A Petrobras (PETR3; PETR4) registrou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados pela companhia. O resultado representa alta de 110% em relação ao quarto trimestre de 2025, mas queda de 7,2% na comparação com o mesmo período de 2025.
O desempenho foi sustentado pelo aumento da produção própria, maior volume de vendas de derivados e cenário mais favorável para o petróleo. A companhia também informou EBITDA ajustado de R$ 59,6 bilhões e fluxo de caixa operacional de R$ 44 bilhões no período.
Dividendos somam R$ 9 bilhões
Junto com o balanço, a Petrobras aprovou R$ 9 bilhões em remuneração aos acionistas, integralmente na forma de juros sobre capital próprio. O valor equivale a R$ 0,70097272 por ação, dividido em duas parcelas.
| Informação | Detalhe |
|---|---|
| Valor total aprovado | R$ 9 bilhões |
| Valor por ação | R$ 0,70097272 |
| 1ª parcela | R$ 0,35048636 |
| Pagamento da 1ª parcela | 20 de agosto de 2026 |
| 2ª parcela | R$ 0,35048636 |
| Pagamento da 2ª parcela | 21 de setembro de 2026 |
| Data-base na B3 | 1º de junho de 2026 |
| Ações ex-direitos | 2 de junho de 2026 |
Pré-sal e refino sustentam resultado
O pré-sal segue como principal motor operacional da Petrobras. Campos como Búzios e Mero continuam relevantes para ampliar a produção e compensar o declínio natural de áreas maduras.
No refino, a alta utilização das refinarias ajudou a elevar a produção de derivados, como diesel, gasolina e querosene de aviação. Esse ponto é importante porque a Petrobras não depende apenas da extração de petróleo, mas também da venda de combustíveis no mercado interno.
O que preocupa o mercado
Apesar do lucro robusto e dos dividendos, investidores seguem atentos a três fatores: endividamento, política de preços e volume de investimentos. A XP destacou que o capital de giro pressionou o fluxo de caixa livre e que o dividend yield anunciado ficou em torno de 1,4% a 1,5%.
Além disso, por ser uma estatal, a Petrobras costuma negociar com desconto em relação a outras petroleiras. O mercado precifica riscos ligados ao controlador, à política de combustíveis e à volatilidade do Brent.
Petrobras ainda vale a pena?
A Petrobras continua sendo uma das ações mais observadas da Bolsa por quem busca dividendos. O lucro bilionário e o pagamento de proventos reforçam a tese de geração de caixa, mas PETR4 exige acompanhamento constante.
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