A PRIO, antiga PetroRio e uma das maiores produtoras independentes de petróleo do Brasil, acaba de dar um passo decisivo para ampliar sua presença no pré-sal. A companhia anunciou que recebeu do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a licença de instalação para avançar com o projeto de tie-back do campo de Wahoo, localizado na Bacia de Campos.
O empreendimento prevê a interligação de poços diretamente ao FPSO Valente — anteriormente conhecido como FPSO Frade —, que já opera no campo de mesmo nome. Com capacidade de processar até 100 mil barris por dia e armazenar 1,5 milhão de barris, a unidade deverá ser a peça central na estratégia de expansão da produção da PRIO.
Capacidade e potencial de produção
Segundo a empresa, o campo de Wahoo possui potencial estimado de mais de 125 milhões de barris recuperáveis, em lâmina d’água de 1.400 metros. A PRIO detém 100% da operação e projeta uma produção inicial robusta a partir de 2026.
A previsão é que quatro poços produtores e dois injetores sejam perfurados, com investimento total revisado para US$ 870 milhões. O primeiro óleo está previsto para entre março e abril de 2026, reforçando o papel estratégico do ativo na diversificação do portfólio da companhia.
Avanço da infraestrutura submarina
O cronograma já está em andamento: a embarcação responsável pela instalação dos dutos rígidos foi contratada e deve chegar ao Brasil em outubro. A McDermott, escolhida em 2023, será responsável por transportar e instalar cerca de 30 km de dutos de 10 polegadas, além das estruturas submarinas associadas.
O plano inicial já incluía a opção de estender a obra para um segundo duto, garantindo maior flexibilidade e segurança operacional.
FPSO Valente: o coração do projeto
Rebatizado após a aquisição pela PRIO, o FPSO Valente atualmente produz em média 23 mil barris por dia no campo de Frade. A unidade será adaptada para receber a produção de Wahoo, localizado a 30 km de distância, formando um dos maiores sistemas de tie-back já implementados no Brasil.
Impacto no setor e próximos passos
A expectativa é que a iniciativa coloque a PRIO em um novo patamar de relevância no setor de petróleo e gás, consolidando sua estratégia de expansão agressiva e maximizando o valor de seus ativos no pré-sal.
Com a licença de perfuração já emitida para a campanha de seis poços e a sonda Hunter Queen mobilizada, os próximos meses serão cruciais para garantir que a meta de primeiro óleo em 2026 seja cumprida.
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