O movimento mais recente de um investidor que publica semanalmente seus aportes chamou atenção: mais um aporte pesado em Banco do Brasil (BBAS3) mesmo em meio à forte queda da ação, que voltou a negociar próxima dos R$ 22, acumulando retração significativa desde as máximas próximas de R$ 29.
Segundo ele — e como mostrou em detalhes — é justamente nos momentos de queda que o preço “importa mais do que nunca”, principalmente para quem mira renda passiva crescente no longo prazo.
Aporte semanal e evolução da carteira previdenciária
A carteira pública, criada com aportes semanais de R$ 200, chegou ao segundo mês com:
47 ações de Banco do Brasil
12 ações de BB Seguridade
Patrimônio total de R$ 1.442
Aportes sequenciais desde outubro (R$ 800 por mês)
O reforço mais recente incluiu:
Compra de 10 novas ações ao preço de R$ 22,08, ampliando a posição para quase R$ 1.000 só em BBAS3.
O investidor mantém a estratégia simples: comprar semanalmente empresas boas, lucrativas, perenes e descontadas, dando preferência a bancos, seguradoras, saneamento e energia elétrica.
Dividendos e juro sobre capital próprio: o que vem aí?
O Banco do Brasil tem um JCP já confirmado, com:
Data-com: 1º de dezembro
Pagamento: 11 de dezembro
Valor: R$ 0,07 por ação
Na corretora utilizada pelo investidor, há antecipação automática de proventos: ele já receberá os valores no dia 2 de dezembro, e não na data oficial do banco.
Além disso, o dia 19 de novembro pode trazer um novo anúncio:
Possível JCP antecipado referente ao 4T
Mas há chance de cancelamento devido à piora dos resultados recentes
Caso seja adiado, os proventos ficariam para fevereiro de 2025, no pagamento complementar do 4T24.
Por que comprar agora? A matemática do preço importa
O ponto central da análise é o impacto do preço de compra no yield on cost, ou seja, o retorno de dividendos baseado no preço médio do investidor.
O estudo comparou quatro cenários usando um aporte de R$ 1.000:
1) Comprar BBAS3 a R$ 29
Compra: 34 ações
Dividendos (voltando a R$ 2,60/ação): R$ 88,40
Yield on cost: 8,9%
2) Comprar a R$ 25
Compra: 40 ações
Dividendos: R$ 104
Yield on cost: 10,4%
3) Comprar a R$ 22
Compra: 45 ações
Dividendos: R$ 117
Yield on cost: 11,7%
4) Comprar a R$ 18,50
Compra: 54 ações
Dividendos: R$ 140
Yield on cost: 14%
Resultado: comprar nas quedas turbina a renda futura e aumenta o número de ações acumuladas. Quando o lucro do banco voltar, o mercado tende a reprecificar o papel, trazendo não só maiores dividendos, mas também valorização das cotas.
Queda forte? Veja o potencial de recuperação
A ação já caiu quase 40% desde o topo recente. Para voltar ao preço original, seria necessário:
Recuperação de aproximadamente 66%
Segundo o investidor, quem compra com medo perde oportunidades. Ele comparou ao caso do Bradesco (BBDC4), que subiu 70% após longo período de desvalorização.
BBAS3 está barato? Veja o valor justo segundo grandes investidores
O investidor analisou a planilha que ranqueia ações baratas com base em metodologias consagradas:
Método de Décio Bazin
Valor justo: R$ 31
Ranking: 18º lugar
Margem de segurança: 40%
Benjamin Graham
Valor justo: R$ 40
Ranking: 19º
Margem de segurança: 81%
Peter Lynch
BBAS3 aparece como “valor justo”, sem grande desconto
Magic Formula (Joel Greenblatt)
Banco do Brasil aparece apenas na 46ª posição
O resumo é claro: BBAS3 não é unanimemente a ação mais barata da Bolsa, mas segundo Graham e Bazin, o papel está com desconto relevante para um banco altamente lucrativo e com histórico consistente de dividendos.
Longo prazo, renda passiva e consistência
O investidor reforça que:
Não recomenda ativos
Apenas mostra sua estratégia pessoal
Investe semanalmente independentemente do humor do mercado
Busca renda crescente ao longo dos anos
Mantém foco em ativos sólidos que pagam bem quando o lucro sobe
Segundo ele, muitos seguidores temem continuar comprando em queda, e sua intenção é mostrar que:
“Preço importa. E investir contra a manada faz diferença no longo prazo.”
Mesmo enfrentando lucros fracos e volatilidade recente, Banco do Brasil segue no radar dos investidores que buscam alto retorno em dividendos, forte potencial de valorização e um payout historicamente consistente.
Com metodologias clássicas apontando valor justo acima da cotação atual e o yield on cost ficando cada vez mais atrativo, o movimento de comprar na baixa ganha força — especialmente para quem investe com foco previdenciário.
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