Trail conta com seletor de direção no guidão. O piloto pode escolher o deslocamento para a frente ou acionar a função de marcha à ré.

W-Trail - Landing Page

O recurso ajuda nas manobras, especialmente porque a motocicleta possui porte e peso superiores aos de scooters elétricas menores.

A segurança também é reforçada por um sensor no descanso lateral. Quando o descanso está abaixado, o sistema bloqueia o acelerador para evitar uma saída involuntária.

W-Trail a trail elétrica da Watts. Nas lojas em agosto de 2024 por R$  31.990.

A lista de equipamentos ainda reúne:

  • Partida sem chave e alarme;
  • Entradas USB e USB-C;
  • Pisca-alerta;
  • Painel digital;
  • Freios a disco com CBS;
  • Farol, lanterna e setas em LED;
  • Amortecedor traseiro com ajuste de altura.

Freios e suspensão reforçam a proposta trail

A moto utiliza freios a disco nas duas rodas com sistema combinado CBS. Diferentemente das motocicletas tradicionais, os dois freios são acionados por manetes no guidão.

Moto W-Trail - E-mobby

Na dianteira, a suspensão invertida possui curso de 190 mm. Na traseira, o monoamortecedor trabalha em conjunto com a balança para absorver as irregularidades do piso.

Apesar do estilo aventureiro, a W-Trail deve ser considerada principalmente para deslocamentos urbanos e passeios em estradas de terra leves. Autonomia limitada, disponibilidade de recarga e peso precisam ser avaliados antes de percursos mais longos.

Watts W-Trail vale a pena?

A Watts W-Trail pode ser interessante para quem deseja uma moto elétrica silenciosa, automática e com desempenho suficiente para acompanhar o trânsito urbano. A ausência de combustível e a possibilidade de recarregar em casa também favorecem o uso cotidiano.

Por outro lado, o comprador precisa analisar o preço, a rede de assistência técnica, o custo de substituição da bateria e a autonomia real na rotina. A transmissão por corrente também exige limpeza, lubrificação e ajustes periódicos.

A escolha faz mais sentido para quem percorre trajetos previsíveis e possui um ponto seguro de recarga. Para viagens frequentes ou regiões com pouca infraestrutura elétrica, uma motocicleta a combustão ainda oferece maior praticidade.

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André Júnior
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André Junior — Editor de Economia e Analista de Mercados — é economista com especialização em Finanças e Mercado de Capitais. Produz análises sobre economia, empresas e investimentos com foco em clareza e credibilidade.

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