Nesta segunda-feira (20), o Ibovespa iniciou a semana em ritmo de recuperação, acompanhando o bom humor das bolsas americanas, impulsionadas pela expectativa de avanço nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China. No cenário doméstico, o Boletim Focus trouxe alívio ao mercado ao revisar para baixo as projeções de inflação, contribuindo para a queda dos juros futuros e fortalecendo os ativos mais cíclicos da Bolsa.
Tecnicamente, o Ibovespa rompeu o patamar de 143.800 pontos, sustentado pela média de 21 períodos, e agora mira a resistência projetada em 146.600 pontos. A máxima histórica do índice, registrada em 147.578 pontos, volta ao radar dos investidores. Analistas destacam que o movimento abre espaço para um topo ascendente, que pode marcar o início de uma nova tendência de alta caso o rompimento seja confirmado nas próximas sessões.
Juros futuros e dólar mantêm volatilidade
Os juros futuros de curto prazo recuaram após perder o suporte técnico na região de 13.350 pontos, abrindo caminho para nova zona de suporte em 13.200 pontos. Embora ainda não se configure uma tendência de baixa, o gráfico diário indica espaço para continuidade do movimento, dependendo da formação de topos e fundos descendentes nos próximos dias.
O dólar futuro, por sua vez, também apresentou fraqueza e perdeu o suporte de R$ 5,41, podendo buscar a região de R$ 5,326. Apesar disso, a moeda americana ainda negocia próxima à média móvel, o que pode provocar uma realização de lucros e formação de fundo ascendente, interrompendo temporariamente a sequência de quedas.
Petrobras (PETR4) testa tendência de baixa
As ações da Petrobras (PETR4) voltaram a testar a linha de tendência de baixa. O cenário exige cautela, já que a perda do suporte em R$ 29,40 reforçaria a formação de topo descendente e um gatilho de venda. No lado positivo, o rompimento de R$ 29,95 poderia marcar a inversão da tendência, com alvos em R$ 30,45 no curto prazo.
Vale (VALE3) confirma pivô de alta
A Vale (VALE3) confirmou a formação de um pivô de alta, após romper a resistência de R$ 60,95. O movimento projeta novas resistências em R$ 62,55 e R$ 64,17, conforme as projeções de Fibonacci, reforçando o otimismo dos investidores com o setor de mineração.
Itaú (ITUB4) rompe resistência e mantém tendência neutra
O Itaú Unibanco (ITUB4) rompeu a média curta e buscou a antiga resistência de R$ 38,45, mantendo tendência neutra no curto prazo. O suporte está em R$ 37,10 e a resistência consolidada em R$ 39,40, o que indica uma zona de consolidação antes de um possível rompimento de tendência.
Cogna (COGN3) lidera as altas do dia
A Cogna (COGN3) foi destaque positivo da sessão, com rompimento de média móvel e continuidade do movimento de alta. Apesar de não oferecer gatilho imediato de compra, o ativo consolida tendência neutra e abre espaço para a formação de novo fundo ascendente, o que poderia gerar oportunidades em breve.
PRIO (PRIO3) entre as maiores quedas
No campo negativo, a PRIO (PRIO3) registrou forte queda, com formação de topo descendente. Caso o preço rompa a mínima de R$ 35,26, a ação pode buscar suporte em R$ 34,00. A estrutura técnica sinaliza pressão vendedora de curto prazo.
Magazine Luiza (MGLU3) testa resistência importante
A Magazine Luiza (MGLU3) testou a média de 200 períodos aos R$ 8,70, mas não conseguiu confirmar rompimento. Se renovar a mínima de R$ 8,34, o ativo pode abrir espaço para correção até R$ 7,40. O rompimento positivo exigiria superar R$ 8,70 e consolidar movimento rumo aos R$ 9,25.
CSN (CSNA3) e Natura (NTCO3) mostram força técnica
A CSN (CSNA3) formou um pivô de alta, com resistência em R$ 8,80 e possibilidade de avanço até R$ 9,30, desde que o rompimento de R$ 8,83 venha acompanhado de forte volume comprador.
Já a Natura (NTCO3) se destacou pela formação de fundo duplo no gráfico diário — um padrão clássico de reversão altista. Com o rompimento dos R$ 8,50, o papel pode projetar alvo inicial em R$ 8,97 (upside de 4%) e, em um cenário mais otimista, buscar R$ 9,60 (upside de até 11%).
Perspectivas para os próximos dias
O cenário técnico do Ibovespa continua favorável à valorização, especialmente com o alívio inflacionário e a recuperação global dos mercados. Caso o índice consiga romper os 146.600 pontos, há chance de testar a máxima histórica de 147.578 pontos, abrindo caminho para uma tendência de alta sustentável no quarto trimestre de 2025.
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