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Início » Últimas Notícias » Dólar cai para R$ 5,06 com petróleo em baixa e alívio no exterior
Economia

Dólar cai para R$ 5,06 com petróleo em baixa e alívio no exterior

Moeda norte-americana recua no mercado brasileiro com menor procura por proteção, enquanto investidores acompanham o conflito no Oriente Médio e os juros dos Estados Unidos
Mariana DuartePor Mariana Duarte13 de junho de 20264 minutos lidos
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O dólar comercial caiu para a faixa de R$ 5,06 no mercado brasileiro, acompanhando o enfraquecimento da moeda norte-americana no exterior e a redução temporária da procura por ativos considerados seguros.

A cotação registrava queda de aproximadamente 0,77%, mas permanecia sujeita a mudanças ao longo do pregão. O mercado acompanha as negociações relacionadas ao conflito no Oriente Médio, os preços internacionais do petróleo e as expectativas para os juros dos Estados Unidos.

A possibilidade de um avanço diplomático na região diminuiu parte da preocupação dos investidores com uma interrupção no fornecimento mundial de energia. Esse movimento contribuiu para a queda do petróleo e reduziu a busca pelo dólar como proteção contra períodos de maior instabilidade.

Dólar recua para R$ 5,06 no mercado brasileiro

O dólar comercial era negociado por cerca de R$ 5,06, abaixo dos níveis registrados nos pregões anteriores. A moeda chegou a superar R$ 5,17 durante a semana, antes de perder força com a melhora do ambiente internacional.

Na quinta-feira, 11 de junho, a média do dólar comercial para compra ficou próxima de R$ 5,15. Já no dia 12, recuou para aproximadamente R$ 5,08, indicando uma sequência de desvalorização antes de alcançar a região de R$ 5,06.

Cotação observadaValor aproximado
Dólar comercial atualR$ 5,06
Média em 12 de junhoR$ 5,08
Média em 11 de junhoR$ 5,15
Média em 10 de junhoR$ 5,18

Os valores representam referências diferentes do mercado e podem variar conforme o horário, a instituição financeira e o tipo de operação. O dólar turismo, utilizado em viagens e compras de moeda em espécie, normalmente é vendido por um preço superior.

Alívio no exterior reduz procura pela moeda

O recuo do dólar ocorre em um momento de menor aversão ao risco nos mercados internacionais. Quando aumentam as tensões militares ou as preocupações com a economia mundial, investidores costumam direcionar recursos para ativos considerados mais seguros, como a moeda e os títulos públicos dos Estados Unidos.

A expectativa de entendimento no Oriente Médio reduziu parcialmente esse movimento. Com menos procura por proteção, o dólar perdeu força frente a moedas de diferentes países, incluindo o real brasileiro.

Entretanto, o cenário ainda é instável. Uma nova escalada do conflito pode elevar novamente a demanda pela moeda norte-americana e provocar uma recuperação rápida da cotação.

Petróleo em baixa ajuda a pressionar o dólar

A queda dos preços do petróleo também favoreceu o ambiente de menor tensão nos mercados. A commodity recuou após o aumento das expectativas de que um eventual acordo possa diminuir os riscos ao abastecimento internacional.

O petróleo mais barato ajuda a reduzir as preocupações com a inflação global, pois diminui custos ligados a combustíveis, transporte, produção industrial e geração de energia.

Com menor pressão inflacionária, investidores podem aumentar as apostas de que os bancos centrais não precisarão manter juros elevados por tanto tempo. Essa percepção diminui a atratividade dos títulos dos Estados Unidos e pode contribuir para a desvalorização do dólar.

Juros dos Estados Unidos continuam no radar

Apesar da queda para R$ 5,06, o dólar ainda encontra sustentação na política monetária norte-americana. Taxas de juros elevadas nos Estados Unidos tornam os títulos do país mais atrativos e incentivam a entrada de recursos no mercado norte-americano.

Por isso, os próximos dados de inflação, emprego e atividade econômica serão importantes para a direção da moeda. Indicadores mais fortes podem reduzir as expectativas de cortes nos juros e devolver força ao dólar.

Por outro lado, sinais de desaceleração da economia ou de inflação mais controlada podem ampliar as apostas em redução das taxas, pressionando novamente a cotação.

Dólar pode continuar oscilando

A chegada do dólar à faixa de R$ 5,06 não significa que a moeda permanecerá nesse patamar. O câmbio reage rapidamente a notícias políticas, econômicas e geopolíticas.

Entre os principais fatores monitorados estão o conflito no Oriente Médio, os preços do petróleo, as decisões do Federal Reserve e a entrada ou saída de investimentos estrangeiros do Brasil.

No curto prazo, a continuidade do alívio internacional pode manter o dólar pressionado. Uma piora do cenário externo, entretanto, pode interromper a queda e provocar novas altas.

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Mariana Duarte
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Mariana Duarte é jornalista formada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com mais de 10 anos de experiência em redações de portais nacionais e especialização em jornalismo digital. Na A Revista, acompanha economia, empresas, mercados e tecnologia ligada a negócios. Trabalha com linguagem acessível, atribuição de fontes e verificação de dados e documentos.

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