O Ibovespa segue em rali acelerado e alcançou a marca histórica de 158 mil pontos, impulsionado pelo apetite do mercado, pelo avanço do capital estrangeiro e pela recuperação de setores-chave da economia. A alta acumulada no ano já se aproxima de 31%, marcando um dos períodos mais fortes da Bolsa brasileira nesta década.
No entanto, mesmo com esse salto expressivo, algumas ações continuam negociando com preços atrativos. Entre elas, três companhias de setores distintos se destacam por apresentarem múltiplos baixos, lucros crescentes e perspectivas de valorização relevantes.
A seguir, um panorama completo e atualizado de cada uma.
1. Banco ABC (ABCB4) – Desconto relevante e forte expansão de lucros
O Banco ABC permanece entre as ações mais baratas da Bolsa, mesmo após uma valorização de cerca de 23% ao longo do ano. O motivo é simples: a cotação não acompanhou o ritmo do crescimento dos lucros.
Destaques atualizados:
Negocia a 0,85 vez o valor patrimonial, abaixo da média histórica.
Valor patrimonial atual por ação: R$ 27,39, acima do preço de mercado.
Lucro por ação em trajetória de forte alta nos últimos anos.
P/L de 5,2 vezes, um dos menores da última década.
Dividend yield de 8,4% nos últimos 12 meses, com histórico sólido e crescente.
O banco vem entregando resultados consistentes, com expansão de carteira, margens mais elevadas e crescimento contínuo do lucro líquido. A defasagem entre desempenho e preço cria uma janela de oportunidade que pode não durar muito.
Resumo:
O Banco ABC combina lucro crescente, dividendos fortes e múltiplos descontados, mantendo-se entre as ações mais baratas mesmo após a alta da Bolsa.
2. Petrobras (PETR4) – Forte desconto após queda do petróleo
Apesar da recuperação recente, a ação da Petrobras continua negociando bem abaixo dos níveis do início do ano. A empresa sente os efeitos da queda do petróleo Brent, que recuou do patamar de US$ 80 para cerca de US$ 64.
Destaques atualizados:
P/L próximo de 5 vezes, um múltiplo bastante baixo para o setor.
EV/EBIT de aproximadamente 4 vezes, indicando forte geração de caixa.
P/VPA por volta de 1,0, abaixo dos últimos ciclos de mercado.
Dois proventos já anunciados e com pagamentos programados nos próximos meses.
Produção estável e margens elevadas mesmo com petróleo mais fraco.
Além do desconto, o cenário eleitoral de 2026 tende a trazer volatilidade — e isso historicamente abre espaço para movimentos de valorização.
Resumo:
Com múltiplos baixos e forte geração de caixa, Petrobras permanece descontada e pode se beneficiar de um ciclo de recuperação do petróleo e da aproximação do ano eleitoral.
3. BB Seguridade (BBSE3) – Lucros recordes e múltiplos no menor nível dos últimos anos
BB Seguridade continua sendo uma das empresas mais eficientes do mercado financeiro. A companhia acumula sucessivos recordes de lucro e mantém margens elevadas mesmo em cenários voláteis.
Destaques atualizados:
P/L de 7,5 vezes, o menor dos últimos 10 anos.
Dividend yield de 12% nos últimos 12 meses.
Sucessão de lucros recordes em 2023, 2024 e no acumulado recente.
Forte retorno sobre patrimônio e modelo de negócios previsível.
Crescimento consistente nas linhas de seguro, previdência e risco.
O atual distanciamento entre lucro e preço — semelhante ao que ocorreu em 2021 — indica uma provável reprecificação futura.
Resumo:
Mesmo com resultados excepcionais, BB Seguridade segue negociando com desconto significativo e oferecendo um dos melhores pacotes de dividendos da Bolsa.
Três oportunidades reais em meio ao rali da Bolsa
Mesmo com o Ibovespa em níveis históricos:
Banco ABC segue barato e lucrando cada vez mais.
Petrobras continua descontada após a queda do petróleo.
BB Seguridade apresenta múltiplos baixos apesar de entregar lucros recordes.
São empresas sólidas, com histórico de valorização e dividendos robustos, e que continuam oferecendo pontos de entrada estratégicos para quem busca oportunidades reais mesmo em um mercado aquecido.
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