A ação preferencial da Cemig (CMIG4) é negociada atualmente próxima de R$ 11,70 a R$ 11,80, acumulando valorização próxima de 35% nos últimos 10 meses e cerca de 22% em 12 meses.
Mesmo após o rali recente, o papel segue com múltiplos considerados moderados para o setor elétrico.
Indicadores atualizados
| Indicador | Valor aproximado |
|---|---|
| Cotação atual | R$ 11,76 |
| Valorização 12 meses | +22% |
| Valorização 10 meses | +35% |
| Dividend Yield (12m) | ~14% |
| Lucro por ação (LPA) | R$ 1,41 |
| P/L | ~7,8 |
| Valor Patrimonial por ação | R$ 10,04 |
| Dívida líquida/EBITDA | ~1,76x |
| Valor de mercado | ~R$ 36 bilhões |
| Preço-alvo médio | R$ 11,99 |
Com P/L abaixo de 8 vezes, a ação ainda negocia com desconto frente à média histórica do setor, mas já está próxima do consenso de preço justo de curto prazo.
Dividendos continuam sendo o principal atrativo
O grande destaque da CMIG4 em 2026 segue sendo o retorno em dividendos.
O dividend yield acumulado nos últimos 12 meses gira em torno de 14%, colocando a empresa entre as maiores pagadoras da Bolsa.
A política de distribuição tem incluído dividendos e juros sobre capital próprio (JCP), com eventos relevantes anunciados para os próximos ciclos, inclusive pagamentos programados com datas futuras já definidas.
Apesar de parte do mercado criticar o intervalo entre data-com e pagamento em alguns casos, a companhia vem mantendo consistência na geração de caixa e distribuição.
O payout elevado é sustentado por:
Forte geração operacional
Controle de custos
Estratégia de investimentos focada em expansão regulada
Disciplina na alocação de capital
Alavancagem sobe, mas dentro de patamar administrável
Entre 2020 e 2024, a alavancagem da Cemig ficou abaixo de 1,3x dívida líquida/EBITDA.
Em 2025, o indicador subiu para aproximadamente 1,76x, maior nível recente.
Esse aumento está diretamente ligado ao maior ciclo de investimentos da história recente da companhia.
Desde 2018, o volume de investimentos cresceu cerca de seis vezes, com alta de aproximadamente 17% apenas nos últimos meses. A estratégia busca fortalecer:
Geração
Transmissão
Distribuição
Geração distribuída
Gás
O objetivo é garantir sustentabilidade operacional e manutenção de dividendos elevados até a próxima década.
Mesmo com a elevação da dívida, o nível ainda é considerado saudável para empresas do setor elétrico, tradicionalmente intensivo em capital.
Mudança na base acionária reforça interesse institucional
A composição acionária passou por ajustes relevantes recentemente, com aumento de participação de investidores institucionais estrangeiros e fundos relevantes.
Esse movimento indica que o papel continua atraente para investidores de grande porte, especialmente em cenário de busca por ativos defensivos e geradores de caixa.
Ações alugadas e pressão vendedora
O percentual de ações alugadas está próximo de 3%, abaixo dos picos observados anteriormente, quando se aproximou de 5%.
Historicamente, a redução do aluguel ocorre quando a ação sobe, pois investidores vendidos encerram posições para evitar prejuízos. O nível atual indica pressão moderada de venda.
Valuation: barato ou já no preço?
A avaliação depende do método utilizado.
Pelo critério baseado em lucro e fundamentos clássicos, a ação poderia indicar potencial superior ao preço atual. Já pelo método focado exclusivamente em dividendos, o preço está próximo do teto ideal para novas entradas.
O consenso de mercado aponta preço-alvo médio próximo de R$ 11,99, praticamente no nível atual de negociação.
Isso sugere que:
O mercado já precificou boa parte do cenário positivo.
Novas altas dependem de gatilhos adicionais.
Correções podem abrir novas oportunidades de entrada.
CMIG4 ainda vale a pena em 2026?
A Cemig reúne características importantes:
Pontos fortes
Dividend yield elevado
Setor defensivo
Plano robusto de investimentos
Alavancagem ainda controlada
Forte presença institucional
Pontos de atenção
Ação próxima ao preço-alvo médio
Setor elétrico já valorizado
Crescimento depende de execução eficiente do capex
Para quem busca renda passiva consistente, CMIG4 segue como uma das principais opções do setor elétrico.
Para novas entradas, o investidor pode avaliar se prefere aguardar correções para melhorar margem de segurança.
A decisão final depende do perfil e da estratégia: renda imediata ou ganho de capital adicional.
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