A Watts W-Trail amplia as opções disponíveis para quem procura uma moto elétrica com porte maior e proposta aventureira. Diferentemente das scooters urbanas compactas, o modelo utiliza rodas raiadas, pneus de uso misto e suspensão dianteira invertida.
O conjunto é formado por uma roda de 19 polegadas na dianteira e outra de 18 polegadas na traseira. Essa configuração, comum em motocicletas trail, favorece a passagem por pisos irregulares e reforça o visual robusto.
A moto também possui iluminação integral em LED, painel digital, para-brisa dianteiro e banco com espaço para piloto e passageiro.
Motor central entrega até 12.000 W
Um dos principais diferenciais da Watts W-Trail está no sistema de propulsão. Em vez de instalar o motor diretamente na roda traseira, a fabricante utiliza um motor central ligado à roda por uma corrente.
A potência nominal é de 4.000 W, enquanto a potência máxima pode chegar a 12.000 W, equivalente a aproximadamente 16,3 cv. O modelo oferece dois modos de condução.
| Característica | Watts W-Trail |
|---|---|
| Potência nominal | 4.000 W |
| Potência máxima | 12.000 W |
| Velocidade no modo Eco | Até 60 km/h |
| Velocidade no modo Boost | Até 100 km/h |
| Autonomia no modo Eco | Até 100 km |
| Autonomia no modo Boost | Até 50 km |
| Bateria | Lítio de 72 V e 58 Ah |
| Capacidade de carga | Até 150 kg |
| Rodas | 19” na frente e 18” atrás |
No modo Eco, a velocidade é limitada para preservar energia e ampliar o alcance. Já o modo Boost libera respostas mais fortes e permite alcançar até 100 km/h, mas pode reduzir a autonomia para aproximadamente 50 km.
Os números são estimativas da fabricante e podem variar conforme o peso transportado, velocidade, relevo, temperatura, calibragem dos pneus e forma de condução.
Bateria pode ser carregada em tomada residencial
A bateria de lítio possui capacidade de 72 V e 58 Ah. A recarga pode ser realizada em uma tomada residencial por meio do carregador bivolt.
Segundo a Watts, são necessárias aproximadamente cinco horas para completar a carga, enquanto cerca de 80% da bateria podem ser recuperados em uma hora, dependendo do equipamento utilizado e das condições da rede elétrica.
Outro diferencial é a compatibilidade com carregadores encontrados em estações destinadas a automóveis elétricos. Essa possibilidade aumenta a conveniência em cidades com infraestrutura pública de recarga.
Antes de utilizar qualquer estação, porém, o proprietário precisa verificar o padrão do conector, a potência disponibilizada e a compatibilidade com o carregador da motocicleta.
Função ré facilita as manobras
Embora não tenha câmbio convencional nem pedal de marchas, a W-Trail conta com seletor de direção no guidão. O piloto pode escolher o deslocamento para a frente ou acionar a função de marcha à ré.

O recurso ajuda nas manobras, especialmente porque a motocicleta possui porte e peso superiores aos de scooters elétricas menores.
A segurança também é reforçada por um sensor no descanso lateral. Quando o descanso está abaixado, o sistema bloqueia o acelerador para evitar uma saída involuntária.

A lista de equipamentos ainda reúne:
- Partida sem chave e alarme;
- Entradas USB e USB-C;
- Pisca-alerta;
- Painel digital;
- Freios a disco com CBS;
- Farol, lanterna e setas em LED;
- Amortecedor traseiro com ajuste de altura.
Freios e suspensão reforçam a proposta trail
A moto utiliza freios a disco nas duas rodas com sistema combinado CBS. Diferentemente das motocicletas tradicionais, os dois freios são acionados por manetes no guidão.

Na dianteira, a suspensão invertida possui curso de 190 mm. Na traseira, o monoamortecedor trabalha em conjunto com a balança para absorver as irregularidades do piso.
Apesar do estilo aventureiro, a W-Trail deve ser considerada principalmente para deslocamentos urbanos e passeios em estradas de terra leves. Autonomia limitada, disponibilidade de recarga e peso precisam ser avaliados antes de percursos mais longos.
Watts W-Trail vale a pena?
A Watts W-Trail pode ser interessante para quem deseja uma moto elétrica silenciosa, automática e com desempenho suficiente para acompanhar o trânsito urbano. A ausência de combustível e a possibilidade de recarregar em casa também favorecem o uso cotidiano.
Por outro lado, o comprador precisa analisar o preço, a rede de assistência técnica, o custo de substituição da bateria e a autonomia real na rotina. A transmissão por corrente também exige limpeza, lubrificação e ajustes periódicos.
A escolha faz mais sentido para quem percorre trajetos previsíveis e possui um ponto seguro de recarga. Para viagens frequentes ou regiões com pouca infraestrutura elétrica, uma motocicleta a combustão ainda oferece maior praticidade.
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