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Mercados

5 motos de entrada para quem ganha salário mínimo e quer fugir do ônibus

Modelos como Honda Pop 110i, Shineray Jet 125, Avelloz AZ125 Alfa, Honda Biz e Elite aparecem entre as opções mais acessíveis, mas o preço final pode pesar mais do que parece.
Mariana DuartePor Mariana Duarte29 de junho de 20267 minutos lidos
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5 motos de entrada para quem ganha salário mínimo e quer fugir do ônibus
5 motos de entrada para quem ganha salário mínimo e quer fugir do ônibus

Comprar a primeira moto 0 km virou desejo de muita gente que ganha salário mínimo e quer reduzir a dependência de ônibus, carona ou aplicativo.

Mas a conta precisa ser feita com cuidado.

Em 2026, há modelos de entrada com preço sugerido a partir de pouco mais de R$ 10 mil. Na prática, isso significa algo entre 6 e quase 9 salários mínimos, sem considerar frete, documentação, capacete, seguro, manutenção, combustível e eventuais juros de financiamento.

Ou seja: a moto pode ajudar no deslocamento para o trabalho, nos bicos, nas entregas e na rotina da casa, mas não deve ser comprada olhando apenas o valor da parcela.

O que entra nessa conta

A lista reúne motos e motonetas de entrada voltadas ao uso urbano, com foco em economia, praticidade e preço mais baixo.

Os valores usados como referência são preços sugeridos ou informados por fabricantes e mercado, sempre sujeitos a mudança conforme região, concessionária, estoque, frete e impostos.

Por isso, antes de fechar negócio, o consumidor deve pedir o preço final por escrito, incluindo documentação, emplacamento, frete, taxa de cadastro e custo total do financiamento.

Quanto essas motos representam em salários mínimos

Considerando o salário mínimo de R$ 1.621 em 2026, mesmo os modelos mais baratos ainda exigem planejamento.

ModeloPreço de referênciaEquivalente aproximado
Honda Pop 110i ESR$ 10.5886,5 salários mínimos
Shineray Jet 125R$ 11.490, sem frete/seguro7,1 salários mínimos
Avelloz AZ125 AlfaR$ 13.5008,3 salários mínimos
Honda Biz 125 ESR$ 13.5058,3 salários mínimos
Honda Elite 125R$ 14.4408,9 salários mínimos

A diferença parece pequena no preço de tabela, mas pode pesar muito para quem vive com renda apertada.

Em um financiamento, juros, entrada baixa e prazos longos podem fazer o valor total pago subir bastante.

Consórcio Honda Motos é na Honda NossaMotoHonda Pop 110i ES: a mais barata da lista

A Honda Pop 110i ES aparece como uma das principais portas de entrada para quem quer uma moto simples, econômica e de manutenção mais previsível.

O preço sugerido consultado parte de R$ 10.588, sem frete. É o menor valor entre os modelos analisados.

A proposta é clara: pouca sofisticação, baixo peso, uso urbano e foco em deslocamentos curtos. Para quem precisa ir ao trabalho, estudar ou fazer pequenos serviços, pode ser uma alternativa mais viável do que modelos maiores.

O ponto de atenção é que simplicidade também significa menos equipamentos. Não é uma moto voltada para conforto elevado, longas viagens ou excesso de carga.

Shineray Jet 125 SS recebe injeção eletrônica | Motociclismo OnlineShineray Jet 125: preço baixo, mas atenção ao frete

A Shineray Jet 125 também aparece entre as opções mais baratas do mercado.

O preço indicado parte de R$ 11.490, mas a própria marca informa cobrança adicional de frete e seguro de frete. Isso muda a conta final.

A motoneta chama atenção por itens como rodas de liga leve, freio dianteiro a disco, painel digital e visual mais equipado para a faixa de preço.

O consumidor, porém, precisa avaliar a presença da marca na sua cidade. Rede de assistência, disponibilidade de peças e facilidade de manutenção fazem diferença no custo real depois da compra.

Preço baixo na entrada pode não compensar se o pós-venda for distante ou limitado na região do comprador.

Marca De Motos Avelloz Foi A 5ª Mais Emplacada Em 2025, Veja Modelos No  Brasil | MotoredeAvelloz AZ125 Alfa: opção acessível, mas depende da região

A Avelloz AZ125 Alfa surge como alternativa para quem procura uma motoneta de entrada com visual moderno e proposta urbana.

Na página oficial da marca, o modelo aparece com preço de R$ 13.500. Há relatos e levantamentos de mercado com valores menores, mas o ideal é confirmar diretamente em concessionárias e lojas autorizadas.

Entre os atrativos divulgados estão partida elétrica, farol de LED, painel digital, injeção eletrônica, entradas USB, freio CBS e tanque de 5 litros.

A cautela é parecida com a da Shineray: antes de comprar, vale verificar se há assistência técnica próxima, disponibilidade de peças e histórico de atendimento na região.

Para quem ganha salário mínimo, qualquer gasto inesperado com manutenção pode comprometer o orçamento do mês.

Bem vindo a Recreio Motos | Biz 125Honda Biz 125 ES: prática, conhecida e mais cara que a Pop

A Honda Biz 125 ES é uma das motonetas mais conhecidas do Brasil.

O modelo tem apelo forte entre quem busca praticidade, facilidade de condução e boa aceitação no mercado de usados.

O preço sugerido da versão ES consultado parte de R$ 13.505, sem frete. Isso coloca a Biz acima da Pop no custo inicial, mas com proposta diferente.

A Biz costuma atrair quem quer uma motoneta mais confortável, com câmbio semiautomático, posição de pilotagem prática e uso urbano mais versátil.

Para o bolso, o ponto positivo é a liquidez no mercado. O ponto negativo é que, nas lojas, o valor final pode ficar bem acima do preço sugerido, especialmente quando entram frete, documentação e financiamento.

Primeiras impressões: Honda Elite 125 é ágil e estilosaHonda Elite 125: scooter automática e foco em conforto urbano

A Honda Elite 125 é a opção mais cara desta lista, com preço sugerido a partir de R$ 14.440, sem frete.

Ela se diferencia por ser scooter automática. Na prática, o piloto não precisa trocar marchas: basta acelerar e frear.

Isso pode facilitar a vida de quem enfrenta trânsito urbano todos os dias e busca conforto, praticidade e espaço sob o banco para guardar objetos.

O modelo também tem foco mais urbano. Rodas menores e proposta de scooter fazem mais sentido em asfalto do que em ruas esburacadas, estradas de terra ou trajetos muito irregulares.

Para quem ganha salário mínimo, a Elite pode ser interessante pela praticidade, mas exige ainda mais cuidado com o financiamento, já que se aproxima de 9 salários mínimos apenas no preço sugerido.

O erro mais comum: olhar só a parcela

A grande armadilha para quem compra a primeira moto é olhar apenas o valor mensal do financiamento.

Uma parcela aparentemente baixa pode esconder prazo longo, juros altos e custo total muito maior.

Além disso, a moto traz gastos obrigatórios ou quase inevitáveis:

IPVA, licenciamento, emplacamento, seguro, capacete, revisões, óleo, pneus, combustível, corrente, pastilhas, eventuais multas e manutenção preventiva.

Para quem ganha um salário mínimo, esses custos precisam caber no orçamento sem comprometer aluguel, alimentação, contas da casa e emergências.

Vale a pena para trabalhar?

Depende do uso.

Para quem perde muito tempo no transporte público, mora longe do trabalho ou precisa se deslocar entre bairros, uma moto econômica pode melhorar a rotina e até abrir oportunidades de renda.

Também pode fazer sentido para quem pretende usar o veículo em entregas, pequenos serviços ou deslocamentos profissionais.

Mas é preciso colocar tudo no papel. Rodar mais significa gastar mais com combustível, pneus, óleo, freios e manutenção.

A moto pode ajudar a ganhar tempo e dinheiro, mas também cria despesas fixas.

O que confirmar antes de comprar

Antes de assinar qualquer contrato, o consumidor deve perguntar:

qual é o preço final da moto;
quanto custa o frete;
quanto fica a documentação;
qual será o valor total financiado;
qual é a taxa de juros;
quanto será pago ao fim do contrato;
onde ficam as assistências autorizadas;
qual é o prazo de entrega;
quais revisões são obrigatórias;
quanto custam as peças mais comuns.

Essas respostas mostram se a moto realmente cabe no bolso.

A melhor escolha não é sempre a mais barata

A moto mais barata pode ser a melhor opção para quem busca apenas deslocamento básico e manutenção simples.

Mas quem precisa de mais conforto, melhor aceitação na revenda ou assistência mais ampla pode preferir pagar um pouco mais.

No fim, a melhor moto para quem ganha salário mínimo é aquela que resolve o transporte sem virar uma dívida pesada.

O preço de compra importa muito. Mas o que define se a escolha foi boa é o custo total depois que a moto sai da loja.

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Mariana Duarte
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Mariana Duarte é jornalista formada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com mais de 10 anos de experiência em redações de portais nacionais e especialização em jornalismo digital. Na A Revista, acompanha economia, empresas, mercados e tecnologia ligada a negócios. Trabalha com linguagem acessível, atribuição de fontes e verificação de dados e documentos.

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