O PML11, antigo Mall11, voltou ao radar dos investidores após uma forte valorização das cotas nos últimos dias. O movimento foi impulsionado principalmente pela venda do Boulevard Shopping Bauru, operação que elevou o patamar de distribuição do fundo para R$ 1 por cota, valor que deve ser mantido ao longo de todo o semestre, segundo projeções da gestão.
Negociado recentemente em torno de R$ 107 por cota, o fundo reagiu positivamente à melhora no fluxo de caixa, ao fortalecimento do balanço patrimonial e à recuperação de indicadores operacionais, especialmente a inadimplência, que vinha pressionando os resultados em períodos anteriores.
Venda estratégica fortalece caixa e resultado do fundo
A alienação do Boulevard Bauru foi concluída com lucro aproximado de R$ 0,58 por cota, reforçando a estratégia da gestão de rotacionar ativos e concentrar o portfólio em shoppings mais consolidados.
Com a operação, o fundo ganhou fôlego financeiro para sustentar uma distribuição mais robusta, mesmo em um cenário macroeconômico ainda desafiador para o setor imobiliário.
No relatório mais recente (base dezembro), o fundo registrou:
- Receita: R$ 1,8 por cota
- Resultado: R$ 0,69 por cota
- Distribuição: R$ 0,86 por cota (antes do novo patamar)
- Reserva de resultados: cerca de R$ 0,72 por cota
A expectativa da gestão é que, já neste primeiro semestre, o resultado recorrente fique próximo de R$ 0,95, somado a R$ 0,10 de resultado não recorrente, sustentando a distribuição mensal de R$ 1 por cota.
Portfólio com 15 shoppings e melhora operacional
Atualmente, o PML11 possui participação em 15 shoppings centers, com foco em ativos regionais e consolidados. Entre os destaques operacionais do período estão:
- Recuperação relevante da inadimplência, contribuindo para a alta do resultado operacional
- Taxa de ocupação próxima de 95%, uma das melhores dos últimos três anos
- Crescimento das vendas: alta de 7,6% no acumulado do ano
- NOI (resultado operacional líquido) em expansão, impulsionado pela normalização dos recebíveis
Mesmo com crescimento mais moderado das vendas no comparativo mensal, o desempenho anual mostra evolução consistente, refletindo maior eficiência operacional dos ativos.
Reavaliação de ativos pesa, mas sem estresse no balanço
Assim como outros fundos de shoppings, o PML11 passou por reavaliação patrimonial, que indicou uma queda média de 4,7% no valor dos ativos. Os maiores impactos negativos vieram do Shopping Metropolitano Barra e do Madureira Shopping.
Apesar disso, o fundo mantém um balanço patrimonial considerado confortável, com:
- Alavancagem ao redor de 10%, nível baixo para o segmento
- Caixa suficiente para cumprir obrigações futuras
- Fluxo de dívidas considerado tranquilo para os próximos anos
A gestão reforça que, em um ambiente de juros ainda elevados, revisões negativas de valor são esperadas no setor, sem necessariamente comprometer a geração de caixa no curto prazo.
Liquidez elevada e interesse renovado do mercado
Outro ponto positivo é a liquidez diária, próxima de R$ 5 milhões, o que facilita a entrada e saída de investidores. O fundo conta atualmente com cerca de 126 mil cotistas, número que tende a crescer com a retomada do interesse após o anúncio do novo patamar de dividendos.
Com a venda de ativos concluída, indicadores operacionais em recuperação e distribuição elevada, o PML11 volta a se posicionar como um fundo defensivo dentro do segmento de shoppings, especialmente para investidores focados em renda mensal.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias da A Revista no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.






