As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) voltaram a ser negociadas próximas de R$ 30, patamar considerado atrativo por analistas e investidores. Na última sexta-feira, o papel chegou a R$ 30,98, após uma queda acompanhando o recuo de mais de 1% no preço do barril de petróleo, cotado a US$ 66 nos contratos futuros.
A empresa, que recentemente esteve entre R$ 32 e R$ 33, passou a ser vista como oportunidade de compra para quem deseja acumular posição em busca de dividendos. Um novo aporte de 150 ações foi realizado por investidores que enxergam margem de segurança superior a 200% em relação ao preço teto médio projetado de R$ 106, calculado com base no histórico de proventos.
Dividendos: base sólida e possibilidade de extras
Histórico recente
Dividendos médios nos últimos 6 anos: R$ 6,41 por ação
Dividendos pagos nos últimos 12 meses: R$ 5,74 por ação
Dividend yield projetado para 2025: entre 12% e 20%
O BTG Pactual avalia que a Petrobras pode anunciar dividendos adicionais ainda em 2025, a depender do fluxo de caixa livre e da manutenção das reservas financeiras. A estatal já programou pagamentos para 22 de setembro, 21 de novembro e 22 de dezembro, referentes a dividendos e JCP.
Impacto do petróleo e cenário global
O recuo no preço do petróleo reflete preocupações com a demanda global, sobretudo na China e em outros mercados asiáticos. Apesar disso, o Brasil segue como fornecedor estratégico para a região, tanto de petróleo quanto de minério de ferro. A manutenção da produção em níveis elevados deve sustentar o caixa da estatal.
No entanto, o caráter cíclico do setor de óleo e gás, aliado ao cenário eleitoral de 2026, pode trazer volatilidade adicional. Isso afeta não apenas a Petrobras, mas também outras estatais como Banco do Brasil (BBAS3).
Análise de risco e potencial
Investir na Petrobras continua sendo um movimento de risco e retorno:
Risco: interferência política, volatilidade do petróleo e caráter cíclico do setor.
Bônus: forte geração de caixa, posição estratégica no mercado global e dividendos consistentes.
Mesmo diante da queda do barril e das incertezas políticas, a companhia ainda é considerada “barata demais para ser ignorada”, especialmente para quem busca proventos acima da média do mercado.
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