Uma operação conjunta do Ministério Público da Bahia (Gaeco) e da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) resultou na prisão de quatro policiais e dois empresários suspeitos de participação em um esquema de grilagem de terras na Bahia. A ação, batizada de Operação Grilagem S/A, cumpriu mandados em Salvador, Candeias e Camaçari.
De acordo com as investigações, os suspeitos faziam parte de uma organização criminosa altamente estruturada, que atuava em cinco etapas:
Identificação e invasão de terrenos urbanos e rurais;
Expulsão de ocupantes e opositores;
Construção em áreas ocupadas;
Falsificação de documentos e regularização de posse;
Venda ilegal de imóveis a terceiros.
Estrutura da organização
Segundo o Gaeco, os policiais usavam a posição de autoridade para facilitar as ações da quadrilha, garantindo proteção ao grupo durante as invasões e a regularização de documentos falsos. Já os empresários seriam os responsáveis por operacionalizar a compra e venda dos terrenos, movimentando grandes valores de forma ilícita.
Detalhes da operação
Foram cumpridos oito mandados de prisão e 11 de busca e apreensão, que incluíram revistas em cofres, fundos falsos e documentos suspeitos. Um dos empresários foi preso em flagrante.
A investigação conta com a participação da Força Correcional Especial Integrada da Corregedoria Geral da SSP, além das corregedorias da Polícia Militar e da Polícia Civil, reforçando o combate à corrupção dentro das próprias corporações.
Impacto e próximos passos
As autoridades destacaram que a quadrilha atuava com forte planejamento e causava graves impactos sociais e econômicos, já que a grilagem gera insegurança jurídica para famílias e investidores. Novas prisões não estão descartadas, já que a operação segue em andamento.
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