A Petrobras encerrou agosto com números robustos de produção, reforçando as projeções para o 3º trimestre de 2025. O volume total atingiu 3,2 milhões de barris de óleo equivalente por dia, o maior nível já registrado, incluindo crescimento expressivo tanto no petróleo quanto no gás natural.
Esse avanço fortalece a expectativa de fluxo de caixa livre mais elevado, o que pode ampliar os dividendos a serem distribuídos aos acionistas, já que a política de remuneração da estatal está atrelada ao caixa disponível, e não ao lucro líquido.
Ações sobem com petróleo mais forte
As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) fecharam recentemente próximas a R$ 32, acumulando valorização na esteira da alta do petróleo, que chegou a US$ 67 o barril no mercado futuro.
De acordo com estimativas de mercado, a estatal pode alcançar um preço-alvo de R$ 38 por ação até o fim de 2025, caso mantenha o ritmo de produção e aproveite a recuperação da demanda global.
Indicadores mostram desconto
Mesmo com a recente valorização, a Petrobras ainda apresenta indicadores considerados atrativos:
| Indicador | Valor Atual |
|---|---|
| Dividend Yield (PETR4) | 16% |
| P/L (Preço/Lucro) | 5,0 |
| P/VP (Preço/Valor Patrimonial) | 1,0 |
| EV/EBITDA | 2,5 |
| LPA (Lucro por Ação projetado) | R$ 6,00 |
Esses números reforçam a percepção de que as ações ainda negociam com desconto frente a seus pares globais do setor de óleo e gás.
Dividendos podem surpreender em 2025
Com o aumento na produção e a política de distribuição baseada no fluxo de caixa livre, a expectativa é de que a Petrobras mantenha dividendos expressivos em 2025.
Se confirmada a prévia positiva do 3º trimestre, o mercado poderá rever as projeções de remuneração ao acionista, consolidando a estatal como uma das principais pagadoras de dividendos da Bolsa brasileira.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias da A Revista no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.






