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Início » Últimas Notícias » Juros caem nos EUA e decisão do Copom mantém expectativa no Brasil
Economia

Juros caem nos EUA e decisão do Copom mantém expectativa no Brasil

Com desemprego em alta nos EUA, Fed reduz taxa básica em 0,25 ponto; no Brasil, Copom decide hoje sobre manutenção da Selic em 15%.
Carlos MenezesPor Carlos Menezes18 de setembro de 20253 minutos lidos
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O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, decidiu nesta quarta-feira (18) reduzir em 0,25 ponto percentual a taxa básica de juros do país, fixando o intervalo entre 4% e 4,25% ao ano. A medida ocorre em meio ao aumento do desemprego e à desaceleração da atividade econômica norte-americana.

No Brasil, a atenção se volta para o Comitê de Política Monetária (Copom), que também se reúne nesta chamada “super quarta” para decidir se mantém a Selic em 15% ao ano.

Por que o Fed reduziu os juros

De acordo com o economista Felipe Salto, colunista do Wall e economista-chefe da Warren, a decisão foi motivada pelo duplo mandato do Fed: manter a estabilidade dos preços e garantir níveis adequados de emprego.

  • A inflação acumulada em 12 meses nos EUA está em 2,9%, acima da meta de 2%.

  • O desemprego, por sua vez, vem apresentando alta nos últimos meses.

Diante desse cenário, prevaleceu a preocupação com o mercado de trabalho. Apesar da pressão inflacionária, o Fed optou por estimular a economia.

A redução nos juros americanos pode favorecer o Brasil no curto prazo. Isso porque aumenta o diferencial de juros entre os dois países, atraindo capital estrangeiro por meio do chamado carry trade. Com isso:

  • O real tende a se valorizar frente ao dólar, ajudando no controle da inflação.

  • O fluxo de capitais dá maior fôlego ao Banco Central brasileiro para, no futuro, considerar cortes na Selic.

Segundo Salto, a expectativa é de que o Copom mantenha a Selic em 15% nesta reunião, mas o movimento do Fed pode antecipar apostas de redução a partir de 2025.

Trump x Powell e tensões políticas

A política de juros nos EUA também tem sido palco de embates entre o presidente Donald Trump e Jerome Powell, presidente do Fed. Trump pressiona por cortes mais agressivos, mas a autoridade monetária mantém decisões técnicas. Inclusive, uma diretora do Fed chegou a recorrer à Justiça após tentativa de demissão pela Casa Branca — e já venceu em duas instâncias.

O mercado projeta novos cortes nos EUA, podendo somar até 0,5 ponto percentual até o fim do ano. No Brasil, embora a inflação esteja acima da meta de 3%, as expectativas melhoraram, abrindo espaço para redução dos juros já no início de 2025.

A decisão desta “super quarta” será crucial para orientar investidores sobre os próximos passos da política monetária em meio a um cenário global de incertezas.

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Carlos Menezes
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Carlos Menezes é economista e analista de mercado, com MBA em Finanças pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e mais de 15 anos de experiência acompanhando indicadores econômicos e políticas públicas. Na A Revista, analisa juros, inflação, câmbio, economia e mercados, com atenção às fontes dos dados, ao período de referência e aos efeitos para empresas e investimentos.

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