A Klabin (KLBN11) divulgou seu resultado referente ao terceiro trimestre de 2025, mostrando crescimento expressivo nas vendas, margens sólidas e redução do endividamento líquido. A companhia, que possui um modelo de negócios integrado e verticalizado — da floresta à produção final —, reforçou sua eficiência e resiliência mesmo em um cenário de juros elevados e demanda global mais fraca por celulose.
Com florestas próprias de pinos e eucalipto, a empresa utiliza parte da produção de celulose internamente e vende o excedente no mercado externo. Essa integração garante maior controle de custos e qualidade, além de diversificação entre papéis, embalagens, sacos industriais e papelão ondulado — segmentos que respondem por cerca de 70% das vendas destinadas à indústria alimentícia, setor considerado defensivo e de crescimento contínuo no Brasil.
Produção e vendas crescem mesmo com queda nos preços da celulose
A Klabin vendeu 1,67 milhão de toneladas no 3T25, alta de 14% em relação ao mesmo período de 2024, sendo 54% das vendas no mercado interno e 46% no mercado externo.
O destaque ficou para o avanço no volume de celulose (+25%), seguido por papéis (+10%) e embalagens (+8%).
Mesmo com uma queda de 22% no preço da celulose por tonelada, a receita líquida total cresceu 9% em 12 meses, alcançando R$ 5,4 bilhões. O desempenho foi impulsionado pelos aumentos de preços em embalagens (+11%) e papelão ondulado (+13%), o que compensou a desvalorização da celulose no mercado internacional.
EBITDA ajustado avança 17% e geração de caixa impressiona
O EBITDA ajustado da Klabin atingiu R$ 2,1 bilhões, crescimento de 17% na comparação anual. O resultado reflete o controle de custos operacionais e administrativos, aliado à expansão do volume e à melhora nos preços médios de venda.
A geração de caixa livre ajustada somou R$ 1,6 bilhão, alta de 23% em relação ao mesmo trimestre de 2024. No acumulado de 12 meses, a Klabin gerou R$ 4,4 bilhões, consolidando sua posição como uma das empresas mais rentáveis do setor.
Endividamento em queda e expectativa de desalavancagem
O endividamento bruto da Klabin recuou, enquanto o caixa aumentou de R$ 8 bilhões para R$ 9,7 bilhões, levando a uma redução da alavancagem de 3,7x para 3,3x.
A expectativa é de que o indicador chegue a 3,0x até o fim de 2025, abrindo espaço para maiores distribuições de dividendos.
Além disso, os investimentos recuaram de R$ 800 milhões no 3T24 para R$ 550 milhões, o que deve acelerar o processo de desalavancagem financeira e fortalecer a geração de valor para os acionistas.
Proventos trimestrais reforçam consistência e previsibilidade
A Klabin anunciou R$ 318 milhões em proventos referentes ao 3T25, equivalentes a 15% do EBITDA ajustado, dentro da faixa prevista em sua nova política de payout (10% a 20%).
Os pagamentos serão feitos em 19 de novembro, com data-com em 7 de novembro.
O valor corresponde a R$ 0,05 por ação KLBN3 e KLBN4, e R$ 0,26 por unit KLBN11, resultando em um dividend yield líquido de 1,44% com base na cotação atual.
A empresa também deve anunciar novos proventos em novembro e dezembro, mantendo o ritmo trimestral que já se tornou marca de sua política de remuneração ao acionista.
Perspectivas: fundamentos sólidos e potencial de valorização
Mesmo com a queda no preço da celulose — 21% em dólar e 29% na fibra curta —, a Klabin demonstrou resiliência operacional, controle de custos e aumento de eficiência produtiva.
A empresa segue líder nos principais segmentos: papel kraft (60% de market share), cartão (40%) e sacos industriais (51%), com ampla presença no mercado interno e externo.
Com fluxo de caixa livre yield de 12,6% e endividamento em trajetória de queda, a Klabin mantém fundamentos robustos. A expectativa é que, com a recuperação gradual dos preços internacionais da celulose, as margens e o potencial de dividendos aumentem ao longo de 2026.
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