A CSN Mineração (CMIN3) encerrou o terceiro trimestre de 2025 com números expressivos. O lucro líquido saltou para R$ 696 milhões, representando um crescimento de 500% em relação ao segundo trimestre, quando havia registrado R$ 116 milhões. Em comparação ao mesmo período de 2024, o avanço foi de 56%, reflexo direto do aumento nas vendas e da valorização do minério de ferro no mercado internacional.
A receita líquida atingiu R$ 4,4 bilhões, um crescimento de 30% sobre o trimestre anterior e 48% na base anual, mostrando a força do desempenho operacional da companhia. O lucro bruto cresceu 71% em relação ao 2T25 e 93% ante o 3T24, reforçando o impacto positivo das exportações.
Exportações sustentam o crescimento
O volume de vendas de minério de ferro cresceu 4,8% em relação ao trimestre anterior e mais de 4% na comparação anual. O destaque ficou por conta das exportações, que continuam sendo o principal motor da receita da empresa. O mercado interno apresentou retração, mas com baixa relevância para o resultado consolidado da companhia.
Além disso, o Ebitda ajustado alcançou R$ 1,9 bilhão, superando as projeções de analistas que esperavam algo entre R$ 1,6 bilhão e R$ 1,7 bilhão. O desempenho robusto confirma a eficiência operacional e o controle de custos da CSN Mineração, mesmo em um ambiente de maior tributação e volatilidade cambial.
Caixa forte e endividamento negativo
A mineradora segue apresentando uma das melhores estruturas financeiras da Bolsa. O caixa consolidado atingiu R$ 13,6 bilhões, e a alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda ficou em –0,59, indicando que a companhia possui mais dinheiro em caixa do que dívidas.
Desde o IPO em 2021, a CSN Mineração mantém uma política conservadora de endividamento, priorizando geração de caixa e investimentos seletivos. No trimestre, o capex totalizou R$ 600 milhões, voltado principalmente à manutenção de ativos e aumento de eficiência operacional.
Dividendos e JCP: mais dinheiro ao acionista
Na noite de 4 de novembro, a companhia aprovou a distribuição de R$ 903 milhões em proventos, divididos entre dividendos e juros sobre capital próprio (JCP).
Dividendos: R$ 424 milhões, equivalente a R$ 0,07 por ação.
JCP: R$ 479 milhões, equivalente a R$ 0,08 por ação bruta (com IR retido na fonte).
Os investidores posicionados até o fechamento do pregão de 7 de novembro terão direito aos proventos, cujo pagamento está agendado para 19 de novembro de 2025.
Mesmo com o forte caixa, analistas avaliam que a empresa poderia distribuir ainda mais dividendos, já que mantém ampla folga financeira. Ainda assim, o patamar atual reforça o compromisso da CSN Mineração com o retorno ao acionista.
O bom momento operacional e o equilíbrio financeiro colocam a CSN Mineração em posição favorável para 2026. O foco da gestão permanece na expansão das exportações e no controle de custos, enquanto o mercado aguarda as discussões sobre eventual tributação de dividendos e seus possíveis impactos no lucro líquido das companhias do setor.
Com endividamento negativo, fluxo de caixa saudável e valorização do minério de ferro, a empresa segue entre as mais sólidas do setor de commodities no Brasil, reforçando sua reputação como uma das mineradoras mais eficientes da Bolsa.
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