A PRIO (PRIO3) voltou a chamar atenção do mercado financeiro após divulgar resultados considerados acima das expectativas no primeiro trimestre de 2026. A companhia entregou crescimento acelerado da produção, forte expansão da receita e redução significativa nos custos operacionais, reforçando sua posição entre as petroleiras mais eficientes da Bolsa brasileira.
O lucro líquido da companhia alcançou US$ 460 milhões no 1T26, avanço de 33% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o EBITDA ajustado somou US$ 852 milhões, representando crescimento de 91% na comparação anual. A receita líquida atingiu US$ 1,2 bilhão, alta de 67%.
O resultado veio impulsionado principalmente pelo aumento da produção, melhora operacional dos campos e início da operação em Wahoo, considerado um dos projetos mais importantes da companhia atualmente.
Produção recorde impulsiona resultados da companhia
A produção média da PRIO atingiu 155,4 mil barris por dia no trimestre, representando crescimento de 42% na comparação anual. O número marcou um novo recorde operacional para a empresa.
Além disso, as vendas totais chegaram a 14,8 milhões de barris, avanço de 45% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo analistas, o crescimento foi sustentado principalmente pela incorporação adicional do campo de Peregrino, evolução operacional em Albacora Leste e avanço dos ativos do cluster Valente.
O principal destaque do trimestre foi o início da produção do campo de Wahoo, com o primeiro óleo extraído em março. Até o momento, três poços já foram conectados, enquanto o quarto poço deve entrar em operação nos próximos meses, ampliando ainda mais a capacidade produtiva da companhia.
Queda do lifting cost reforça eficiência operacional
Outro fator que chamou atenção do mercado foi a forte redução do lifting cost, indicador que mede o custo de extração por barril produzido.
A PRIO conseguiu reduzir o lifting cost para US$ 9,4 por barril no trimestre, uma queda de aproximadamente 26% em relação ao trimestre anterior.
Segundo analistas, a redução ocorreu principalmente por conta da diluição dos custos fixos com o aumento da produção e pela otimização operacional nos campos adquiridos recentemente.
A empresa também manteve níveis elevados de eficiência operacional, considerados acima da média do setor offshore. Em alguns ativos, a eficiência ficou próxima de 98%, reforçando a reputação da companhia em execução operacional.
Mercado vê potencial de forte geração de caixa
A combinação entre petróleo elevado, crescimento da produção e redução de custos aumentou as projeções de geração de caixa da companhia para os próximos trimestres.
Analistas apontam que a PRIO segue avançando rapidamente em desalavancagem financeira. A dívida líquida da companhia encerrou o trimestre em aproximadamente US$ 4,4 bilhões, mas a expectativa é de melhora significativa ao longo de 2026 caso o petróleo permaneça em níveis elevados.
O mercado também acompanha a possibilidade de maior distribuição de dividendos nos próximos anos, especialmente diante do forte potencial de geração de caixa operacional.
Ações da PRIO seguem entre as mais observadas da Bolsa
Mesmo após a forte valorização recente, PRIO3 continua no radar de investidores que buscam exposição ao setor de petróleo com foco em eficiência operacional e crescimento.
A empresa vem sendo reconhecida pelo mercado pela capacidade de aumentar produção, reduzir custos e acelerar projetos estratégicos antes do prazo inicialmente esperado.
Especialistas destacam que o desempenho futuro continuará diretamente ligado ao comportamento do petróleo Brent, ao dólar e à continuidade da execução operacional da companhia.
Ainda assim, os números do 1T26 reforçaram a percepção de que a PRIO atravessa uma das fases mais fortes de sua história recente.
Principais números da PRIO no 1T26
| Indicador | Resultado |
|---|---|
| Lucro líquido | US$ 460 milhões |
| Crescimento do lucro | +33% |
| EBITDA ajustado | US$ 852 milhões |
| Crescimento do EBITDA | +91% |
| Receita líquida | US$ 1,2 bilhão |
| Crescimento da receita | +67% |
| Produção média | 155,4 mil barris/dia |
| Crescimento da produção | +42% |
| Lifting cost | US$ 9,4 por barril |
| Redução do lifting cost | -26% |
Wahoo pode impulsionar ainda mais os próximos resultados
Analistas do setor acreditam que os próximos trimestres podem trazer números ainda mais fortes para a companhia.
Isso porque o impacto operacional de Wahoo ainda apareceu apenas parcialmente nos números do primeiro trimestre. Com todos os poços operando ao longo do 2T26, a expectativa é de avanço adicional na produção e maior diluição de custos.
Além disso, o cenário internacional segue favorecendo as petroleiras, com preços elevados do Brent sustentando margens robustas para companhias com custos operacionais mais baixos.
Para investidores, PRIO3 continua sendo uma das ações mais acompanhadas do setor de petróleo na Bolsa brasileira em 2026.
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