Fechar Menu
A Revista | Inteligência em Investimentos
  • Ações
  • Dividendos
  • Fundos Imobiliários
  • Renda Fixa
  • Quanto Rende
  • Bolsa Hoje
  • Petróleo
  • Criptomoedas
Facebook X (Twitter) Instagram YouTube WhatsApp
  • Quem Somos
  • Equipe
  • Política Editorial
  • Expediente
  • Política de privacidade
  • Contato
  • Termos de Uso
Login
Facebook X (Twitter) Instagram YouTube WhatsApp
A Revista | Inteligência em Investimentos
terça-feira, 29 setembro / 2026
  • Ações
  • Dividendos
  • Fundos Imobiliários
  • Renda Fixa
  • Quanto Rende
  • Bolsa Hoje
  • Petróleo
  • Criptomoedas
A Revista | Inteligência em Investimentos
Início » Últimas Notícias » Selic a 15%: por que o Banco Central mantém os juros altos e o que isso significa para a economia
Economia

Selic a 15%: por que o Banco Central mantém os juros altos e o que isso significa para a economia

Comitê de Política Monetária mantém juros altos para conter inflação, mas decisão trava crédito, desestimula investimentos e sinaliza desconfiança fiscal
André CarvalhoPor André Carvalho3 de novembro de 20254 minutos lidos
WhatsApp Facebook Twitter Pinterest E-mail Telegrama
Selic a 15%
Selic a 15%

Na reunião de novembro de 2025, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano, em linha com as expectativas do mercado.
A decisão reforça a prioridade do Banco Central em conter a inflação e preservar a credibilidade da política monetária, ainda que o preço disso seja uma economia estagnada e o crédito cada vez mais restrito.

Segundo analistas, a manutenção da taxa nesse patamar é um sinal direto de desconfiança fiscal. O BC, presidido por Gabriel Galípolo, entende que o governo ainda não apresentou sinais suficientes de controle de gastos públicos, o que inviabiliza cortes mais agressivos.

Por que o Banco Central manteve a Selic em 15%

A taxa Selic representa o custo básico do dinheiro no país. Quando o BC mantém os juros altos, está indicando ao mercado que emprestar dinheiro ao governo é mais vantajoso do que a empresas, já que os títulos públicos pagam 15% ao ano — um retorno livre de risco.

Isso tem um efeito em cadeia:

  • Nenhuma instituição quer emprestar a taxas menores que 15%, pois é mais seguro investir em títulos públicos.

  • Empresas e bancos precisam oferecer retornos muito maiores para competir, elevando o custo de crédito.

  • Investidores passam a exigir rentabilidade acima da Selic, pressionando ações e fundos imobiliários.

Em outras palavras, juros altos travam o crescimento econômico, pois encarecem o crédito, desincentivam o consumo e reduzem o investimento produtivo.

Impactos diretos da Selic a 15%

1. Renda fixa e investidores

A renda fixa se torna extremamente atrativa, com ganhos reais próximos de 10% ao ano (descontada a inflação de 5%).
Títulos como Tesouro Selic, prefixados e CDBs de bancos médios oferecem retornos acima da média histórica, beneficiando investidores conservadores.

Por outro lado, essa remuneração alta desvia recursos da Bolsa de Valores e dos fundos imobiliários, reduzindo o fluxo de capital para ativos de risco.

2. Bolsa de Valores e fundos imobiliários

Com a Selic nesse nível, o mercado acionário perde competitividade.
Empresas com lucro inferior a 15% ao ano deixam de ser atrativas, e seus valuations caem.
O mesmo acontece com os fundos imobiliários (FIIs), que precisam distribuir rendimentos acima de 15% para competir com a renda fixa — algo insustentável em um ambiente de economia travada.

Setores mais impactados incluem varejo, construção civil e pequenas empresas, que dependem fortemente do crédito para girar capital.

3. Crédito, consumo e pequenas empresas

O juro elevado torna o crédito caro e restrito.
Empresas de pequeno e médio porte enfrentam dificuldades para financiar estoques, investir e contratar funcionários.
Cartões de crédito e financiamentos pessoais perdem limite e acessibilidade, comprimindo o consumo das famílias.

Esse ciclo cria um efeito recessivo: menos crédito → menos consumo → menos produção → menos emprego.

4. Política fiscal e o impasse com o governo

A decisão do BC também carrega forte mensagem política.
Com o governo gastando mais do que arrecada — via programas sociais, incentivos e obras públicas —, a política fiscal pressiona a inflação.
O BC reage mantendo os juros altos, buscando neutralizar o impacto expansionista.

Enquanto não houver superávit primário consistente, o Banco Central dificilmente cortará os juros.
O resultado é uma tensão permanente entre política monetária e política fiscal.

A consequência: o risco da estagnação

Com juros elevados por tempo prolongado, o Brasil corre o risco de entrar em um ciclo de estagnação prolongada.
Empresas não crescem, o PIB avança pouco e o país perde competitividade industrial.
Desde 2014, o PIB brasileiro não recupera o ritmo de crescimento sustentado — e a Selic em dois dígitos agrava o quadro.

Além disso, o país enfrenta o fim do bônus demográfico: a partir de 2036, a população economicamente ativa começará a diminuir, reduzindo o potencial de crescimento de longo prazo.

Cenário e perspectivas para 2026

O mercado espera que o Banco Central inicie cortes graduais na Selic apenas em meados de 2026, se houver:

  • Controle efetivo da inflação abaixo de 5%;

  • Sinal de responsabilidade fiscal;

  • Redução das incertezas políticas e eleitorais.

Até lá, o ambiente segue favorável à renda fixa e desafiador para empresas e investidores de risco.

 Estabilidade a custo alto

A Selic mantida em 15% é um recado claro do Banco Central: a prioridade é defender a moeda e conter a inflação, não estimular o crescimento.
No curto prazo, o investidor é beneficiado pela renda fixa generosa.
Mas no médio e longo prazo, o país paga caro — com baixo investimento, desemprego estrutural e perda de competitividade.

Sem ajuste fiscal e reformas que elevem a produtividade, o Brasil corre o risco de permanecer preso ao ciclo de juros altos e crescimento baixo, desperdiçando mais uma década de desenvolvimento.

Quer saber tudo
o que está acontecendo?

Receba todas as notícias da A Revista no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.

ENTRAR NO GRUPO

Copom economia brasileira juros altos política monetária Selic 15%
Siga-nos: Google Notícias Siga-nos: Instagram Siga-nos: WhatsApp
Compartilhar. WhatsApp Facebook Twitter Pinterest Telegrama E-mail
Artigo anteriorMXRF11 anuncia nova emissão de cotas: subscrição vale a pena? Entenda regras, riscos e oportunidades
Próximo artigo Bitcoin pode corrigir até US$ 90 mil antes de nova alta, apontam análises técnicas
André Carvalho
  • Site

André Luís Carvalho é jornalista formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), fundador e editor-chefe da A Revista, com mais de dez anos de experiência em jornalismo digital. Coordena a cobertura de ações, dividendos, fundos imobiliários, renda fixa, petróleo, economia e mercados. Na direção editorial, orienta a apuração em documentos primários, a contextualização de riscos e a separação entre fatos, projeções e opiniões. Conteúdos informativos não constituem recomendação individual de investimento.

Leia Também

Ibovespa cai aos 183 mil pontos com petróleo em baixa e inflação alta

28 de setembro de 2026 Economia
Lula proíbe bets no Brasil e sites terão de sair do ar

Lula proíbe bets no Brasil e sites terão de sair do ar

25 de setembro de 2026 Economia
Mercado reduz expectativa para PIB e vê inflação acima da previsão do governo em 2027

Mercado reduz expectativa para PIB e vê inflação acima da previsão do governo em 2027

23 de setembro de 2026 Economia

Tarifa Social de Energia: veja quem tem direito ao desconto na conta de luz

23 de setembro de 2026 Economia
Entre dividendos e valorização, Suzano e Klabin seguem estratégias opostas

Entre dividendos e valorização, Suzano e Klabin seguem estratégias opostas

23 de setembro de 2026 Economia
Novo valor do Bolsa Família começa em outubro e consulta pode mudar nos próximos dias

Novo valor do Bolsa Família começa em outubro e consulta pode mudar nos próximos dias

23 de setembro de 2026 Economia
Últimas Notícias
Nissan Rogue 2027 ganha nova geração híbrida e telas de 14,3 polegadas

Nissan Rogue 2027 ganha nova geração híbrida e telas de 14,3 polegadas

Por Thailane Oliveira28 de setembro de 20264 minutos lidos
NDIV11 e QQQI11 pagam renda mensal, mas têm riscos diferentes

NDIV11 e QQQI11 pagam renda mensal, mas têm riscos diferentes

28 de setembro de 2026
Leapmotor B10 híbrido chega por R$ 179.990, roda até 900 km e coloca BYD e Jaecoo sob pressão

Leapmotor B10 híbrido chega por R$ 179.990, roda até 900 km e coloca BYD e Jaecoo sob pressão

28 de setembro de 2026
Quanto rendem R$ 50 mil no Tesouro Selic com os juros atuais?

Quanto rendem R$ 50 mil no Tesouro Selic com os juros atuais?

28 de setembro de 2026
INSTITUCIONAL
  • Expediente
  • Política de Cookies
  • Política Editorial
  • Quem Somos
  • Termos de Uso | A Revista
TRANSPARÊNCIA
  • Depoimentos sobre A Revista
  • Fontes Oficiais
  • Histórico
  • Aviso Legal
  • Política de Correções
EQUIPE E CREDIBILIDADE
  • Especialistas
  • Nossa linha editorial
  • Todas as editorias
  • Metodologia de Conteúdo
  • Equipe
© 2026 A Revista | Inteligência em Investimentos. Notícias e análises sobre ações, dividendos, fundos imobiliários, renda fixa, petróleo e mercados. Todos os direitos reservados. A Revista pertence à SEO Prime Soluções Web Ltda., CNPJ nº 39.501.110/0001-72. Conteúdo jornalístico e informativo. Publicidade não representa recomendação editorial.

Digite o texto acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.

Entrar ou Registrar

Bem vindo de volta!

Entre na sua conta abaixo.

Esqueceu a senha?