O setor bancário brasileiro segue como um dos mais sólidos e perenes da economia. Considerado essencial para o funcionamento do país, o sistema financeiro atua como intermediador entre quem tem recursos e quem precisa de crédito — seja para empreender, financiar imóveis ou consumir. Assim como energia e saneamento, os bancos são parte dos setores chamados perenes, ou seja, aqueles que dificilmente deixam de ser demandados, independentemente do cenário econômico.
A importância do setor é tamanha que, mesmo durante crises como as de 2008, 2016 e 2020, os bancos continuaram operando normalmente e mantendo a base do sistema transacional brasileiro. Por isso, investir em bancos é, historicamente, uma das estratégias mais recorrentes entre investidores que buscam renda previsível e estabilidade.
Desempenho do setor: 10 anos de rentabilidade positiva
Dados históricos da B3 mostram que o setor financeiro acumula 128% de valorização nos últimos 10 anos, ficando atrás apenas de tecnologia e energia elétrica — segmentos também considerados estratégicos. O levantamento mostra que, mesmo em períodos de alta volatilidade, as instituições financeiras mantêm crescimento sustentado, devido à sua relevância e capacidade de geração de lucro.
Nos Estados Unidos, o cenário é semelhante: o setor financeiro figura entre os mais consistentes em rentabilidade, atrás apenas do segmento de tecnologia impulsionado pela revolução da inteligência artificial. Com o aumento de data centers e a digitalização global, tanto bancos quanto companhias de energia seguem como pilares da nova economia.
Ranking dos melhores bancos para investir em 2025
O levantamento considera indicadores como ROE (retorno sobre patrimônio líquido), ROA (retorno sobre ativos), P/L (preço/lucro) e payout — métricas que ajudam a identificar bancos lucrativos, eficientes e sustentáveis. Confira a classificação com base nesses fundamentos:
1. BTG Pactual (BPAC11) – líder em performance e crescimento
O BTG Pactual é destaque entre os bancos de investimento. Com ROA de 2,6% e ROE acima de 20%, apresenta rentabilidade superior à média do setor. Mesmo com um P/L de 13, considerado mais alto, o desempenho consistente e a expansão do lucro desde 2020 o colocam como um dos melhores bancos do país. É uma opção sólida para quem busca crescimento e eficiência operacional.
2. Itaú Unibanco (ITUB4) – referência de estabilidade
O Itaú mantém ROE médio de 19% e ROA acima de 1,5%, sendo o maior banco privado do país. Seu payout elevado (70%) garante pagamentos regulares de dividendos. Apesar do preço considerado justo, o Itaú continua sendo o banco mais estável da Bolsa, ideal para investidores conservadores e de longo prazo.
3. Banco do Brasil (BBAS3) – estatal descontada e lucrativa
Mesmo enfrentando desafios no crédito agropecuário, o Banco do Brasil mantém indicadores sólidos, com P/L de 5 e dividend yield superior a 7%. Seu desconto em relação aos pares privados cria uma margem de segurança interessante para investidores que buscam valor e potencial de valorização futura.
4. Bradesco (BBDC4) – em recuperação
Após um período de queda no lucro e aumento da inadimplência, o Bradesco voltou a mostrar sinais de recuperação, com ROE de 12% e ROA próximo de 1%. A expectativa é que o banco volte a crescer com a normalização do crédito corporativo e da sua seguradora, uma das mais lucrativas do país.
5. Banco ABC (ABCB4) – foco em empresas e boa eficiência
Com ROE de 16% e ROA acima de 1%, o Banco ABC se destaca pelo foco no crédito corporativo e pela gestão eficiente de risco. Mesmo sem a força das grandes instituições, apresenta valuation atrativo e potencial de valorização para quem busca diversificação em bancos médios.
Bancos medianos e com risco-retorno moderado
Entre os bancos menores, Banrisul (BRSR6), Banco Pan (BPAN4) e Banco BMG (BMGB4) aparecem como opções com maior risco. Apesar de apresentarem dividendos elevados, o retorno sobre ativos e a rentabilidade histórica são inferiores, o que limita o potencial de longo prazo.
Outros bancos regionais, como Banco da Amazônia (BASA3) e Banco Pine (PINE4), também exibem múltiplos descontados, mas exigem análise qualitativa mais profunda antes de qualquer investimento, principalmente devido à volatilidade e à dependência de nichos específicos, como o agronegócio.
Bancos continuam sendo setor-chave para investidores
Mesmo com a ascensão de fintechs e bancos digitais, as grandes instituições financeiras seguem dominando o mercado de crédito e a rentabilidade da Bolsa. A combinação de solidez, regulação e geração de dividendos torna o setor bancário um dos pilares da renda passiva no Brasil.
Para 2025, Itaú, BTG Pactual, Banco do Brasil, Bradesco e Banco ABC aparecem como as principais apostas, equilibrando segurança, crescimento e distribuição de lucros. O setor financeiro permanece, assim, como uma das melhores oportunidades de investimento perene e previsível para o longo prazo.
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