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Início » Últimas Notícias » VALE3 perto de R$ 78 ainda vale a pena com avanço do cobre?
Ações

VALE3 perto de R$ 78 ainda vale a pena com avanço do cobre?

Vale apresenta crescimento na produção, melhora preços realizados e amplia sua estratégia em cobre e níquel, mas ação continua dependente do minério de ferro
Mariana DuartePor Mariana Duarte3 de julho de 20264 minutos lidos
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As ações da Vale voltaram ao radar dos investidores após uma sequência de oscilações próximas da faixa de R$ 78. Por volta das 11h26 desta sexta-feira, 3 de julho de 2026, VALE3 era negociada a aproximadamente R$ 78,30, com máxima de R$ 78,62 e mínima de R$ 78,01 durante a sessão. No dia anterior, o papel havia fechado a R$ 78,24.

O esboço que originou esta análise apresenta um preço-teto pessoal de R$ 75 para a ação, elevado anteriormente de R$ 72. Esse valor não é uma projeção oficial da Vale nem representa necessariamente o consenso dos analistas. Trata-se de uma estimativa individual utilizada como referência para aportes.

Considerando a cotação de R$ 78,30, uma queda até R$ 75 corresponderia a uma desvalorização aproximada de 4,21%.

IndicadorValor
Cotação de VALE3 em 3 de julhoR$ 78,30
Fechamento em 2 de julhoR$ 78,24
Preço-teto citado no esboçoR$ 75,00
Distância até R$ 754,21%
Produção de minério no 1T2669,7 milhões de toneladas
Produção de cobre no 1T26102,3 mil toneladas
Produção de níquel no 1T2649,3 mil toneladas

Produção de minério de ferro cresceu no primeiro trimestre

A Vale produziu 69,7 milhões de toneladas de minério de ferro no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 3% em comparação com o mesmo período de 2025. O resultado foi favorecido pelos recordes de produção em S11D e Brucutu, além do avanço gradual dos projetos Capanema e VGR1.

As vendas de minério de ferro alcançaram 68,7 milhões de toneladas, aumento anual de 4%. A produção de pelotas também avançou 14%, para 8,2 milhões de toneladas, apoiada pelo desempenho das unidades de pelotização de Tubarão.

O minério de ferro permanece como o principal negócio da Vale. Dessa forma, a cotação de VALE3 continua bastante sensível à demanda da China, ao preço internacional da commodity, ao câmbio e aos custos de produção.

Cobre e níquel ampliam espaço na estratégia da Vale

Além do minério de ferro, a Vale vem aumentando a produção de metais considerados importantes para a eletrificação e para a expansão da infraestrutura de energia.

A produção de cobre atingiu 102,3 mil toneladas no primeiro trimestre de 2026, alta de 13% sobre o mesmo período do ano anterior. Já a produção de níquel somou 49,3 mil toneladas, crescimento de 12%. As vendas desses metais avançaram 11% e 15%, respectivamente.

Os preços realizados também ajudaram os resultados. O preço médio do cobre vendido pela Vale chegou a US$ 13.143 por tonelada, avanço anual de 48%. No níquel, o preço realizado subiu 6%, para US$ 17.015 por tonelada. O minério de ferro fino foi comercializado por uma média de US$ 95,80 por tonelada, valor 5,5% superior ao registrado um ano antes.

Ebitda da Vale cresceu 21%

A melhora operacional e os preços mais favoráveis contribuíram para que o Ebitda proforma da Vale alcançasse US$ 3,9 bilhões no primeiro trimestre de 2026. O resultado representou crescimento de 21% em relação ao mesmo trimestre de 2025.

Os números mostram que a tese de investimento não depende apenas de uma eventual queda da ação até determinado preço. A capacidade de aumentar a produção, controlar custos e ampliar a participação do cobre será decisiva para os resultados futuros.

Vale quer dobrar capacidade de cobre até 2035

No Vale Day 2025, a companhia informou que pretende duplicar sua capacidade de produção de cobre até 2035. O plano está ligado principalmente à expansão dos ativos existentes e ao desenvolvimento de novos projetos na região de Carajás.

Em 2025, a produção de minério de ferro da Vale alcançou 336,1 milhões de toneladas, maior nível desde 2018 e crescimento de 2,6% sobre 2024. O resultado também superou a produção das operações da Rio Tinto na região australiana de Pilbara.

A produção de cobre chegou a 382,4 mil toneladas em 2025, enquanto o níquel totalizou aproximadamente 177 mil toneladas. No quarto trimestre, o cobre atingiu 108,1 mil toneladas, maior volume trimestral desde 2018.

VALE3 ainda vale a pena?

VALE3 apresenta fundamentos positivos, como crescimento da produção, melhora do Ebitda e expansão dos negócios de cobre e níquel. A companhia também mantém ativos de elevada escala e custos competitivos no minério de ferro.

Por outro lado, a ação continua exposta à desaceleração chinesa, à volatilidade das commodities, ao aumento da oferta global de minério e aos investimentos necessários para executar seus projetos.

Na faixa de R$ 78, VALE3 está cerca de 4% acima do preço-teto pessoal de R$ 75 citado no esboço. Para investidores que exigem maior margem de segurança, aguardar preços mais baixos pode ser uma estratégia. Para quem possui horizonte longo, o crescimento do cobre e a geração de caixa da mineração continuam sendo os principais pontos da tese

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Mariana Duarte
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Mariana Duarte é jornalista formada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com mais de 10 anos de experiência em redações de portais nacionais e especialização em jornalismo digital. Na A Revista, acompanha economia, empresas, mercados e tecnologia ligada a negócios. Trabalha com linguagem acessível, atribuição de fontes e verificação de dados e documentos.

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