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Início » Últimas Notícias » Super Quarta define rumos do mercado: Fed, Copom e dólar em foco
Economia

Super Quarta define rumos do mercado: Fed, Copom e dólar em foco

Decisões de política monetária nos EUA, Brasil e Japão movimentam investidores em semana marcada por volatilidade e oportunidades na Bolsa.
Felipe AndradePor Felipe Andrade15 de setembro de 20253 minutos lidos
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Super Quarta define rumos do mercado: Fed, Copom e dólar em foco

A agenda econômica abriu com a divulgação do IBC-Br, considerado uma prévia do PIB brasileiro. O indicador veio de resultado negativo anterior e trouxe atenção redobrada para sinais de desaceleração. Segundo analistas, a atividade econômica segue em ritmo cambaleante em alguns setores, o que reforça a necessidade de acompanhamento da curva de juros na quarta-feira.

Super Quarta: Fed deve cortar juros e Copom deve manter Selic

A chamada “Super Quarta” concentra decisões cruciais: nos Estados Unidos, 90% dos investidores projetam corte de 0,25 ponto percentual pelo Federal Reserve (Fed). Já no Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve manter a Selic em 15% ao ano, em linha com a estratégia do presidente Roberto Campos Neto e de seu sucessor indicado, Gabriel Galípolo.

O risco está em movimentos fora do consenso. Caso o Fed corte 0,50 ponto, o mercado pode interpretar como sinal de fragilidade da economia americana, gerando aversão ao risco global. Por outro lado, se não houver corte, a Bolsa tende a reagir negativamente, enquanto o dólar se fortalece.

O real já se valorizou cerca de R$ 0,96 frente ao dólar em 2025. A expectativa é de mais apreciação, podendo levar a moeda americana para a faixa de R$ 5,10 a R$ 5,90. A definição depende diretamente do tom do Fed e da entrevista de Jerome Powell.

No Brasil, o Ibovespa segue lateralizado, sem forte fluxo de estrangeiros desde julho. O índice negocia com P/L em torno de 10,5, abaixo da média histórica de 12, o que indica potencial de valorização em casos específicos, sobretudo em empresas exportadoras e ligadas a commodities.

Para investidores conservadores, a renda fixa segue atraente. Segundo análises, aplicações pós-fixadas são recomendadas para prazos de até três meses. Já investimentos pré-fixados ganham espaço em horizontes mais longos, diante do juro real elevado no Brasil.

Commodities: ouro em alta, petróleo pressionado

Enquanto o ouro acumula valorização de 186% desde 2015, reforçando sua posição como ativo de proteção, o petróleo amarga queda de 40% na década, chamando atenção para uma possível oportunidade de recuperação.

Oportunidades e ciladas na Bolsa

  • Quedas semanais: CVC, Açaí (ASAI3) e Gerdau (GGBR4) despertam atenção de investidores em busca de barganhas.

  • Setor de saúde: Empresas como Hapvida, Hypera e Panvel recuaram em setembro e podem oferecer preços atrativos.

  • Longo prazo: nomes como Randon, São Martinho e Tupy figuram entre as maiores baixas do ano, mas seguem como companhias sólidas.

Agenda de dividendos

A semana será marcada por proventos robustos:

EmpresaData de cortePagamentoValor por açãoDividend Yield
BRF (BRFS3)18/0929-30/09R$ 2,40 – R$ 2,50~10,5%
Marfrig (MRFG3)18/0929-30/09R$ 2,81 líquidos~11%
Vulcabrás (VULC3)17/0901/10R$ 0,126,2%
Metisa (MTSA4)19/0927/11R$ 0,661,55%

A semana será decisiva para os mercados globais. A “Super Quarta” pode redefinir tendências para o dólar, juros e Ibovespa nos próximos meses. Investidores devem acompanhar de perto não apenas as decisões do Fed e do Copom, mas também os desdobramentos das commodities e do fluxo estrangeiro na B3.

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Felipe Andrade
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Felipe Andrade é analista de investimentos e colunista de mercado, com experiência em renda variável e mercados globais. Na A Revista, acompanha ações, empresas, petróleo, energia, commodities e mercados internacionais. Analisa resultados e documentos das companhias, contextualiza riscos e diferencia dados de expectativas.

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