Fechar Menu
A Revista | Inteligência em Investimentos
  • Ações
  • Dividendos
  • Fundos Imobiliários
  • Renda Fixa
  • Quanto Rende
  • Bolsa Hoje
  • Petróleo
  • Criptomoedas
Facebook X (Twitter) Instagram YouTube WhatsApp
  • Quem Somos
  • Equipe
  • Política Editorial
  • Expediente
  • Política de privacidade
  • Contato
  • Termos de Uso
Login
Facebook X (Twitter) Instagram YouTube WhatsApp
A Revista | Inteligência em Investimentos
terça-feira, 29 setembro / 2026
  • Ações
  • Dividendos
  • Fundos Imobiliários
  • Renda Fixa
  • Quanto Rende
  • Bolsa Hoje
  • Petróleo
  • Criptomoedas
A Revista | Inteligência em Investimentos
Início » Últimas Notícias » Por que BBAS3 caiu tanto mesmo com ativos valiosos?
Ações

Por que BBAS3 caiu tanto mesmo com ativos valiosos?

Participações em BB Seguridade e outros negócios sustentam parte relevante do resultado, mas custo do crédito e incerteza sobre a recuperação mantêm as ações pressionadas.
Suzana MelloPor Suzana Mello20 de julho de 20267 minutos lidos
WhatsApp Facebook Twitter Pinterest E-mail Telegrama
Por que BBAS3 caiu tanto mesmo com ativos valiosos?
Por que BBAS3 caiu tanto mesmo com ativos valiosos?

As ações do Banco do Brasil voltaram ao centro das discussões entre investidores após acumularem forte desvalorização e se aproximarem da faixa de R$ 20. Com o banco avaliado em pouco mais de R$ 100 bilhões na Bolsa, cresce a dúvida sobre até que ponto o mercado está penalizando os problemas atuais e ignorando ativos relevantes existentes dentro do grupo.

A tese otimista considera que negócios como BB Seguridade, Banco BV, Banco Patagonia, consórcios, cartões e gestão de recursos formam uma estrutura diversificada capaz de gerar resultados mesmo quando a atividade bancária tradicional enfrenta dificuldades.

O contraponto é que as provisões para perdas de crédito continuam elevadas, especialmente em operações ligadas ao agronegócio. Além disso, o investidor ainda não sabe quanto tempo será necessário para que a rentabilidade volte aos níveis históricos.

Principais números observados pelo mercado

IndicadorDado aproximado
Cotação de BBAS3Próxima de R$ 20,00
Valor de mercadoEntre R$ 109 bilhões e R$ 116 bilhões
Lucro ajustado de 2025R$ 20,70 bilhões
Projeção de lucro para 2026R$ 22 bilhões a R$ 26 bilhões
Centro da projeçãoR$ 24 bilhões
Participação do BB na BB Seguridade68,50%
Data prevista para o balanço do 2T2612 de agosto de 2026

A cotação próxima de R$ 20 aparece na própria página de Relações com Investidores do Banco do Brasil. Plataformas de mercado apontam valor de mercado ao redor de R$ 109 bilhões, embora esse número varie diariamente conforme o preço das ações.

Avaliação baixa depende da recuperação do lucro

Comparar o valor de mercado atual com o lucro recorde já alcançado pelo Banco do Brasil pode produzir múltiplos aparentemente muito baixos. Caso a instituição voltasse a gerar lucro anual superior a R$ 30 bilhões, por exemplo, a relação entre preço e lucro ficaria perto de quatro vezes.

Essa comparação, entretanto, não representa o lucro atual nem garante que o banco retomará rapidamente o desempenho passado.

Após a queda expressiva dos resultados em 2025, o próprio Banco do Brasil projetou lucro líquido ajustado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões para 2026. O ponto médio, de R$ 24 bilhões, representaria uma recuperação importante, mas ainda abaixo dos melhores anos da instituição.

Considerando um valor de mercado próximo de R$ 110 bilhões e lucro de R$ 24 bilhões, BBAS3 estaria sendo negociada por aproximadamente 4,60 vezes o lucro projetado. O múltiplo é reduzido, mas reflete riscos que ainda permanecem no balanço.

Participações revelam o valor oculto do banco

Um dos argumentos favoráveis ao Banco do Brasil está na diversidade de suas participações societárias. O grupo controla ou possui participações relevantes em empresas de seguros, previdência, cartões, meios de pagamento, consórcios, banco de investimento e operações internacionais.

O principal ativo é a BB Seguridade, empresa na qual o Banco do Brasil possui participação de 68,50%. O desempenho da companhia de seguros ajuda a reduzir a dependência do grupo em relação à concessão de crédito.

Essa contribuição aparece no balanço por meio da equivalência patrimonial, método contábil que reconhece no resultado do controlador uma parcela proporcional do lucro ou prejuízo produzido pelas empresas investidas.

Na prática, quando uma companhia controlada ou coligada apresenta lucro, parte desse resultado é incorporada às demonstrações do Banco do Brasil, de acordo com sua participação.

Isso não significa, porém, que todo o valor reconhecido entrou imediatamente no caixa por meio de dividendos. Equivalência patrimonial e recebimento de dividendos são eventos contábeis diferentes.

Negócios diversificados funcionam como proteção

A presença de empresas como BB Seguridade, Banco BV e Banco Patagonia cria uma espécie de proteção para o conglomerado. Mesmo quando a margem da atividade bancária é pressionada, outras fontes de receita podem continuar gerando lucro.

Essa diversificação também foi observada em outros grandes bancos. Durante o período de deterioração do crédito enfrentado pelo Bradesco, por exemplo, a operação de seguros representou parcela relevante do lucro consolidado.

No Banco do Brasil, a contribuição das participações evita que a queda da rentabilidade da carteira de crédito produza um impacto ainda maior no resultado final.

Entretanto, não é tecnicamente correto concluir apenas pela soma das equivalências patrimoniais que toda a atividade bancária tradicional esteja dando prejuízo. O lucro consolidado também envolve despesas administrativas, impostos, receitas de serviços, provisões, operações entre empresas do grupo e eliminações contábeis.

Custo do crédito continua sendo o principal problema

O ponto mais delicado para BBAS3 permanece no custo do crédito. Quando o banco identifica maior risco de inadimplência, precisa constituir provisões para cobrir possíveis perdas futuras.

Essas provisões reduzem o lucro no momento em que são reconhecidas, mesmo antes de o prejuízo financeiro definitivo ocorrer.

Parte dos valores provisionados pode ser recuperada posteriormente por meio de renegociações, acordos ou melhora na capacidade de pagamento dos clientes. Nesse caso, o banco pode realizar reversões de provisões, que voltam a contribuir positivamente para o resultado.

A recuperação, contudo, não é automática. O Banco do Brasil precisa demonstrar melhora consistente na inadimplência, especialmente na carteira do agronegócio, além de reduzir a formação de novos créditos problemáticos.

Para 2026, a instituição projetou custo de crédito entre R$ 53 bilhões e R$ 58 bilhões, abaixo dos aproximadamente R$ 62 bilhões registrados em 2025. A redução dessa despesa é uma das condições para que o lucro volte a crescer.

Por que o mercado mantém BBAS3 descontada?

O desconto não está relacionado apenas à possibilidade de recuperação, mas principalmente à falta de clareza sobre quando ela acontecerá.

Enquanto o lucro e os dividendos permanecem abaixo dos níveis históricos, o investidor precisa comparar BBAS3 com alternativas de renda fixa que ainda oferecem retorno elevado no Brasil.

Se a recuperação levar vários anos, o acionista pode enfrentar um período prolongado de dividendos menores e baixa valorização. Por isso, o preço precisa incorporar uma margem de segurança suficientemente grande para compensar o risco e o custo de oportunidade.

Também pesam sobre a ação o controle estatal, a exposição ao crédito rural, o risco de decisões influenciadas por políticas públicas e a possibilidade de novas revisões das projeções.

BBAS3 pode surpreender positivamente?

O cenário poderá mudar caso o Banco do Brasil consiga reduzir rapidamente as provisões, recuperar créditos problemáticos e voltar a apresentar retorno sobre o patrimônio mais próximo de seus padrões históricos.

Uma recuperação do lucro para aproximadamente R$ 24 bilhões em 2026 já deixaria a ação negociada por um múltiplo baixo. Resultados superiores nos anos seguintes poderiam reforçar a percepção de que a queda foi excessiva.

Por outro lado, novas perdas na carteira de crédito ou uma recuperação mais lenta manteriam o desconto justificado.

O próximo balanço será decisivo para essa avaliação. O Banco do Brasil prevê divulgar os resultados do segundo trimestre em 12 de agosto de 2026, com apresentação pública no dia seguinte.

Banco do Brasil está barato?

BBAS3 apresenta uma combinação incomum de valuation reduzido, ativos valiosos e elevada incerteza. As participações societárias comprovam que o Banco do Brasil possui fontes de lucro que vão muito além da atividade bancária tradicional.

Isso não elimina, porém, o risco presente na carteira de crédito nem garante uma recuperação rápida.

O mercado não está necessariamente afirmando que o Banco do Brasil não vale nada. O preço atual indica que os investidores exigem um desconto elevado porque ainda não conseguem determinar quanto lucro será recuperado, em quanto tempo e qual será o nível sustentável dos dividendos.

Assim, BBAS3 pode representar uma oportunidade caso a recuperação aconteça antes do esperado. Mas o baixo múltiplo também funciona como alerta de que os problemas recentes ainda não foram totalmente superados.

Quer saber tudo
o que está acontecendo?

Receba todas as notícias da A Revista no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.

ENTRAR NO GRUPO

ações de bancos Banco do Brasil BBAS3 Bolsa de Valores Destaque dividendos
Siga-nos: Google Notícias Siga-nos: Instagram Siga-nos: WhatsApp
Compartilhar. WhatsApp Facebook Twitter Pinterest Telegrama E-mail
Artigo anteriorVolvo XC60 Ultra 2026 tem 462 cv, suspensão a ar e preço acima de R$ 500 mil
Próximo artigo RAIZ4 cai quase 7% após venda de usina; dívida de R$ 65 bilhões preocupa
Suzana Mello

    Suzana Mello integra a equipe de conteúdo da A Revista. Acompanha economia, finanças pessoais, quanto rende e temas que afetam o orçamento do leitor. Produz textos em linguagem acessível, identifica fontes e períodos de referência e diferencia dados confirmados de estimativas.

    Leia Também

    NDIV11 e QQQI11 pagam renda mensal, mas têm riscos diferentes

    NDIV11 e QQQI11 pagam renda mensal, mas têm riscos diferentes

    28 de setembro de 2026 Fundos Imobiliários
    Ibovespa cai, dólar chega a R$ 5,22 e Petrobras sobe 2%

    Ibovespa cai, dólar chega a R$ 5,22 e Petrobras sobe 2%

    28 de setembro de 2026 Bolsa Hoje
    Bitcoin recua para US$ 83 mil e juros dos EUA pressionam criptomoedas

    Bitcoin recua para US$ 83 mil e juros dos EUA pressionam criptomoedas

    28 de setembro de 2026 Criptomoedas
    B3SA3 enfrenta nova concorrência após aporte de R$ 360 milhões

    B3SA3 enfrenta nova concorrência após aporte de R$ 360 milhões

    28 de setembro de 2026 Mercados
    HGLG11 negocia com desconto de 11%, mas dividendos exigem atenção

    HGLG11 negocia com desconto de 11%, mas dividendos exigem atenção

    28 de setembro de 2026 Fundos Imobiliários
    Vale (VALE3) perto de R$ 70: o que pode mudar nas ações?

    Vale (VALE3) perto de R$ 70: o que pode mudar nas ações?

    28 de setembro de 2026 Ações
    Últimas Notícias
    Nissan Rogue 2027 ganha nova geração híbrida e telas de 14,3 polegadas

    Nissan Rogue 2027 ganha nova geração híbrida e telas de 14,3 polegadas

    Por Thailane Oliveira28 de setembro de 20264 minutos lidos
    NDIV11 e QQQI11 pagam renda mensal, mas têm riscos diferentes

    NDIV11 e QQQI11 pagam renda mensal, mas têm riscos diferentes

    28 de setembro de 2026
    Leapmotor B10 híbrido chega por R$ 179.990, roda até 900 km e coloca BYD e Jaecoo sob pressão

    Leapmotor B10 híbrido chega por R$ 179.990, roda até 900 km e coloca BYD e Jaecoo sob pressão

    28 de setembro de 2026
    Quanto rendem R$ 50 mil no Tesouro Selic com os juros atuais?

    Quanto rendem R$ 50 mil no Tesouro Selic com os juros atuais?

    28 de setembro de 2026
    INSTITUCIONAL
    • Expediente
    • Política de Cookies
    • Política Editorial
    • Quem Somos
    • Termos de Uso | A Revista
    TRANSPARÊNCIA
    • Depoimentos sobre A Revista
    • Fontes Oficiais
    • Histórico
    • Aviso Legal
    • Política de Correções
    EQUIPE E CREDIBILIDADE
    • Especialistas
    • Nossa linha editorial
    • Todas as editorias
    • Metodologia de Conteúdo
    • Equipe
    © 2026 A Revista | Inteligência em Investimentos. Notícias e análises sobre ações, dividendos, fundos imobiliários, renda fixa, petróleo e mercados. Todos os direitos reservados. A Revista pertence à SEO Prime Soluções Web Ltda., CNPJ nº 39.501.110/0001-72. Conteúdo jornalístico e informativo. Publicidade não representa recomendação editorial.

    Digite o texto acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.

    Entrar ou Registrar

    Bem vindo de volta!

    Entre na sua conta abaixo.

    Esqueceu a senha?